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	<title>Arquivo de Filosofia - AGEACAC</title>
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	<description>Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência</description>
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	<title>Arquivo de Filosofia - AGEACAC</title>
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		<title>O Fascínio como Causa de Desarmonia do Casal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 23:08:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Lar]]></category>
		<category><![CDATA[Matrimônio Perfeito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É de sensível atenção como problemas modernos encontram eco nas mais tradicionais escolas do conhecimento presentes na história de nossa civilização. Floresceu entre os séculos V e VI a.C. a mais elevada filosofia, verbalizada nos diálogos da obra platônica A República. Foi por intermédio dela e em diálogos de singular beleza e profundidade que Sócrates [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É de sensível atenção como problemas modernos encontram eco nas mais tradicionais escolas do conhecimento presentes na história de nossa civilização.</p>
<p>Floresceu entre os séculos V e VI a.C. a mais elevada filosofia, verbalizada nos diálogos da obra platônica <a href="https://ageacac.org.br/2023/02/08/o-governo-da-virtude/">A República</a>. Foi por intermédio dela e em diálogos de singular beleza e profundidade que Sócrates falou para a humanidade.</p>
<h2>Coisas belas e o fascínio</h2>
<p>Numa de suas histórias, caminha pelo Mercado de Atenas, reconhecido comércio daqueles tempos idos, no qual teve o cuidado de observar a quantidade de itens disponíveis para o cidadão ateniense. Naquele ambiente – como não poderia ser diferente – ninguém saía sem algo em suas mãos, ainda que meramente decorativo.</p>
<p>O filósofo, contudo, caminhava entre as bancas e propagandas, refletindo em cada item sedutor ao alcance de sua vista, sempre mantendo-se em reflexão: “qual a real utilidade desta ou daquela coisa em minha vida?”</p>
<p>Finalizou o caminho sem adquirir nada. Esta singela passagem deixou como legado uma das mais belas frases socráticas, aquela que diz: “tantas coisas belas das quais não necessito.”</p>
<h2>A vida moderna,</h2>
<p>com seus compromissos e rotinas, tem nos mantido em profundo estado de identificação com o mundo da matéria. Identificar-se é um processo silencioso de esquecimento de si, origem de muitas desarmonias. No lar, este processo culmina em problemas de toda ordem, desconstruindo relacionamentos, temperamentos, famílias.</p>
<p>Neste cenário inóspito, retomar a capacidade de discernir é ferramenta das mais elevadas. Isso passa por chaves preciosas, como a temperança e moderação. Em seus sentidos mais amplos, anunciam a capacidade de autoconhecer-se, promovendo o equilíbrio de suas próprias vontades. É o triunfo de Sócrates frente as paixões do mercado ateniense.</p>
<p>Quantas coisas aderem-se a nós sem a real necessidade? Quantos problemas poderiam ser evitados se tivéssemos desenvolvida a capacidade de dar-nos conta do que temos, do que sobra, daquilo que falta. Em palavras breves, auto-observação psicológica, adentrando num universo inteiro de conhecimentos que repousam em nosso interior.</p>
<h2>Viver é um processo extraordinário no qual se encontra a convivência</h2>
<p>A arte de conviver tem como ginásio mais exigente o Matrimônio, que transcorre no interior de um núcleo chamado lar. Há muitos caminhos para se encontrar a harmonia neste ambiente, sendo a capacidade de se comunicar um dos principais. A palavra, quando em acorde com nosso centro emocional superior, cria estados adequados de consciência.</p>
<p>Os sistemas contemporâneos têm colocado o Homem e a Mulher com seus próprios interesses, transformando o lar num abrigo de competidores. O elo comum da harmonia, qual seja o amor, tem se desfeito pela necessidade do mais, ausência de tempo, desalento.</p>
<h2>O Matrimônio Perfeito</h2>
<p>O casal é um corpo só, uma só nota, não são coisas distintas, equidistantes. O Matrimônio é a real consubstanciação de um Ser que ama mais, outro que ama melhor, conforme melhor definição do filósofo e antropólogo Samael Aun Weor, autor da obra O Matrimônio Perfeito.</p>
<p>Ao evitamos, por exemplo, a comunicação meramente reativa, quando desenvolvemos a capacidade de ouvir e ponderamos palavras ásperas, dissonantes, quando por intermédio de superesforços somos capazes de esperarmos os estados emocionais mais adequados para estabelecer canais de diálogo, damos um passo importante no triunfo dos mais distintos ambientes de convivência, sendo o Lar o principal deles.</p>
<h2>Chave SOL</h2>
<p>Em qualquer cenário, frente às circunstâncias mais exigentes, quando a consciência dorme e somos manejados por nossos sentimentos como marionetes, façamos perguntas breves e profundas a si mesmo, em estado reflexivo: quem sou? O que estou fazendo? Em que lugar estou?</p>
<p>Conhecida como Chave SOL, esta prática simples promove um choque de consciência, uma leitura e elevação de nosso estado de ânimo. Passamos a perceber, se aplicada corretamente, aquilo não estávamos vendo. É uma prática que conduz ao despertar da consciência, pois estar adormecido nos torna pessoas perigosas.</p>
<h2>O consumo</h2>
<p>Fizemos um caminho singelo até aqui, a fim de compreendermos que o fascínio com a vida material anula em nós a capacidade de discernir, fazendo com que acumulemos mais do que precisamos.</p>
<p>O consumo tem sido uma fuga de nós mesmos, quase que um comprimido alucinógeno para nossa alma, criando problemas que potencializam o distanciamento do casal, dificultam a convivência, obstaculizam a temperança, rompem as linhas de comunicação.</p>
<p>A partir daí, são inúmeros os problemas criados, sendo o econômico um dos principais, impedindo que a harmonia permaneça naquele relacionamento ou mesmo no lar.</p>
<h2>Do que realmente necessitamos?</h2>
<p>Quais são os elementos ou momentos que realmente preenchem e acariciam nosso espírito?</p>
<p>Ter, adquirir, consumir não são sinônimos de liberdade. Ao contrário, sinalizam uma prisão para a mente, para nossos sentimentos e até para o corpo físico.</p>
<p>Entramos mesmo numa prisão voluntariamente, como num quarto escuro, perdemos as chaves e as chances de compreendermos o que realmente tem valor nesta efêmera vida que levamos. Por não sabermos mais o que importa, entregamos coisas preciosas – essas, sim, os verdadeiros tesouros! – como a harmonia, o contentar-se com o que se tem, a felicidade de um dia simples a dois, o sorriso e o crescimento de nossos filhos, o jantar numa mesa em família etc.</p>
<p>E aquele pássaro que sobrevoava florestas, campos e planícies, quase que dono do sol e do vento, entendeu que na gaiola havia comida e água fresca. E por acreditar que não mais precisava voar para buscar seu alimento, viu na gaiola seu sustento, encontrou na prisão uma imagem de liberdade. Fez da falsa segurança seu melhor cárcere. A portinhola fechou, a comida até continuou … mas a vida nunca mais seria a mesma num espaço tão pequeno e limitado. Seu canto terminou.</p>
<p>Acreditamos que um dia, não num desses como tantos outros, mas num dia especial, possa o pássaro dar-se conta de que entrou por sua própria vontade e só por intermédio dela, a vontade, poderá sair e conhecer de novo o Sol, o Vento, a Liberdade.</p>
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		<title>As Vestais: Interpretações do Feminino</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Aug 2023 18:39:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antigas Civilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Eterno Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O objetivo desse breve estudo sobre as vestais é entender a importância da representação feminina nas antigas culturas, especialmente na cultura greco-romana. As mulheres naquele contexto ocupavam um papel determinante na organização do lar, bem como na religião, educação e organização social daqueles povos. Abordaremos especificamente a função das Vestais na antiga Roma, resgatando sua [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2023/08/21/as-vestais-interpretacoes-do-feminino/">As Vestais: Interpretações do Feminino</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
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<figure class="wp-block-image alignright size-medium"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="294" height="300" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image-294x300.png" alt="" class="wp-image-3373" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image-294x300.png 294w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image.png 505w" sizes="(max-width: 294px) 100vw, 294px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo desse breve estudo sobre as vestais é entender a importância da representação feminina nas antigas culturas, especialmente na cultura greco-romana. As mulheres naquele contexto ocupavam um papel determinante na organização do lar, bem como na religião, educação e organização social daqueles povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abordaremos especificamente a função das Vestais na antiga Roma, resgatando sua importância para que, de alguma forma, possamos nos inspirar nessas antigas culturas promovendo reflexões sobre o papel da mulher atualmente, contudo sem perder de vista a essência da natureza do Feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as <a href="https://ageacac.org.br/category/antigas-civilizacoes/">grandes civilizações</a> preservaram a imagem do feminino, pois a base de uma sociedade está na educação que se destina às mulheres por natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aspecto feminino aparece sob várias manifestações: a grande Mãe, a Mãe natureza que doa e mantêm a vida: Ram-IO, Deméter, Maia, Hathor, Nut; a mulher como guerreira: Athena; &nbsp;e finalmente, o objetivo de nosso estudo é falar sobre o aspecto da mulher como sacerdotisa: Héstia, Vesta, Ísis, Maria Madalena.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vestais Sacerdotisas</h2>



<figure class="wp-block-image alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1.png" alt="vestais, damas gnósticas" class="wp-image-1821" style="object-fit:contain;width:341px;height:341px" width="341" height="341"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As Vestais da antiga Roma serviam a Deusa Vesta uma deusa que personifica o fogo sagrado, representado pela&nbsp;<em>pira</em>&nbsp;doméstica e também pela cidade. Corresponde a Deusa Héstia dos gregos, embora também fosse associada a Agni dos Hindus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres&nbsp;Vestais que serviam a Deusa seguiam uma conduta rígida, deviam permanecer Virgens imaculadas; lembrando que, essa virgindade assume um caráter de castidade, mulheres que sabiam manejar sua energia, e serviam a Deusa orientando os iniciados nos Mistérios do Fogo daquela época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente que, a simbologia da manutenção do fogo é o ponto central, esse fogo que simboliza a energia sexual, a capacidade criadora que reside no ser humano e que naturalmente a mulher deve guardar e zelar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como citado em todas as religiões que tinham sua raiz na revolução da consciência souberam instruir suas sacerdotisas para o manejo do fogo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Simbologia</h2>



<figure class="wp-block-image alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-2.png" alt="" class="wp-image-1822" style="object-fit:cover;width:447px;height:335px" width="447" height="335"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A &nbsp;simbologia é ampla: desde as coisas mais simples como tradições passadas de mãe para a filha. Por exemplo, na Grécia toda casa que se preze tinha uma lareira ao centro esta que era manejada apenas pela mulher, quando a filha saía de casa para formar um novo lar a mãe acendia uma tocha proveniente daquela chama da lareira e entregava a sua filha para que acendesse sua própria lareira. Isso demonstra como as tradições antigas valorizavam e significavam esse culto ao fogo doméstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as Vestais eram responsáveis por algo basilar que é a própria referência ao lar – lareira, esse fogo doméstico, que justamente se localiza no centro que é de onde emana todas as coisas: o centro luminoso, vertical, transmutador. Os romanos compreendiam a necessidade de ter&nbsp; um centro que emana, uma base fundamental que pudesse conservar esse espírito em torno do qual tudo se constrói. É de suma importância não perder o contato com o centro que nos dá a sustentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher é a provedora do amor e da luz, o eixo fundamental de onde todas as outras coisas emanam, o reflexo vivo de emoções e condutas. Aquela que guarda a memória do porquê, a educadora, a que vela o sagrado; o elemento terreno e fixador, o próprio umbigo. A lembrança da nossa vida uterina, da nossa gestação, da nossa origem.</p>



<figure class="wp-block-image alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-3.png" alt="" class="wp-image-1823" style="width:336px;height:273px" width="336" height="273"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre outros símbolos associados a essa deusa, podemos citar a colheita da primavera,&nbsp; onde os Romanos ofereciam os primeiros grãos e frutos&nbsp;à&nbsp;<em>Vesta</em>; essa oferta deu origem a um festival tradicional conhecido como&nbsp;<em>Vestália</em>. Havia a associação à fertilidade e a capacidade criadora de fecundação que ela simbolizava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o animal associado a deusa era o asno que representa nesse contexto as debilidades, fragilidades humanas e a ignorância. Por isso, nesse festival as Vestais adornavam esses animais com guirlandas de flores, simbolizando as virtudes possíveis no desenvolvimento do homem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Valor do Eterno Feminino</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Interpretar os símbolos relacionados ao sagrado feminino nos relembra a função natural e divina que a mulher cumpre, dentro de si, dentro do lar e dentro da sociedade. Portanto, conservar o espírito em torno do qual tudo se constrói é preservar as raízes dos ensinamentos milenares, ou seja, preservar a mulher é manter a memória de um povo sempre pulsando, trazendo consciência, luz e entendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perder o contato com a mulher ou banalizar sua relevância é jogar fora os ensinamentos mais preciosos, é mecanizar as ações perdendo, portanto, sua consciência de ação.</p>



<figure class="wp-block-image alignright"><img decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-4.png" alt="" class="wp-image-1824"/></figure>
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		<title>Ética, o princípio da Política</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 12:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Poli-ética]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os conceitos Política e Liberdade possuem um significado profundo e são de grande relevância diante do contexto social em que vivemos.&#160; Os homens através da história disputam fascinados em seus nomes inspirados por tais ideais.&#160; Muito é o que se discute sobre a necessidade de mudança social. Apesar de tantas teorias revolucionárias, de reformas e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os conceitos <em>Política e Liberdade</em> possuem um significado profundo e são de grande relevância diante do contexto social em que vivemos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os homens através da história disputam fascinados em seus nomes inspirados por tais ideais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muito é o que se discute sobre a necessidade de mudança social. Apesar de tantas teorias revolucionárias, de reformas e sistemas no contexto histórico, de tanta disputa no campo da política institucional, de discursos políticos e religiosos, os problemas seguem insolúveis na vida prática dos povos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É deplorável o que o egoísmo do homem fez com a política. A Política é algo inerente ao homem. É preciso resgatar o verdadeiro valor da palavra política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Política quer dizer Poli-Ética, ou seja, a Ética, o puro funcionalismo da consciência, livre, aplicada ao bem-estar geral de toda uma <em>pólis</em> ou comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ética é algo muito especial, é algo que vem do mais profundo da consciência do ser humano. É uma expressão de um princípio do homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a consciência do homem adormece, quando fica cega pelos seus desejos egoístas, então desaparece a Ética.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sociedade e Indivíduo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O homem é um ser <em>político</em> por natureza, como já definira Aristóteles, pelo fato de que o homem não se encontra e nem poderia viver sozinho, mas sim em sociedade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade, portanto, é a extensão do indivíduo, não está em oposição, fora ou externo a eles, mas sim como a extensão das relações que os indivíduos estabelecem entre si. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se há violência na sociedade é porque cada indivíduo carrega dentro de <em>“si mesmo”</em> os elementos psicológicos da violência; se a sociedade é cruel e ambiciosa, é porque os indivíduos o são; se é invejosa e competitiva é porque os indivíduos são invejosos e competitivos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos compreender, definitivamente, o que são estes elementos: <em>“meu orgulho”, “meus vícios”, “minha riqueza”, “meu prestígio”</em>&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário promover uma verdadeira revolução! Uma revolução na consciência do ser humano, eliminar nossos desejos egoístas e pessoais para que nossa consciência possa despertar, e com ela, a Ética volte a guiar nossos passos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inquestionavelmente, o exterior é um reflexo do interior. A causa de todos estes elementos que se encontram refletidos na sociedade estão dentro de cada um de nós. Portanto, se anelamos verdadeiramente uma transformação desta realidade, comecemos por investigar a fundo nós mesmos, conhecer nossas íntimas contradições: como pensamos, como sentimos e como atuamos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Necessita-se ter por base de ação novos princípios, fundamentados na realidade objetiva da origem dos fenômenos. Infelizmente, a humanidade encontra-se com a sua Consciência adormecida, identificada, e nem percebe a necessidade de uma autêntica Revolução.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Poliética e a Liberdade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <em>Política</em> é um Princípio eterno, imutável, que rege a organização de tudo que existe, tanto entre os homens como no Universo. A humanidade perdeu completamente a compreensão dos princípios da autêntica Política: a Ética, pois se encontra em estado de adormecimento profundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Política separada da Ética resulta na política que temos atualmente, resulta na escravidão do homem pelos sistemas. Inversamente, a Poliética guia os homens para a conquista da verdadeira Liberdade, da autêntica Felicidade e da Justiça, pois seus fundamentos não se encontram em ideais, conceitos, sistemas, crenças ou teorias, mas na sabedoria que provém do conhecimento objetivo da Realidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ética e Consciência</h2>



<figure class="wp-block-image alignright size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="407" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2022/03/athens-art-school-gd17c2da0c_640.jpg" alt="Escola de Athenas, Poli-Ética, Sócrates Platão" class="wp-image-2903" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2022/03/athens-art-school-gd17c2da0c_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2022/03/athens-art-school-gd17c2da0c_640-300x191.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Ética, em si mesma, é algo muito especial e distinto do que chamamos por moral. A moral são os sistemas subjetivos que regem uma sociedade num contexto específico. A moral muda de acordo com a sociedade, de acordo com a época histórica e de acordo com a cultura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ética, porém, não tem origem em nenhum sistema subjetivo, seja ele religioso, político ou cultural. A Ética é o conjunto de princípios objetivos, eternos, imutáveis que tem fundamento na Consciência humana. A ética é uma forma de pensar, de sentir e de atuar que advém ao homem como equilíbrio do <em>religare</em> com a sua Consciência, com a sua Essência, o novo que advém da experiência da Verdade. O <em>religare</em> é um processo íntimo, individual, e somente é possível quando o homem decide revolucionar-se internamente em busca do Ser, libertando-se das ilusões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a Consciência continue engarrafada, embutida no “mim mesmo”, no seu cárcere psicológico, de maneira nenhuma o indivíduo poderá descobrir o sentido autêntico da Liberdade. Felicidade e liberdade são algo que o indivíduo deve conquistar dentro de si mesmo e advém com a experiência da Verdade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A qual sistema pertence a poliética?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Poliética não está fundamentada em nenhum sistema, não separa os problemas humanos em campos distintos, como o material e o espiritual. A Poliética tem por princípios a Revolução da Consciência humana, uma revolução interior do homem em busca da autêntica Sabedoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Existem dois tipos de conduta: a que vem de fora para dentro e a que vai de dentro para fora. A primeira é o resultado da escravidão psicológica e se produz por reação. Se nos batem, batemos, se nos agridem, agredimos. O segundo tipo é melhor. É a conduta daquele que não é escravo, daquele que nada tem a ver com o pensar, o sentir e o fazer dos demais. Este tipo de conduta é independente, reto e justo.”</em></p>
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		<title>Fracos ou Fortes: O Dualismo Universal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 01:43:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[mudança radical]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É possível observar que tudo no universo pode ser submetido a uma análise dual. Há a luz e as trevas, o bem e o mal, as pessoas sempre se classificam em um grupo ou em outro, como certas ou erradas, como ricas ou pobres. A mente humana se caracteriza por trabalhar entre a tese e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É possível observar que tudo no universo pode ser submetido a uma análise dual.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="426" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640.jpg" alt="Curso de Gnosis AGEACAC" class="wp-image-203" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Há a luz e as trevas, o bem e o mal, as pessoas sempre se classificam em um grupo ou em outro, como certas ou erradas, como ricas ou pobres. A mente humana se caracteriza por trabalhar entre a tese e a antítese, está sempre ocupada em classificar as coisas e as pessoas. O perigo está na interpretação distorcida que cada indivíduo dá a estes dois lados. Raramente consegue vislumbrar que são dois lados de uma mesma moeda, ou seja, a realidade é uma só, porém é possível sempre vê-la sob dois aspectos, que não são opostos, mas sim complementares. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Ser forte ou fraco, é uma escolha feita frente a cada circunstância</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo desse princípio temos que um indivíduo opta por ser forte ou fraco. O que vem a ser forte? Temos diversos estereótipos para designar uma pessoa forte. O super-herói, a pessoa rica que pode tudo (ou quase tudo), o guerreiro, entre outros. Estes são alguns dos clichês mais conhecidos de força. A psicologia gnóstica define que cada um tem a opção de ser forte ou fraco, é uma escolha feita frente a cada circunstância que a vida apresenta. Não se trata de atributos genótipos ou fenótipos, a verdadeira força vem de uma definição psicológica. É equivocada em sua origem a máxima de que o homem que domina aos demais é forte, de que aquele que impõe sua vontade a outrem é forte.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2017/09/11/14/11/fisherman-2739115__340.jpg" alt="Pescador, Barco De Pesca, Barco, Pesca"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">A verdadeira força vem do domínio de si mesmo, do desenvolvimento de uma vontade férrea. Assim, forte é aquele que é capaz de calar-se frente a um insulto ou uma agressão, que é capaz de não reacionar diante das contrariedades do diário viver, que desenvolve uma disciplina através de um trabalho psicológico sobre si mesmo, de forma consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fraqueza que muitos supõem ser de caráter meramente físico e perceptível a olho nu, se submetida a uma análise mais profunda, encontramos suas raízes no medo, na dependência psicológica, no sentimentalismo, etc. O fraco não é aquele que se submete a vontade do outro, mas sim aquele que não tem consciência do que se é, de onde se está, do que está fazendo: esta é a verdadeira fraqueza. Ela reside na mecanicidade, na falta de autoconhecimento e, consequentemente, autocontrole. O verdadeiro sábio é forte porque compreende todas as coisas do universo, sem a necessidade de mudar absolutamente nada, a não ser a si próprio. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Quem se torna forte se torna livre</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2016/11/03/13/42/meditation-1794292__340.jpg" alt="Meditação, Meditando, Mãos, Budismo"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Todo aquele que se torna forte, consequentemente se torna livre, não pode mais ser manipulado pela mídia, pela política, pela economia, pela família, por amigos ou qualquer outro tipo de sistema. Talvez por isso insistam tanto em difundir um falso conceito do que é força, para que as massas permaneçam fracas e manipuláveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tornar-se forte é algo que se dá pela emancipação da vontade, que só é possível mediante o processo denominado de <strong>morte psicológica,</strong> que nada mais é do que a eliminação dos defeitos que o ser humano leva em seu interior e que são a causa de tanto sofrimento e de toda sua fraqueza.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As civilizações antigas nos deixaram um legado muito rico que exemplifica bem isso que é ser forte e fazer-se um triunfador. Na saga do Bhagavad Gita, o guerreiro Arjuna tem de travar uma grande batalha de vida ou morte contra seus próprios parentes (simbolismo daquilo que ele mais ama) para que possa fazer-se verdadeiramente forte. Esse grande exército contra o qual Arjuna luta, orientado por Krishna (simbolismo da consciência do guerreiro), simboliza a multidão de defeitos psicológicos que prendem Arjuna a dura rocha das paixões humanas, causa primordial da sua fraqueza.&nbsp; Segundo o Bhagavad Gita, a verdadeira força reside em tornar-se senhor de si mesmo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquele que se torna forte triunfa sobre sua natureza animal, triunfa sobre si próprio. O triunfo se reveste de três fases:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Escolha;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Mudança; e</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Decisão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2018/01/21/09/58/bullying-3096216__340.jpg" alt="Mulher, mentira, censura"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>escolha</strong> cabe a cada um, de instante em instante, no dia a dia. É possível escolher entre ser forte, disciplinado, ter uma conduta reta, agindo contra os seus próprios defeitos psicológicos, ou ser fraco, dando vazão às baixas paixões, medos, traumas, preconceitos, orgulho, ira, ódio, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem fraco é negligente, ele negligencia a si próprio com um comportamento displicente e mecanicista, a partir da observação desse comportamento pode partir a uma reparação voluntária na sua conduta, a <strong>mudança. </strong>Para que não se retome o estado anterior de negligência é imprescindível uma <strong>decisão</strong> firme de permanecer forte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, se a pessoa está acostumada a mentir. Fazendo uma análise ela descobre que essa mentira é uma fraqueza, ela mente para ser aceita pelos demais, ou seja, mente por medo da rejeição; ou mente para ganhar dinheiro – medo de passar necessidades; ou mente para não ser humilhada – medo da humilhação, etc. Ao detectar esse comportamento ela resolve que quer fazer-se forte e vencer a mentira, portanto já deu o primeiro passo, fez a <strong>escolha</strong>.<strong> </strong>O segundo passo é efetuar a mudança e parar de mentir custe o que custar. Já o terceiro passo, consiste em manter esse comportamento e não voltar mais a mentir, aconteça o que acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale relembrar as célebres palavras de Sócrates, quando já era um grande filósofo e mestre, para surpresa de seus discípulos exclamou: “Só sei que nada sei”. Tal afirmação advém de uma compreensão profunda, de uma grande fortaleza para se assumir como um indivíduo ignorante diante da imensidão do universo. Já não se incomoda em parecer fraco, pois para ele o dualismo deixa de existir e tudo passa a ser um. Aprende a utilizar o intelecto como uma ferramenta e não como um fim em si mesmo. Fortalecer conceitos de nada vale na psicologia experimental gnóstica, tudo se reduz à busca de conhecer-se e transformar-se, fazendo-se forte a alma, a dualidade converte-se em unidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Os Dois Mundos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 19:38:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Mito da Caverna]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo das Relações]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Interior]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Grego]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que nascemos somos participantes de uma peça sem limites. Ao mesmo tempo expectadores e atores do que chamamos de realidade e fantasia. Realidade é o que vemos e experimentamos, o chamado mundo exterior. Fantasia é o que frequentemente associamos ao nosso mundo interior. Mas o que são estes dois mundos, e qual é real? [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Desde que nascemos somos participantes de uma peça sem limites. Ao mesmo tempo expectadores e atores do que chamamos de realidade e fantasia. Realidade é o que vemos e experimentamos, o chamado mundo exterior. Fantasia é o que frequentemente associamos ao nosso mundo interior. Mas o que são estes dois mundos, e qual é real? Existe algum que seja “faz-de-conta”?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder a isso podemos citar o Mito da Caverna, onde Platão, de maneira bastante racional, lógica e sistemática, demonstra que a realidade não é aquilo que aparentemente percebemos através de nossos cinco sentidos ordinários, por serem muito limitados para a obtenção da sabedoria, mas sim que através de percepções mais sensíveis, ela, a Verdade, se desvenda ante nossa realidade, tornando-<br>se palpável e real. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/drama-312318_640.png" alt="dois mundos, mito da caverna" class="wp-image-405" width="412" height="372" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/drama-312318_640.png 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/drama-312318_640-300x271.png 300w" sizes="auto, (max-width: 412px) 100vw, 412px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Então, dos dois mundos, só nos interessa o interior?</strong> Errado! Cada qual tem suas características e seus objetivos, por isso existem dois, e não apenas um. Andar de maneira equilibrada nos dois mundos é fundamental. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo exterior nos confere o conhecimento das coisas da matéria, por meio dos cinco sentidos. Isso nos ajuda a saber, compreender o que nos rodeia e seu devido objetivo no criado. Já o mundo interior é o mundo de nosso país psicológico, onde temos nossas experiências com a dor, com a alegria, com a tristeza, com as emoções e pensamentos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo o que acontece no mundo exterior – uma ação – é um reflexo do mundo interior, ou seja, antes de ser uma ação concreta no mundo das formas, essa foi antes um  pensamento e uma emoção, até se criar de fato por um impulso. Como diz a psicologia: “Somos o que pensamos, sentimos e fazemos”. Logo, estes dois mundos estão sempre intimamente interligados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ao observar nossas ações, podemos evocar o que as provocou dentro de nosso mundo interior. Ao aprender a observar o mundo exterior e o mundo interior, vivendo de forma simultânea nos dois mundos, e tendo encontrado as suas devidas relações, ter-se-á uma matéria bastante ampla a respeito de nós mesmos, o suficiente para poder desvendar quem somos e para que vivemos, descobrindo nosso real objetivo nesta vida e termos, assim, acesso à sabedoria, tal como os grandes iluminados da humanidade que por si só desvendaram os mistérios. </p>
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