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	<title>Arquivo de Mitologia - AGEACAC</title>
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	<description>Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência</description>
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	<title>Arquivo de Mitologia - AGEACAC</title>
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		<title>Os Mistérios do Antigo Egito</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antigas Civilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência antiga]]></category>
		<category><![CDATA[Egito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O historiador grego Heródoto visitou o Egito no ano 500 a. C. e afirmou: “De todas as nações da Terra os egípcios são os mais felizes, sãos e religiosos”. Construíram uma sociedade onde reinavam a paz e a felicidade, em sua língua não possuíam uma palavra que significasse religião, não viam diferença entre o que [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap">O historiador grego Heródoto visitou o Egito no ano 500 a. C. e afirmou: “De todas as nações da Terra os egípcios são os mais felizes, sãos e religiosos”. Construíram uma sociedade onde reinavam a paz e a felicidade, em sua língua não possuíam uma palavra que significasse religião, não viam diferença entre o que era considerado sagrado e o que era do mundo, viam-se como encarregados de compreender que Deus, o Universo e o Homem formam uma manifestação única. Possuíam um vasto e profundo conhecimento espiritual, científico e de tudo o que diz respeito aos fenômenos naturais, cósmicos e de como o homem deveria atuar para viver integrado com todos os seres existentes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-1024x680.jpg" alt="Mistérios do Antigo Egito" class="wp-image-607" title="os mistérios do antigo egito" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-1024x680.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-300x199.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-768x510.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O Egito, desde o começo, aparece maduro, sem períodos de ciclos e evoluções. Sua civilização não tem infância, e suas artes nenhum período arcaico, já estava assim na maturidade. Formavam um povo civilizado e numeroso conhecedor de técnicas de corte, transporte e junção de pedras rochosas com as quais construíram as pirâmides; conheceram a fundo os processos químicos da mumificação; aplicavam técnicas de irrigação artificial, por meio de canais com vazão controlada; já utilizavam o vidro, desenvolveram técnicas de polimento com areia e modernas formas de encaixe, tanto da madeira quanto da pedra; caprichosos joalheiros com uma técnica de solda e montagem de joias que é a mesma dos tempos atuais; criaram a cerveja aperfeiçoando o processo de fermentação e a variedade de aromas e sabores.</p>



<p>Enfim, as descobertas, inventos e construções atribuídas aos egípcios daria uma extensa lista se aqui a citássemos todas. Sendo assim nos perguntamos como conseguiram tal desenvolvimento, qual sua origem uma vez que não passou por processos evolutivos?</p>



<h4 class="wp-block-heading">Seus Templos e Edificações</h4>



<figure class="wp-block-image alignright size-large is-resized"><img decoding="async" width="682" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-682x1024.jpg" alt="Templo de Ed Fu" class="wp-image-608" style="width:341px;height:512px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-682x1024.jpg 682w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-200x300.jpg 200w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-768x1152.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280.jpg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Ed Fu</figcaption></figure>



<p>Haviam templos construídos por todo seu território, cada um deles possuía um deus específico e transmitia um conhecimento sobre determinado assunto, convertendo-se cada um em uma biblioteca viva de pedra. Cada templo continha três níveis de informação, era uma maneira de revelar simultaneamente a homens em diferentes níveis ou estados evolutivos. O primeiro nível transmitia ensinamentos básicos dirigidos ao povo, cada templo contava uma história simples, repleta de símbolos e personagens fantásticos, um drama sagrado facilmente compreensível, as ideias eram expressas como mitos ou em forma de história. O mito, uma história fantástica, foi utilizado como método para revelar ao homem um mundo que ele só entende<br>imperfeitamente.</p>



<p>Criavam personagens com características simbólicas ou com formas que trazem à mente sua função ou atividade principal, que participavam de histórias simples e parábolas que contam verdades sobre a natureza humana, sem a aridez e abstração da filosofia ou da metafísica. O povo recebeu a informação sobre cada tema sagrado ao conhecer a história central de cada templo, ao conhecer as fraquezas e forças de cada personagem, as circunstâncias que atravessam e a maneira como resolvem.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="690" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-1024x690.jpg" alt="Templo de Kom Ombo" class="wp-image-611" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-1024x690.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-300x202.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-768x517.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Kom Ombo</figcaption></figure>



<p>Utilizavam um segundo nível de informação dirigido aos discípulos, aos quais se explicavam diretamente o mesmo tema de uma maneira mais concreta e profunda. Para isso utilizavam as cenas descritivas do mito talhadas nos muros do templo, explicavam cada personagem, o que simbolizavam no universo, o porquê da sua forma, comportamento e função principal. Por último, em um terceiro nível de informação, cada templo guardou um código secreto embebido no próprio símbolo, era conhecido apenas pelos altos sacerdotes e mestres com informações sobre forças e energias fundamentais, como controlá-las e utilizá-las para prestar serviço ao seu povo. </p>



<div class="wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-black-color has-text-color">Relação dos templos, deuses e alguns aspectos dos conhecimentos que eram transmitidos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>TEMPLO DE OSÍRIS</strong> (em Abydos) – a Reencarnação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE KOM OMBO</strong> (em Kom Ombo) – a Dualidade (a força que induz ao erro e a força que induz à compreensão). Era por onde se começava os estudos dos iniciados egípcios.</li>



<li><strong>TEMPLO DE LUXOR</strong> (em Tebas) – sobre o Corpo do Homem.</li>



<li><strong>TEMPLO DE HATHOR</strong> (em Denderah) – a Gestação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE ÍSIS</strong> (em Philae) – o Princípio Feminino. (O Gênero)</li>



<li><strong>TEMPLO DE HORUS</strong> (em Ed Fu) – a Iluminação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE KARNAK</strong> (em Tebas) – a Consciência.</li>
</ul>
</div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="450" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-1024x450.jpg" alt="Templo de Luxor" class="wp-image-613" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-1024x450.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-300x132.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-768x338.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Luxor &#8211; Tebas</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Suas Leis e Justiça</h4>



<p>Seu senso de justiça era diferente ao que conhecemos hoje em dia, era focado no indivíduo. O conhecido “Livro dos Mortos” tinha como principal função o comportamento do ser humano: ensinamentos para serem realizados em vida, que prepara o indivíduo para a morte.</p>



<p>Representado pela Deusa Maat, deusa da verdade e da justiça, do senso de  realidade, da equidade e do respeito às leis e aos indivíduos, tinha a função de decidir o destino dos egípcios após a morte. Para o morto alcançar o submundo, objetivo de todo egípcio, ele precisava proferir a “Confissão Negativa”, constituída por uma sequência de renúncias feitas em vida, à exemplo: não matei, não roubei, não cometi adultério, não menti, entre outros que totalizavam 42 ‘confissões’. Caso fosse aprovado nessas confissões o morto era considerado “Verdadeiro da Palavra” (Maat Kheru – Expressão bem popular do antigo Egito) e poderia passar a uma nova sala onde seu coração seria pesado em uma balança.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="587" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-1024x587.jpg" alt="Papiro Egípcio Tribunal da Justiça" class="wp-image-615" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-1024x587.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-300x172.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-768x440.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A pesagem do coração era feita utilizando como contrapeso a pena de Maat. O coração deveria pesar menos que a pena, para que o mesmo pudesse ter a vida eterna, caso o coração fosse mais pesado que a pena de Maat, o morto era devorado por Ammit, uma espécie de devorador de almas, e o morto deixava de existir, o que para os egípcios era algo de um enorme terror. </p>



<figure class="wp-block-table aligncenter is-style-regular"><table class="has-background" style="background-color:#e7f5fe"><thead><tr><th>Nome</th><th>Significado</th><th>Corpo Interno</th></tr></thead><tbody><tr><td>Sahu</td><td>O Espírito Divio</td><td>Átmico</td></tr><tr><td>Eb ou Ab</td><td>O Centro da Consciência reside no coração</td><td>Búdhico</td></tr><tr><td>Akh ou Khu</td><td>Essência da Vida</td><td>Causal</td></tr><tr><td>Ba</td><td>Pássaro com cabeça humana</td><td>Mental</td></tr><tr><td>Ka</td><td>Aquilo que se usa enquanto dorme</td><td>Astral</td></tr><tr><td>Khaibit</td><td>Dá a vitalidade</td><td>Vital</td></tr><tr><td>Khat</td><td>Físico</td><td>Físico</td></tr><tr><td>Sekhmit</td><td>Irradiação de todos os corpos</td><td>Aura</td></tr><tr><td>Ren</td><td>Aprendizado da vida</td><td>Personalidade</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption">Estrutura Interna do Homem no conceito egípcio</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">A <a href="https://ageacac.org.br/2022/02/10/o-enigma-das-mitologias/">Mitologia </a>de Osíris</h4>



<figure class="wp-block-image alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="678" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-678x1024.jpg" alt="" class="wp-image-617" style="width:339px;height:512px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-678x1024.jpg 678w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-199x300.jpg 199w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-768x1159.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280.jpg 848w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /></figure>



<p>A mais conhecida das mitologias egípcias era a de Osíris, onde este e sua esposa, Ísis, governavam o Egito, deram forma às suas leis, foram o instrumento da civilização ensinando o respeito e a busca de Deus. Em determinado período, Osíris prosseguiu sua busca em outras regiões e outros conhecimentos, deixando o reino (símbolo da mente) nas mãos de Ísis. Seth (a força animal obscura), seu irmão, queria apoderar-se do reino (da mente do homem) e de Ísis, por quem estava apaixonado. Quando Osíris regressou, Seth, em conspiração com 72 nobres, o convidou a um banquete ao qual levou um belo sarcófago talhado em madeira do tamanho exato de Osíris, declarou que o daria de presente a quem se ajustasse nele perfeitamente. Um a um eles experimentaram e quando Osíris se deitou em seu interior os conspiradores fecharam a tampa e selaram-na com chumbo, depois atiraram o sarcófago no Nilo. Seth, que representava a parte animal e passional de todo ser tomou posse da mente, limitando-a a sensações e desejos do corpo. Segundo o mito, o sarcófago onde estava Osíris chegou à costa do Líbano, onde ficou preso a galhos de uma tamarga.</p>



<p>Depois de muito viajar a procura de Osíris, Ísis conseguiu resgatar o sarcófago e o trouxe de volta ao Egito, quando Seth descobriu, tomou o corpo de Osíris e o cortou em quatorze pedaços e os espalhou por todo o país. Entretanto, Ísis percorreu o Egito e encontrou, uma a uma, treze das partes, todas menos o falo de Osíris, que segundo a lenda foi devorado pelos peixes do rio (um simbolismo do abandono da sexualidade e da animalidade originais).</p>



<p>Ísis, ajudada por Toth, conseguiu unir os pedaços do corpo de Osíris e teve uma comunhão espiritual com seu marido, ela impregnada de sua essência ficou grávida e gerou Hórus (representa a iluminação interior, o despertar da consciência).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Seu Objetivo, suas crenças</h4>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="434" height="640" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640.jpg" alt="" class="wp-image-618" style="width:326px;height:480px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640.jpg 434w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640-203x300.jpg 203w" sizes="auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px" /></figure>



<p>O Egito é um país de um só Deus, Aquele que está em todos os lugares, e sempre foi assim, o compreendiam como a unidade inicial, absoluto, de onde toda a criação emanou e para onde tudo retornará e o chamaram de Atum-Ra. Nunca foi representado com uma forma física e nos hieróglifos era desenhado como um disco dourado, um sol simbólico, fonte da luz. Atum-Rá é o Deus Absoluto que existia antes da manifestação do universo, Ele é a Unidade, a matéria-prima, o caos que contém tudo em potência, o nada, o grande princípio, a própria essência de todas as coisas, o espírito divino, eterno, imutável, que sabe tudo e está em todas as partes.</p>



<p>A civilização egípcia teve como princípio primordial a busca pelo sagrado e divino, a busca de Deus, o desenvolvimento espiritual e material do homem em todos os níveis e dimensões. Tornou-se um poderoso império, durante séculos foi o centro do poder político e econômico dos países existentes naquela época, porém tudo tem apogeu e declínio, com este povo não foi diferente. Após as diversas invasões por parte de povos de outros países, toda a cultura e domínio egípcio decresceram até que por fim se extinguiu todo o império.  Porém seus ensinamentos ainda permaneceram estampados nas paredes dos templos, na majestade dos  monumentos, à disposição de toda a humanidade. </p>



<p>Podemos afirmar, sem dúvida, que a majestade e onipotência da cultura é tal, que mesmo depois de extinta, consegue de alguma forma chegar às pessoas, permanece incólume nas paredes dos templos, em suas esculturas e monumentos, em majestoso silêncio chamando a toda a humanidade para que busque o real motivo de sua existência e com isso, alcance a perfeição interior.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-619" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-1024x684.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-300x200.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-768x513.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>O Mito de Psique e a Origem da Dor</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 13:29:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alma]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Eros e Psique]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu livro intitulado &#8220;O Asno de Ouro&#8221;, Apuleio relata um mito que encerra em si o conhecimento da verdade sobre a Alma e seus processos até tornar-se imortal. Trata-se do mito de Eros e Psique. Conta-nos Apuleio que Psique era a filha mais nova de um Rei cujo nome é desconhecido. Psique possuía uma [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="220" height="395" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1.jpg" alt="Eros e Psique" class="wp-image-390" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1.jpg 220w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1-167x300.jpg 167w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" /></figure>



<p>Em seu livro intitulado &#8220;O Asno de Ouro&#8221;, Apuleio relata um mito que encerra em si o conhecimento da verdade sobre a Alma e seus processos até tornar-se imortal. Trata-se do mito de Eros e Psique. </p>



<p>Conta-nos Apuleio que Psique era a filha mais nova de um Rei cujo nome é desconhecido. Psique possuía uma beleza tão extraordinária que a própria Afrodite se enciumou dela. De modo que Afrodite pediu a seu filho Eros que lançasse sobre ela uma flecha e a fizesse se apaixonar pelo ser mais monstruoso que existe. No entanto Eros é acidentalmente espetado por uma de suas próprias setas, apaixonando-se então por Psique. </p>



<p>Psique é conduzida a um suntuoso palácio e passa a conhecer as delícias do Amor nos braços do próprio Deus do Amor. Porém Eros temendo que Afrodite soubesse que não cumpriu seu dever, jamais revelara sua face para sua amada, tendo feito-a jurar que não buscaria conhecer a sua face. </p>



<p>No entanto, instigada por suas irmãs mais velhas, Psique considerando que apenas um monstro não daria a conhecer sua própria face, resolve então, na noite, segura em suas mãos por uma faca com a qual pretende matar a seu esposo, e uma lamparina para vê-lo. </p>



<p>Ao contemplar a majestosa beleza de tão encantadora divindade, assustada, Psique deixa cair uma gota de óleo quente da lamparina sobre o ombro de Eros. O amor fica então ferido, e percebendo que fora traído, abre suas asas e foge enlouquecido deixando sua amada. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Provas lançadas por Afrodite a Psique</h4>



<p>Psique, ao perceber o que fez, entra em desespero e busca Afrodite com esperanças de que possa recuperar o Amor de Eros. Afrodite que passou a cuidar de seu filho da ferida causada por Psique, promete permitir a união dos dois após Psique passar por quatro espantosas provas, dentre as quais a última delas era descer ao Hades para pedir a Perséfone um pouco de sua beleza e levá-la dentro de uma caixa para Afrodite, presente que Perséfone concede amavelmente. </p>



<p>Porém Psique ao regressar não resiste à tentação de tornar-se ainda mais bela para que então Eros não resista aos seus encantos e a aceite de volta. No entanto, ao abris a caixa cai em  um sono profundo. Eros já recuperado vai a socorro de sua amada e a desperta, colocando então o conteúdo de volta a caixa. </p>



<h4 class="wp-block-heading">A imortalidade de psique</h4>



<p>Eros também se dirige ao Olimpo para roga a Zeus que advogue por sua causa. Zeus reúne a Assembleia dos Deuses e com o consentimento deles dá a Psique a beber a ambrosia que a torna imortal. E por fim declara eterna esposa de Eros. Desta união nasce Volúpia&#8230;</p>



<p>Este <a href="https://ageacac.org.br/2020/11/09/o-labirinto-de-creta-e-o-despertar/" class="rank-math-link">precioso mito</a>, trata de um mistério essencialmente importante para a vida do ser humano.</p>



<p>Assim são os mitos, ainda que pareçam histórias sem sentido prático, são a forma mais inteligente de resguardar a verdade para que através do tempo ela não seja tergiversada. A verdade portanto está proteida, pois a mente não alcança compreender o significado desta linguagem simbólica de beleza incomparável. </p>



<p>Os elementos contidos neste mito podem ser traduzidos por meio do sentido da inspiração que nos faz alçar voo às esferas mais elevadas do saber, e compreender aquilo que está além das meras palavras e símbolos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Psique, Beleza e Ingenuidade</h4>



<p>Psique, Ser de beleza desafiadora que desperta a indignação da própria Afrodite, a mais bela Deusa do panteão grego, mais além de um personagem vem a ser a Alma, ou mariposa como pode também ser traduzido, ou ainda Sopro ou Alento, o alento espiritual da vida humana&#8230; Psique vive sua trajetória no mito de modo imensamente semelhante ao que vive na intimidade do homem, e suas características de beleza e ingenuidade são idênticas. </p>



<p>A beleza de Psique ou Alma Humana emana de seu caráter essencialmente puro. Porém a ingenuidade da alma em sua origem faz com que ela duvide e busque o conhecimento violando as regras impostas pelo amor, ou em outras palavras, pela própria divindade. Tal busca a faz cometer graves erros que a conduzem ao desespero, à solidão e à desolação. </p>



<p>O amor confere à alma do homem o sentimento de plenitude verdadeira, de deleite, de êxtase impossível de ser descrito com as tão limitadas palavras contidas em nosso dicionário. Realmente a Alma de cada ser vivente em seu estado pristino não discerne a presença da realeza de Deus ou do Amor. Necessitou ela deste súbito afastamento opara que através dos contrastes chegasse a saber que o Amor é o único que pode lhe dar felicidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A Fealdade, Ausência do Amor</h4>



<p>A Alma já afastada do Amor é vazia e sofredora. Diz o mito que quando Eros se foi Psique passou a vagar noite e dia sem repouso e sem alimento. Parte de sua beleza lhe fora subtraída, e podemos acrescentar que seus dias se tornaram amargos como a morte. </p>



<p>A ausência do Amor confere a cada dia de nossa vida um fardo  que nos pesa e nos faz esquecer as razões espirituais da vida humana. Sem o amor, a Psique humana se torna obscura e sem sentido verdadeiro de ser. Já a vida passa a ter explicações e impulsos que orientam o ser humano em um caminho que o distancia cada vez mais da verdade.</p>



<figure class="wp-block-image alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="722" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-722x1024.jpg" alt="Eros e Psique AGEACAC" class="wp-image-387" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-722x1024.jpg 722w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-212x300.jpg 212w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-768x1089.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-1083x1536.jpg 1083w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-1444x2048.jpg 1444w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche.jpg 1513w" sizes="auto, (max-width: 722px) 100vw, 722px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cupido e Psiquê, 1798, François Gérard </figcaption></figure>



<p>Toda aquela beleza psíquica que nos assemelhava a Deus em um princípio é maculada por uma fealdade que passa a caracterizar-nos. A parte psicológica ou anímica do ser humano que habita o mundo hoje está corrompida a tal ponto que nos tornamos incapazes de amar. </p>



<p>A ausência do amor se manifesta em nosso caráter através da ira, dos ciúmes, da inveja, dos rancores, da mentira, da luxúria que nos faz desgastar torpemente a vida contida no corpo através do abuso da energia sexual criadora em função do prazer. Também o desamor abre espaço para a insegurança, para o medo, a cobiça, gula e tantos defeitos, que como dizia Virgílio&#8221;. </p>



<p>Ainda que tivesse um paladar de aço e mil línguas não poderia enumerá-los cabalmente&#8221;. Os impulsos naturais da psique passam, devido à solidão espiritual a ser mal orientados e convertidos em fatores devastadores da vida. Por exemplo, o impulso natural de justiça se converte em ira para com nossos semelhantes. </p>



<p>O impulso de alimentar-se se converte em gula. O natural de superação que existe na essência do homem se converte em cobiça e inveja e outros sentimentos destrutivos de igual espécie. O sexual de união se transforma em diversas formas de aberração e crimes sexuais, etc.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A Voluptuosidade, o fruto de Eros e Psique</h4>



<p>No conto mitológico Psique anela ter de volta a Eros o Deus do Amor, ou sem uma linguagem prática o próprio Amor. Tal anelo existe no fundo íntimo de cada ser humano, apenas não nos fazemos conscientes dele. Nossa alma sofre pela ausência do amor assim como m bebê recém-nascido sofre pela ausência de sua mãe em uma noite escura e fria. </p>



<p>Os pensamentos e emoções do homem não refletem mais a beleza pristina da alma e sim a confusão e fealdade produzida pelos defeitos da psique, todos estes defeitos originam o fio aterrados e a escuridão da dor humana. A dor curva a alma e a faz chorar em atitude de desespero&#8230;</p>



<p>A ambrosia sagrada dos Deuses é oferecida à Alma para que se converta em um ser imortal após todos os processos de purificação e provações que são impostas a todos aqueles intrépidos que buscam a sabedoria e a verdade contida no amor puro&#8230; </p>



<p>Enquanto os defeitos psicológicos já mencionados neste texto reinem soberanos em nosso mundo interior e em nosso comportamento, a aliança eterna entre a alma e o amor fica completamente suspensa. O amor busca a alma por sua beleza misteriosa, assim como a alma busca o amor por seus encantos inexprimíveis. </p>



<p>Cada vez que a alma humana se encontra envolvida pelos sentimentos incrivelmente divinos do amor, nasce como que por encanto dentro de nosso ambiente interno a Volúpia, ou voluptuosidade, sentimento que nos passa para além de todo o compreensível e justifica a imagem e semelhança de Deus que nos fora atribuída.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="600" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido.jpeg" alt="" class="wp-image-388" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido.jpeg 800w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido-300x225.jpeg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido-768x576.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>
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		<title>Eros, Filos e Ágape: A força do Amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2023 10:10:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ágape]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Eros]]></category>
		<category><![CDATA[Eros e Psique]]></category>
		<category><![CDATA[Filos]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Podemos observar ao longo da história da humanidade, em todas as formas de arte, a busca sempre constante por expressar, definir, exaltar e até mesmo compreender a este sentimento ou algo misterioso que se chama ‘Amor’. Os gregos utilizavam mais de uma terminologia para designar ao amor, sendo três muito importantes: Eros, Filos e Ágape. [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap">Podemos observar ao longo da história da humanidade, em todas as formas de arte, a busca sempre constante por expressar, definir, exaltar e até mesmo compreender a este sentimento ou algo misterioso que se chama ‘Amor’.</p>



<p>Os gregos utilizavam mais de uma terminologia para designar ao amor, sendo três muito importantes: Eros, Filos e Ágape.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eros</strong></h2>



<p>Eros é o termo que se traduz em amor erótico ou sexual, é ao mesmo tempo um deus no panteão grego. Esta divindade do amor, foi mencionada na Teogonia de Hesíodo, e este lhe atribuiu o papel unificador e coordenador dos elementos da criação, sendo portanto definitivo no processo de passagem do Caos para o Cosmos. Eros, o mesmo cupido, une em matrimônio o homem e a mulher, para que estes dois possam completar-se um no outro, e consubstancializar o amor através da união sexual. Este sentimento de amor erótico, no sentido mais transcendental da palavra, só pode ser encontrado no leito nupcial dos esposos, por isso Eros une os casais&#8230;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Filos</strong></h2>



<p>Temos ainda o termo Filos que também significa amor, porém já se trata de uma distinta forma de amor, que seria o amor de amigos. Daí vem o termo <em>filosofia</em> que significa amor à sabedoria, ou amigo da sabedoria. Esta forma de amor deve estar também presente entre esposos, porque permite uma relação de confiança, respeito e companheirismo. Eros é o sentimento que nos leva a despir o corpo para o ser amado, enquanto Filos nos leva a despir a alma, para que haja uma verdadeira comunhão. Este amor de amigos, no coração puro, se estende a todos os seres da criação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ágape</strong></h2>



<p>Já Ágape é a expressão mais exaltada e sublime do amor. Foi sempre utilizado nos textos cristãos como significação do amor de Deus, o amor desinteressado, indistinto e incondicional. Esta forma de amor faz com que o ser humano vá muito além de sua natureza inferior e busque divinizar-se. Faz-nos ver além dos defeitos alheios, conectando-nos assim com a virtude de cada um. E ainda, nos move a querer abandonar os nossos próprios defeitos e imperfeições.&nbsp;</p>



<p>Como descreve em 1 Coríntios 13: <em>“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”</em>.</p>



<p>O amor sempre foi a maior busca da consciência humana, ainda que muitos nem o suspeitem. Todos dizem que buscam a felicidade, mas felicidade é apenas outra palavra para dizer amor. Alguns querem veementemente a sabedoria, Hermes Trismegisto dizia: <em>“Te dou amor, dentro do qual está contido todo o summum da sabedoria”</em>. Quando uma pessoa é religiosa, ela busca encontrar a Deus: nas Sagradas Escrituras Bíblicas está escrito que <em>“Deus é amor”&#8230;</em></p>



<p>No fundo íntimo, cada ser humano sofre em maior ou menor nível, porque dentro de si há muitos espaços vazios de amor, espaços onde o que reina é exatamente a antítese desta força.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Força do Amor</strong></h2>



<p>O amor não é simplesmente um sentimento ou uma virtude humana, ele é a força misteriosa que organiza a todo o universo, é o que faz tudo existir, e é até mesmo o que dá verdadeiro sentido a tudo. É, nas palavras de um sábio, “a força modeladora do universo”.</p>



<p>Esta força, ou energia divina, se expressa no gênero humano através das diferentes virtudes como caridade, humildade, pureza, honestidade, sinceridade, altruísmo, etc. O gnosticismo nos ensina que tais virtudes se encontram corrompidas, ou engarrafadas dentro do que em termos gnósticos chamamos ego, que são o oposto de cada uma destas virtudes, portanto atualmente estas virtudes praticamente inexistem dentro de cada um de nós. Necessitamos resgatá-las através de um árduo e heróico trabalho que a <a href="https://ageacac.org.br/curso-de-gnosis/">Gnosis</a>, como conhecimento dos mistérios da natureza humana, nos propõe. Tais defeitos tornam a nossa natureza psicológica egoísta, e portanto, incapaz de amar.&nbsp;</p>



<p>Esta força maravilhosa, em qualquer das formas de expressão mencionadas pelos antigos gregos, seja Eros, Filos ou Ágape, não pode ser abarcada em sua forma mais absoluta pelo ser humano em sua atual conjuntura psicológica, apenas podemos sentir lampejos disso que se chama amor. É necessária uma verdadeira regeneração e revalorização de nossa natureza para que possamos realmente encarnar o sentido de amar profundamente. Uma pequena chispa desprendida desta gigantesca fogueira, quando capturada por nós já nos faz sentir uma plenitude indescritível.&nbsp;</p>



<p>Quando alguém sente algo do verdadeiro amor, nada lhe falta, nada lhe sobra. O amor nos torna capazes de todos os sacrifícios e martírios, de todos os heroísmos e atos de nobreza. Ele converte o feio em belo, o velho em jovem, o triste em alegre, e ao perverso, ele definitivamente enobrece o coração.</p>



<p>O amor, com sua ciência e infinita magia, transforma todas as coisas dando-lhes sua verdadeira originalidade que é o divino. Ele brota através dos destroços mortais para nos dar o sentir da eternidade. Surge como a estrela da esperança na noite escura da humanidade para iluminar o nosso mundo escuro e triste. O amor transforma o deserto da vida humana em um campo verdejante, cheio de abundância, fertilidade e inspiração.Os mestres da humanidade nos exortam ao amor. É melhor amar, nos dizem eles, que acumular na cabeça muitas teorias que não nos conduzirão a lugar algum. O amor é o caminho para o Monte Olimpo, onde se consegue a imortalidade. Dizia Hermes Trismegisto: <em>“Os homens são Deuses mortais, e os Deuses, homens imortais”</em>.</p>
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		<title>O Enigma das Mitologias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Feb 2022 00:39:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antigas Civilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“… Convém fazer uma plena diferenciação entre a Imaginação dirigida voluntariamente e o que é a Imaginação Mecânica. Inquestionavelmente, a Imaginação dirigida é a Imaginação Consciente; para o Sábio, imaginar é ver. Imaginação Consciente é o translúcido meio que reflete o firmamento, os Mistérios da Vida e da Morte, o Ser.” Samael Aun Weor Mitologia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image alignright is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2021/03/24/21/43/venus-6121452_960_720.png" alt="Vênus, Deusa, Linha Arte, Beleza, Afrodite, Romano, Mitologia" width="346" height="540"/></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain has-regular-font-size is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“… Convém fazer uma plena diferenciação entre a Imaginação dirigida voluntariamente e o que é a Imaginação Mecânica.</p><p>Inquestionavelmente, a Imaginação dirigida é a Imaginação Consciente; para o Sábio, imaginar é ver. Imaginação Consciente é o translúcido meio que reflete o firmamento, os Mistérios da Vida e da Morte, o Ser.”</p><cite>Samael Aun Weor</cite></blockquote>



<p>Mitologia é um tema que sempre suscitou discussão (mitologia e autoconhecimento). </p>



<p>Muitos estudos são realizados dentro e fora das academias, sendo abordada por perspectivas diversas: psicologia, antropologia, história, sociologia, literatura, religião, entre outros.</p>



<p>A mitologia não é somente uma enigmática manifestação que surpreende por sua riqueza de conteúdo ou beleza literária, conteúdo este que é identificado pela ciência de nosso tempo como ‘fantasia’, ‘fábula’, ‘história mentirosa’, ‘representação arquetípica’ (na psicologia), ‘interpretação primitiva da realidade’, etc.</p>



<p>Contudo, apesar de todas as abordagens de estudo, a mitologia permanece alheia a muitos conceitos intelectuais ou não, pois na tentativa de se chegar a uma elucidação sobre sua natureza, origem, significado ou verdadeira função nas civilizações que a criaram, cada perspectiva segue elaborando suas interpretações contraditórias, permanecendo ela um enigma de profundo sentido antropológico.</p>



<figure class="wp-block-image alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2017/08/09/15/50/rome-2614952_960_720.jpg" alt="Roma, Helênica, Mitologia, Turquia, Têmpora" width="480" height="320"/></figure>



<p>A mitologia é um fenômeno que reflete profundamente a cultura da civilização da qual faz parte. </p>



<p>De fato, se estudarmos os mitos Gregos, Maias ou Indus, por exemplo, eles se revelam uma das fontes mais ricas pela qual chegamos a conhecer o universo dessas civilizações. </p>



<p>Os mitos encontram-se plasmados nas esculturas e obras de arte, templos sagrados, ritos, escrituras, religião de cada um desses povos. </p>



<p>Isto para ressaltarmos sua profunda importância cultural nas civilizações antigas, e sua permanência através dos tempos como fonte constante de referência e inspiração.</p>



<p>Porém, investigando a mitologia por um outro lado mais essencialmente profundo do que sua circunscrição cultural e histórica, ela se revela uma manifestação de amplitude muito mais abrangente.</p>



<p>É o que fica claramente demonstrado através da ciência comparada entre as mitologias de diferentes civilizações ou povos tanto no tempo quanto no espaço.</p>



<p>A manifestação universal das mitologias &#8211; sua presença em todas as culturas – e suas irrefutáveis semelhanças entre si, demonstram que a mitologia possui uma essencialidade além da cultura e do tempo, e tem como sua fonte de origem algum aspecto muito particular da natureza humana, uma linguagem especialmente contida na própria consciência.</p>



<figure class="wp-block-image alignright is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2015/05/18/15/07/machu-pichu-772355_960_720.jpg" alt="Machu Pichu, Peru, Inca, Andes, Marco, Famoso, Turismo" width="480" height="360"/></figure>



<p>Apesar de algumas interpretações chegarem à conclusão de que a mitologia é uma linguagem direta da consciência humana (como a Psicologia Junguiana ou alguns estudiosos, como Joseph Campbell), elas não possuem as ‘chaves’ que possibilitam a interpretação total e verdadeira do significado contido em cada símbolo e em cada alegoria das mitologias.</p>



<p>As ‘chaves’ ou as respostas que podem revelar incontrovertidamente o enigma que subjaz as mitologias, podendo decifrá-las em sua totalidade, somente podem ser obtidas na <em>pureza</em> da Psicologia Revolucionária, que constitui o fundamento da <a href="https://ageacac.org.br/curso-de-gnosis/">Sabedoria Gnóstica</a> em todos os tempos, sendo a mitologia <em>uma das formas</em> pela qual essa sabedoria é e está decodificada.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="mitologia-expressao-dos-principios-universais">Mitologia: expressão dos Princípios Universais</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Os antropólogos gnósticos, em vez de rirem céticos -como os antropólogos profanos- ante as representações de Deuses e Deusas dos diversos panteões Asteca, Maia, Olmeca, Tolteca, Chibcha, Druida, Egípcio, Hindu, Caldeu, Fenício, Mesopotâmico, Persa, Romano, Tibetano, etc., etc., caímos prosternados aos pés dessas Divindades, porque nelas reconhecemos ao Elohim Criador do Universo.”</p><cite>Samael Aun Weor</cite></blockquote>



<figure class="wp-block-image alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2017/11/25/18/46/radha-2977427_960_720.jpg" alt="Radha, Krishna, Amor Para Sempre, Índia, Hindu, Deus, Mitologia" width="473" height="540"/></figure>



<p>Para além das <em>formas religiosas </em>que estão de acordo com a época histórica, a cultura, a raça, etc., que se manifestam os <em>princípios universais e perenes do Ser</em>, existe um fundamento para ela, que ultrapassa e impede a compreensão meramente intelectual. </p>



<p>Este fundamento é a linguagem própria em que a consciência se expressa para aqueles que alcançam o <em>Despertar</em>. Esta linguagem da consciência desperta é essencialmente <em>simbólica</em>.</p>



<p>Os símbolos, de fato, não pertencem ao nível do intelecto meramente subjetivo, mas pertencem ao nível da Intuição, ou seja, ao campo da experiência direta e objetiva da realidade, do Ser. </p>



<p>A linguagem simbólica se dirige para a consciência e aí deve ser interpretado, traduzindo os Princípios que estão na base dos enigmas da existência e do Despertar do homem para esta realidade do Ser.</p>



<p>As mitologias são decodificações simbólicas dos Princípios Universais. Ou seja, cada mito é uma forma de expressão e um depósito plasmado de sabedoria esotérica. </p>



<p>Um Deus ou uma Deusa de uma mitologia pode significar a expressão de algum Princípio Universal, uma alegoria ou uma saga na qual participam alguns personagens mitológicos, por exemplo, uma viva representação de algum elemento contido no caminho do Despertar.</p>



<p>Por isso, despindo as formas de cada mito, encontramos uma estrutura subjacente, essencialmente idêntica em todas as diferentes mitologias, independentemente da cultura a qual pertença. </p>



<p>Porém, tal estrutura e seus símbolos e, no caso, do sentido de cada mito, somente podem ser revelados à luz da <em>Sabedoria Perene do</em> <em>Ser</em>, da sabedoria essencialmente <em>Gnóstica</em>, que possui seu fundamento na <em>Psicologia Revolucionária do Despertar da Consciência.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="765" height="345" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2022/02/image.jpg" alt="Mitologia, Egito, Mistérios" class="wp-image-2788" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2022/02/image.jpg 765w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2022/02/image-300x135.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px" /></figure>



<p>Por exemplo, em todas as mitologias existe o mito que personifica simbolicamente a natureza divina e a natureza egóica do homem. </p>



<p>Na cultura Grega, este princípio está decodificado no Mito de ‘Perseu e Medusa’, sendo Perseu o símbolo da nossa natureza Divina e a Medusa do nosso Eu-psicológico ou Ego. </p>



<p>Perseu, em dura batalha contra Medusa, consegue sua decapitação, simbolizando à luz da Psicologia Transcendental o caráter radical da aniquilação do Ego para conseguir o Despertar.</p>



<p>As <a href="https://ageacac.org.br/category/mitologia/">Mitologias</a>, portanto, são uma fonte especial de conhecimento perene que se orientam sempre para o Ser. Qualquer especulação intelectual sobre seu significado ou representação somente pode empobrecê-la e corrompê-la no seu sentido verdadeiro, que é profundamente sábio e essencialmente religioso.</p>



<p>Estudando profundamente os Mitos das diversas culturas que se desenvolveram pela história da humanidade, resgatamos a sabedoria da Gnosis presente desde sempre em todas as épocas e civilizações, assim como podemos extrair seus preciosos ensinamentos à cerca dos mistérios e enigmas que subjazem a existência humana.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2020/03/08/15/25/cover-painting-4912734_960_720.jpg" alt="Pintura De Teto, Fresco, Pintura, Arte, Mitologia"/></figure>
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		<title>Os Mistérios dos Antigos Celtas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2021 02:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antigas Civilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Antigos Celtas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Celta é a designação dada a um conjunto de povos que se desenvolveu na Europa Ocidental em períodos que antecederam a Era de Áries, Era que emergiu os Grandes Impérios conquistadores, iniciada com a formação do Império Persa, sucedido pelo Macedônico e posteriormente pelo Império Romano. São Celtas povos tais como os Gauleses, Bretões, Batavos [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/celtic-1769562_1280-780x1024.png" alt="Mistérios Celtas" class="wp-image-1579" width="390" height="512" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/celtic-1769562_1280-780x1024.png 780w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/celtic-1769562_1280-229x300.png 229w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/celtic-1769562_1280-768x1008.png 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/celtic-1769562_1280.png 975w" sizes="auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px" /></figure></div>



<p class="has-drop-cap">Celta é a designação dada a um conjunto de povos que se desenvolveu na Europa Ocidental em períodos que antecederam a Era de Áries, Era que emergiu os Grandes Impérios conquistadores, iniciada com a formação do Império Persa, sucedido pelo Macedônico e posteriormente pelo Império Romano.</p>



<p>São Celtas povos tais como os Gauleses, Bretões, Batavos entre outros. A estes é atribuído o início da forja dos metais na Europa, as lendas do Rei Artur, de Avalon, origem dos mitos que posteriormente foram copilados pelos Irmãos Grimm, o cenário de Parsifal imortalizado pela obra de Richard Wagner, entre tantos outros mistérios que se ocultaram entre florestas e castelos.</p>



<p>Ainda que sejam possíveis as especulações a respeito da origem e cultura dos Celtas, muito se perdeu ao longo da história por meio da ação dos povos conquistadores e sobretudo por meio do profundo processo de consolidação do cristianismo que cobriu a totalidade da Europa Ocidental. No período da idade média, manter as antigas tradições, ritos e ritualísticas eram motivos mais que suficientes para condenar-se à própria morte frente o juízo inquisitor.</p>



<p>Já bem antes, como relata Júlio César em “De Bello Gallico”, os próprios druidas, representantes espirituais e conselheiros que em muito influenciavam a organização social Celta, se recusavam a manter registros escritos de sua sabedoria, fossem estes nas formas de mitos, ritualísticas ou códigos religiosos. Sem registros escritos, as formas celtas caíram no imaginário pernicioso de autores, como ocorreu no século XX, que deram origem às mais diferentes interpretações e modificações do que, pelo que indica os poucos resquícios que atravessaram os séculos, foi uma autêntica Cultura Solar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Beltane e Samhain, marcos dos períodos de Luz e Trevas</strong></h3>



<p>O Festival de Beltane e o Festival de Samhain são as principais comemorações remanescentes da cultura Celta. O primeiro indica o início da Primavera e ascenso ao verão, enquanto o último indica o final do verão e ingresso no período de frio e trevas, quando os dias se tornam sucessivamente mais curtos. Em Samhain se encontram grande parte dos mais importantes mitos Celtas, nos quais se verificam as virtudes dos heróis nos períodos marcados pela escassez, privações, pestes, fome e, consequentemente, batalhas. Já em Beltane está o triunfo sobre as trevas, a festa deliciosa, a bem aventurança, a fartura, a beleza feminina e a beleza da Natureza.&nbsp;</p>



<p>O “Festival de Beltane” ainda nos dias atuais é celebrado, embora exista grande discrepância entre os ritos modernos e os antigos. Também conhecido como “Os Fogos de Belenus” ou a “Fogueira de Belenos&#8221;, trata-se de uma festa realizada ao redor de uma grande fogueira, onde o povo dança e entoa seus cânticos inundado de alegria e felicidade celebrando a morte do inverno e início do verão.</p>



<p>Belenus é o Deus Celta do Sol, da Luz, do Fogo e da Cura cujo nome significa “Fogo, Luz, Belo, Brilhante”. A festa celebra o amor entre o Deus Belenus e a Deusa Danann. Danann é a Mãe de todos os Deuses, Deusa da fertilidade, da abundância e da terra. Do amor entre Belenus e Danann emerge a fertilidade divina que dá origem a todas as coisas que existem.</p>



<p>Ocorre, também, neste ritual sagrado o Maypole ou Mastro de Fitas. O mastro representa o Falo Sagrado do Deus Belenus, onde são penduradas diversas fitas de cores diferentes. Cada cor representa um atributo da Divina Deusa Danann, que se entrelaçam no cerimonial formando o tear divino. Resquícios deste cerimonial se encontram nas festas juninas nas nações ocidentais do mundo moderno, assim como as comemorações do Halloween são resquícios de Samhain.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Danann, mistérios encerrados na Natureza e na Mulher</strong></h3>



<p>Em Danann se encontram as forças telúricas da Deusa Mãe. Assim, a Deusa Mãe, Danann, reúne em seu ventre todos os princípios divinos da Natureza, o que fazia a figura feminina na sociedade Celta, a mulher, soberana no manejo das forças da Natureza.</p>



<p>As forças da fertilidade e da alegria são os alicerces culturais dos Celtas, o que significa dizer que as bases filosóficas da Sociedade Celta se direcionam no sentido de ser felizes e alegres.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="426" height="640" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/celtic-cross-2541564_640.jpg" alt="Mistérios dos Antigos Celtas" class="wp-image-1581" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/celtic-cross-2541564_640.jpg 426w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/celtic-cross-2541564_640-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 426px) 100vw, 426px" /></figure></div>



<p>&nbsp;“ALEGRIA”, do latim <em>alacer, alacris,</em> rápido, vivaz, animado. Alegria se entende com o estado de ânimo que produz dinamismo, diligência e movimento impulsionados por um bem estar em si mesmo e direcionado para o bem estar dos demais.</p>



<p>“FELICIDADE”, do latim <em>felix, felicis</em>, tem sua raiz etimológica no significado das palavras <em>fértil</em> ou <em>fecundo</em>. Para os celtas as árvores e a própria terra necessitavam ser felizes, ou “Beneficiados pela Fecundidade”. Nas terras celtas era necessário que reinasse a felicidade para que existisse abundância e fertilidade.</p>



<p>Os Celtas encontravam na natureza a eterna mãe. Enchendo de vida todos os dias a todos os seus filhos, preenchendo-os com vitalidade, revitalizando seus corpos com seu sagrado hálito, e dessa forma alimentando-os e animando-os, dando-os seus frutos, através de suas criações, das árvores, das plantas; ofertando seu ventre para que se semeie em seu venerável útero gigantesco; permitindo sentir a alegria de Belenus, astro-rei, em cada amanhecer e a paz e a mística em cada noite que chega quando se apresenta a misteriosa rainha, a Lua.</p>



<p>As divindades femininas, portanto, eram relacionadas aos atributos próprios da Natureza, enquanto as virtudes eram atribuídas às divindades masculinas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Deuses e Deusas Celtas, forças além das formas</strong></h3>



<p>À beleza e perfume das flores, aos frutos, ao frescor do ar e demais atributos da Natureza eram associados às Divindades Femininas, particularmente os rios tais como o Rio Boyne, em Leinster &#8211; Irlanda, cuja Deusa é Boann. Uma curiosa particularidade dentre a sabedoria celta é que as divindades não possuem formas ou representações humanas. São forças existentes na Natureza e não estão presas dentro da forma ou figura. Somente séculos após a consolidação do Cristianismo as antigas lendas e tradições celtas foram escritas e, por influência cultural, foram atribuídas imagens a algumas divindades. Assim, os trovões e relâmpagos eram os próprios deuses manifestados, sem a necessidade de aparições ou visões de formas humanas para confirmar a presença divina.</p>



<p>Quanto aos Deuses Masculinos, estes se manifestavam por meio das virtudes humanas. De igual maneira, não possuíam imagens humanas, a presença divina masculina para os celtas é a própria manifestação da virtude. Inteligência, força, velocidade, habilidade são próprios das divindades masculinas. Assim, o lendário Lugh irlandês, fazia-se presente nas batalhas e caças, permitindo aos guerreiros ferir mortalmente seu alvo por meio de uma lança. Dagda, associado ao caldeirão, é possuidor de imenso poder, capaz de tirar a vida com uma bolha e com a mão devolvê-la.&nbsp;</p>



<p>“Virtude”, um atributo divino, tem com radical a partícula “vir”, o mesmo de “virilidade”. Não ignorava a sabedoria Celta a profunda relação que existe entre as forças fecundantes da natureza, o divinal e a genialidade humana!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/stone-circle-363411_1280-1024x768.jpg" alt="Círculo de Pedras Mistérios dos Antigos Celta" class="wp-image-1583" width="768" height="576" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/stone-circle-363411_1280-1024x768.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/stone-circle-363411_1280-300x225.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/stone-circle-363411_1280-768x576.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/05/stone-circle-363411_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure></div>



<p></p>
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		<title>O Segredo dos Antigos Nórdicos</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2021 17:26:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia Nórdica]]></category>
		<category><![CDATA[Runas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mitologia germânica é nórdica. A Sabedoria vem do Norte&#8230;, o berço da humanidade está no Norte&#8230; A Sabedoria oculta veio do Norte à Lemúria, e da Lemúria passou à Atlântida. Samael Aun Weor Ainda que o Livro Sagrado dos Povos Germânicos, os Eddas Alemão, tenha seu primeiro registro em língua escrita no século X [&#8230;]</p>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A mitologia germânica é nórdica. A Sabedoria vem do Norte&#8230;, o berço da humanidade está no Norte&#8230; A Sabedoria oculta veio do Norte à Lemúria, e da Lemúria passou à Atlântida.</p><cite>Samael Aun Weor</cite></blockquote>



<p class="has-drop-cap">Ainda que o Livro Sagrado dos Povos Germânicos, os Eddas Alemão, tenha seu primeiro registro em língua escrita no século X d.C, a Sabedoria Nórdica deve ser considerada a raiz do conhecimento esotérico da humanidade.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="426" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/book-2925289_640.jpg" alt="Mitologia Nórdica AGEACAC Gnosis Brasil" class="wp-image-1425" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/book-2925289_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/book-2925289_640-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p>Um breve olhar acerca dos mitos nórdicos assombra os religiosos e estudiosos de qualquer latitude, frente ao conteúdo valorativo de suas narrativas que convergem com os princípios religiosos que vão desde o Egito até os Cristãos Primitivos. Foram estes últimos que, assombrados com a transcendência do Mito de Odin registraram os Eddas Poéticos em 1056.</p>



<p>A imagem mais relacionada aos nórdicos é a dos guerreiros Vikings – do escandinavo, relativo a <em>&#8216;vig&#8217;</em> &#8211; batalha . Estes, moldados pelas tormentas de ar, pelos mares furiosos e tempestades de gelo, se tornaram os mais hábeis navegadores de sua época que, somada a característica combativa própria dos filhos de Odin, resultou em terror para os povos europeus entre os anos de 793 a 1066.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="423" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/viking-5164299_640.jpg" alt="Viking Guerreiro Mitologia Nórdica AGEACAC Gnosis" class="wp-image-1426" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/viking-5164299_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/viking-5164299_640-300x198.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p>Com seus Navios Dragões, povoaram o nordeste da Rússia, Groelândia, Islândia e chegaram até mesmo às Américas, dirigidos por Érick o Vermelho, 500 anos antes das navegações portuguesas e espanholas. Estabeleceram reinados entre os povos germânicos, sendo estes os principais responsáveis pela transmissão e difusão da Sabedoria Nórdica.</p>



<p>Mas não apenas de guerreiros se compunham os Nórdicos. Certamente, haviam entre eles os que amavam a terra, a agricultura, a forja dos metais e que cultuavam outros Deuses como Thor e Freya.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/sword-1557814_640.jpg" alt="Mitologia Nórdica AGEACAC Gnosis Brasil" class="wp-image-1427" width="318" height="480" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/sword-1557814_640.jpg 424w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/sword-1557814_640-199x300.jpg 199w" sizes="auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px" /></figure></div>



<p>De fato, historiadores contemporâneos atribuem aos Nórdicos grande responsabilidade na formação da Europa, que vão desde a tecnologia de navegação à formação estrutural das cidades européias. Os clichês que apresentam os nórdicos como selvagens e ignorantes não são mais que fruto da imaginação sensacionalista surgida em meados do século XX e que em muito pouco ou nada retratam uma realidade.</p>



<p>As raízes da Cultura Nórdica, nas palavras de Samael Aun Weor, se perdem na noite dos séculos e originam-se da Ilha Sagrada do Norte, a misteriosa Thule, situada no que hoje é o círculo Polar Ártico. A tradição oral fez com que a Mitologia Nórdica atravessasse os séculos, sendo uma herança divina de imenso valor.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A Mitologia Nórdica&nbsp;</strong></h3>



<p>Qualquer datação da origem da mitologia nórdica não passará de mera especulação. Os Eddas são frutos do trabalho arqueológico de monges cristãos que, buscando recolhimento espiritual nas Terras do Gelo (Ice Land, Islandia), registraram os poemas épicos dos povoados que estabeleceram assentamento por aquela região. Portanto é um erro relacionar a data destes documentos à origem da Sabedoria Nórdica.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ragnarök, o Apocalipse Nórdico</strong></h3>



<p>Nesta Mitologia, também se destaca as narrativas do Ragnarök que significa literalmente “O destino final dos Deuses”.</p>



<p>O Ragnarök é explicado ou mencionado em vários poemas relacionados ao Edda poético, em particular no Völuspá, e na parte do Edda em prosa chamada Gylfaginning. No Ragnarök encontramos a causa da Degeneração Humana e o caminho que se deve trilhar para recuperar valores humanos e espirituais.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Metafísica Nórdica&nbsp;</strong></h3>



<p>Os Nórdicos conheciam as Dimensões Superiores da Natureza. Em sua Mitologia, nos falam de Nove Mundos ou Dimensões.</p>



<p>Uma das grandes máximas da Sabedoria é que tudo que existe dentro também existe fora e que tudo que há em cima há embaixo.</p>



<p>Baseado nisto, podemos comprovar que as Dimensões Superiores da Natureza existem em nosso interior e que para cada dimensão da natureza o homem possui um corpo ou veículo para nelas se desenvolver.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/rune-4388390_640.jpg" alt="Runas Mitologia Nórdica AGEACAC Brasil Gnosis Samael Aun Weor" class="wp-image-1430" width="336" height="480" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/rune-4388390_640.jpg 448w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/rune-4388390_640-210x300.jpg 210w" sizes="auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px" /><figcaption>Runas</figcaption></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Os noves Mundos Nórdicos</strong></h3>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Asgard&nbsp;</strong></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Midgard</strong></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Jotunheim&nbsp;</strong></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Vanaheim</strong></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alfheim&nbsp;</strong></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Musphelhein</strong></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Svartalfheim</strong></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Nidavellir</strong></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Niflheim</strong></h4>



<h4><strong>Yggdrasil</strong></h4>



<p>Yggdrasil é a Árvore da Vida da Kabala, é a expressão das dimensões superiores e inferiores da Natureza.</p>



<p>Nas suas raízes, que se espalhavam pelos Nove Mundos, as profundas estão situadas em Nifheim, os mundos subterrâneos, vivo simbolismo das Regiões Inferiores da Natureza.</p>



<p>O tronco era Midgard, o mundo físico, o Malkut da Kabala Hebraica.</p>



<p>A parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chamava-se Asgard &#8220;A Cidade Dourada&#8221;, a terra dos Deuses, o Olimpo Grego, e Valhala (&#8220;O Salão dos Mortos&#8221;), local onde os guerreiros eram recebidos após terem morrido, com honra, durante as batalhas (a maior batalha que o ser humano deve travar é contra sua natureza infra-humana: o Ego).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O Mito de Odin, o Sacrifício pela Sabedoria e as Runas&nbsp;</strong></h3>



<p>Desde seu nascimento, Odin sentiu-se ávido por alcançar a sabedoria. Descobriu que nas raízes de Yggdrasil encontrava-se um poço, custeado pela cabeça da Deusa Mimir, o qual conferia sabedoria para aqueles que bebessem de sua água.</p>



<p>Mimir era uma Deusa que havia sido decapitada e impôs a Odin a condição de sacrificar um de seus olhos, entregando-a, para beber da água do poço.</p>



<p>Odin não hesita, entrega um de seus olhos para adquirir a sabedoria e conhece coisas inefáveis, explendores restritos aos ávidos buscadores da verdade.&nbsp;</p>



<p>O que lhe é dado a conhecer o impele a querer mais: mais conhecimento, mais sabedoria.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="426" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/viking-4601896_640.jpg" alt="Mitologia Nórdica AGEACAC Brasil Gnosis Samael Aun Weor" class="wp-image-1431" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/viking-4601896_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/viking-4601896_640-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p>Pendura-se de cabeça para baixo na Árvore Yggdrasil, ato rodeado de um profundo simbolismo e alcança as sagradas Runas. Segue o texto do <em>Hávamál</em> (As palavras do Altíssimo), do segundo manuscrito dos Eddas:&nbsp;</p>



<p><em>“Sei que estive pendurado naquela árvore que o vento açoita,&nbsp;</em></p>



<p><em>balançando-me durante nove longas noites,&nbsp;</em></p>



<p><em>ferido pelo fio de minha própria espada,&nbsp;</em></p>



<p><em>derramando meu sangue por Odín,&nbsp;</em></p>



<p><em>eu mesmo, uma oferenda a mim mesmo;</em></p>



<p><em>atado à árvore&nbsp;</em></p>



<p><em>cujas raízes nenhum homem sabe&nbsp;</em></p>



<p><em>para onde se dirigem.</em></p>



<p><em>Ninguém me deu de comer,&nbsp;</em></p>



<p><em>ninguém me deu de beber.&nbsp;</em></p>



<p><em>Contemplei o mais profundo dos abismos,</em></p>



<p><em>até que vi as runas.&nbsp;</em></p>



<p><em>Com um grito de raiva agarrei-as,&nbsp;</em></p>



<p><em>e depois caí desfalecido.</em></p>



<p><em>Nove terríveis canções</em></p>



<p><em>do glorioso filho de Bolthor aprendi&nbsp;</em></p>



<p><em>e um trago tomei do glorioso vinho</em></p>



<p><em>servido por Odrerir.</em></p>



<p><em>Obtive bem-estar&nbsp;</em></p>



<p><em>e também sabedoria.&nbsp;</em></p>



<p><em>Saltei de uma palavra a outra palavra,</em></p>



<p><em>e de um ato a outro ato&#8230;”</em></p>



<p>A escrita rúnica é antiquíssima. Os historiadores afirmam que esta existe há mais de doze mil anos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>As Runas são a escritura divina. Lembremos que a Swástica é uma Runa. As letras hebraicas não são mais do que modificações das letras rúnicas.&nbsp;</p><cite>Samael Aun Weor</cite></blockquote>



<p>A Sabedoria das Runas foi deixada aos homens por Odin, para que investigassem, para se divinizar e para obter um sábio aconselhamento quando necessário.</p>



<p>Assim como os Heróis Solares, Odin se submete ao supremo Sacrifício, a Morte, para entregar à humanidade uma Sabedoria Divina e ressuscita glorioso e imortal.</p>



<p>À semelhança do Osíris Egípcio, Rei da Região dos Mortos, Odin é o Pai dos Mortos Gloriosos. Morte, Ressurreição e Sacrifício são três fatores que estão em substância em toda saga solar. Indicam três fatores inerentes da transformação do homem vulgar em divino, Rei Glorioso triunfador das terríveis batalhas, que em um sentido esotérico, fazem alusão à batalha na própria natureza interna do Homem:</p>



<p><em>“&#8230;ferido pelo fio de minha própria espada, derramando meu sangue por Odín, eu mesmo, uma oferenda a mim mesmo&#8230;”.</em></p>



<p>De seu trono, estabelecido no Vahala, contempla os nove mundos. É já o senhor da Sabedoria e da Guerra&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/stavanger-4947986_1280-1024x682.jpg" alt="Mitologia Nórdica AGEACAC Gnosis Brasil" class="wp-image-1429" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/stavanger-4947986_1280-1024x682.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/stavanger-4947986_1280-300x200.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/stavanger-4947986_1280-768x512.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/stavanger-4947986_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>O Labirinto de Creta e O Despertar da Consciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2020 14:14:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[despertar da consciência]]></category>
		<category><![CDATA[escola de autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[O Fio de Ariadne]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Labirinto de Creta (Teseu e o Minotauro) é um conto mitológico em que se apresenta o simbolismo para a busca do homem (Teseu) por sua libertação (sair do labirinto) através da eliminação de seus elementos negativos (Minotauro) e do despertar da consciência (fio de Ariadne).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Caminho_Luz_Consciencia.jpg" alt="O caminho para o despertar da consciência" class="wp-image-978" width="480" height="320" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Caminho_Luz_Consciencia.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Caminho_Luz_Consciencia-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /><figcaption>O despertar da consciência consiste em trilhar o caminho do autoconhecimento</figcaption></figure></div>



<p class="has-drop-cap">A Gnosis (Sabedoria Divina) ao longo da história da humanidade, através de Parábolas e Mitos sempre assinalou a urgente necessidade que o homem tem de colocar sua consciência em plena atividade.</p>



<p>A Consciência humana é nosso verdadeiro guia e pode nos conduzir ao aperfeiçoamento físico, anímico e espiritual.</p>



<p>Existe uma <a href="https://ageacac.org.br/2020/05/17/o-mito-de-psique-e-a-origem-da-dor/" class="rank-math-link">Mitologia Grega</a> que nos ensina o caminho para despertarmos nossa Consciência e desta forma encontrar em nosso interior a verdade sobre nós mesmos, sobre o universo e sobre o Criador.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Teseu e o Minotauro</h4>



<p class="has-drop-cap">Na ilha de Creta existia um Labirinto construído e projetado tão habilmente por Dédalo, de maneira que quem se visse ali encerrado não conseguiria sair sem ajuda. No centro deste Labirinto existia uma Criatura Mitológica, o Minotauro, metade touro metade homem que ali era mantido e exigia do Rei Minos um pesado Tributo: sete donzelas e sete jovens que anualmente eram devorados pelo monstro.</p>



<p>Aparece então Teseu, um heroico ateniense, que voluntariamente se ofereceu para entrar no labirinto e enfrentar este monstro livrando seu povo desta terrível calamidade.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Labirinto_de_Creta.jpg" alt="Labirinto de Creta Fio de Ariadne Despertar da Consciêcia" class="wp-image-977"/><figcaption>O labirinto representa a Mente</figcaption></figure></div>



<p>No dia em que iria entrar no labirinto conheceu Ariadne, filha do Rei Minos que se apaixonou por ele e lhe deu dois presentes para que pudesse enfrentar o Minotauro: uma espada e um novelo de linha, o fio de Ariadne.</p>



<p>Conta a Lenda que Teseu conseguiu orientar-se no meio deste Labirinto até chegar onde estava o Minotauro. “Em uma luta corpo a corpo e utilizando sua espada venceu-o. Sua saída desse labirinto só foi possível devido ao fio de Ariadne que o conduziu até a libertação”.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Teseu_e_o_Minotauro.jpg" alt="Teseu e o Minotauro O Labirinto de Creta" class="wp-image-976" width="320" height="240" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Teseu_e_o_Minotauro.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Teseu_e_o_Minotauro-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /><figcaption>O Minotauro representa as debilidades e vícios que devemos eliminar</figcaption></figure></div>



<p>A linguagem mitológica é a mesma da consciência: é simbólica. Esta mitologia nos mostra que orientar-nos não é coisa fácil. O Labirinto que representa a Mente e todas as teorias e conceitos que temos, é mais amargo que a morte.</p>



<p>Para chegarmos ao centro do Labirinto temos que deixar de lado as teorias e conceitos para buscarmos a comprovação de todas as realidades que existem sobre nós mesmos e sobre o universo.</p>



<p>Quando alguém consegue chegar ao centro do labirinto tem que enfrentar-se com o Minotauro cretense, viva representação de todas as debilidades humanas: seus vícios, ódios, violências, defeitos psicológicos, etc&#8230;</p>



<h4 class="wp-block-heading">O fio de Ariadne representa a nossa consciência</h4>



<p>Depois só conseguirá sair de dentro deste labirinto através do fio de Ariadne, que representa a própria consciência em atividade, que o deve conduzir até a ‘luz’.</p>



<p>Porém a maior parte das pessoas se perde no labirinto de tantas teorias, de tantos conceitos, de tantas escolas pseudo-ocultistas, de tantas confusões&#8230;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Fio_de_Ariadne.jpg" alt="" class="wp-image-979" width="320" height="240" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Fio_de_Ariadne.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Fio_de_Ariadne-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /><figcaption>O fio de Ariadne representa nossa consciência, que deve estar a frente de nossas escolhas</figcaption></figure></div>



<p>O que fazer para nos orientarmos? Obviamente, devemos nos interessar pelo despertar de nossa consciência, pois somente assim podemos caminhar com êxito dentro deste misterioso labirinto.</p>



<p>Todo aquele indivíduo que se interessa pela verdade e pelo seu progresso interior deve buscar viver e comprovar todas as realidades que existem dentro e fora de si.</p>



<p>A <a href="https://ageacac.org.br/cursos/" class="rank-math-link">Gnosis </a>nos ensina práticas e técnicas como a auto-observação e a <a href="https://ageacac.org.br/2020/08/22/https-ageacac-org-br-2020-08-22-equilibrio-biopsiquico/" class="rank-math-link">meditação </a>que nos permitem o despertar da consciência e investigar de forma direta todos os mistérios da criação.</p>
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		<title>O Drama Cósmico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2020 15:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Drama Cósmico]]></category>
		<category><![CDATA[Mito Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Solstício]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mito Solar como Síntese das Religiões O Ciclo Anual e o Drama da Existência Nas antigas culturas, observar os ciclos da natureza era indispensável para dar manutenção à vida. Elas compreenderam o sentido místico da natureza, antes de tudo pela presença do Sol. Esse astro fulgurante e cálido foi desde sempre reconhecido como o ‘doador [&#8230;]</p>
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<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Mito Solar como Síntese das Religiões</h3>



<h4 class="wp-block-heading">O Ciclo Anual e o Drama da Existência</h4>



<p class="has-drop-cap">Nas antigas culturas, observar os ciclos da natureza era indispensável para dar manutenção à vida. Elas compreenderam o sentido místico da natureza, antes de tudo pela presença do Sol. Esse astro fulgurante e cálido foi desde sempre reconhecido como o ‘doador de vida’. </p>



<p class="has-drop-cap">Assim como seus raios permitem a vida, ele estava associado ao conhecimento dos mistérios da natureza, tornando-se o símbolo da luta espiritual do homem na sua jornada na Terra. Por essa razão, as grandes culturas descreveram a tarefa de salvação referindo-se diretamente ao Sol, ou a um deus ou herói a Ele associado, de onde surge a noção corrente entre os estudiosos de um Mito Solar como síntese das religiões.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/islamic-3710002_640.jpg" alt="" class="wp-image-699" width="640" height="387" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/islamic-3710002_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/islamic-3710002_640-300x181.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p>Nas antigas culturas, observar os ciclos da natureza era indispensável para dar manutenção à vida. Elas compreenderam o sentido místico da natureza, antes de tudo pela presença do Sol. Esse astro fulgurante e cálido foi desde sempre reconhecido como o ‘doador de vida’. Assim como seus raios permitem a vida, ele estava associado ao conhecimento dos mistérios da natureza, tornando-se o símbolo da luta espiritual do homem na sua jornada na Terra. Por essa razão, as grandes culturas descreveram a tarefa de salvação referindo-se diretamente ao Sol, ou a um deus ou herói a Ele associado, de onde surge a noção corrente entre os estudiosos de um Mito Solar como síntese das religiões.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Implicações Espirituais do Ano Novo </h4>



<p>A divisão do tempo em um ciclo anual tem fortes implicações para a autocompreensão espiritual dos povos, pois lhes permitia repetir simbolicamente o ato da criação. Essas cerimônias incluíam, por exemplo, o confronto cerimonial das forças divinas que presidiram a criação do cosmos. Percebemos que o sentido primitivo do Ano Novo é repetir a passagem do caos à  ordem cósmica.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O Natal Cristão coincide com a comemoração de outras religiões</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="288" height="300" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1-288x300.png" alt="mito solar" class="wp-image-436" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1-288x300.png 288w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1-984x1024.png 984w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1-768x799.png 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1.png 1230w" sizes="auto, (max-width: 288px) 100vw, 288px" /></figure></div>



<p>No amanhecer de nossa civilização – desde a cultura ariana – o princípio do ano e a data natalícia sempre coincidiam. Exatamente porque Natal é um termo que significa nascimento. O Natal Cristão é uma comemoração do nascimento do seu Salvador. </p>



<p>É sabido, porém, que essa data foi escolhida à revelia do texto bíblico, que não menciona dia de nascimento para Jesus. A esse respeito escreveu São Crisóstomo, em 390: “Este dia 25 de dezembro em Roma, acaba de ser escolhido para o dia do nascimento de Jesus, a fim de que os pagãos ocupados com suas cerimônias (as Brumélias, em honra de Baco) deixem que os cristãos celebrem seus próprios ritos sem serem incomodados”. </p>



<p>Diz com isso que a data de nascimento do herói cristão coincide com a data em honra ao herói grego. Igualmente, a religião oficial do Império Romano tinha suas celebrações de Ano Novo na mesma data, chamadas Saturnálias.  Era O Dia do Sol Novo, sendo o Sol a divindade máxima, que chegava nesse dia invencível. Essa data não era arbitrária, estava em relação a um acontecimento cósmico preciso: o Solstício de Inverno.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Solstícios e a Criança de Luz </h4>



<p>No hemisfério norte, essa data marca o ponto máximo do inverno e o encerramento dessa estação, com as noites mais longas do ano e o clima mais frio. A partir daí, os dias serão gradativamente mais longos, culminando com o Equinócio de Primavera, onde os dias e as noites terão a mesma duração e a partir do qual os dias serão mais longos que as noites. Entre os dias 22, 23 e 24 o Sol fica como que parado na mesma posição de nascimento, donde a palavra solstício (sol + sistere = sol estacionado). </p>



<p>O simbolismo dessa data é o nascimento da “criança de luz” que renasce no momento em que os &#8216;poderes das trevas’ haviam como que triunfado. Isso explica as cerimônias, nos dias que antecedem o Ano Novo, representando um regime noturno, como o aprisionamento da divindade responsável pela criação, ou o apagar e reascender de uma fogueira. </p>



<p>Para a religião romana, a Saturnália expressava o caos com festas libidinosas e a inversão da ordem da sociedade. Está ligado ao fato de que a partir de 21 de dezembro a Terra é regida pela 2 constelação de Capricórnio, regido por Saturno, que de acordo à mitologia e às características zodiacais conhecidas pelos gregos é um signo com traços de obscuridade e relacionado à morte. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2018/08/15/13/10/galaxy-3608029_1280.jpg" alt="" width="640" height="460"/></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading">A doutrina Persa influencia Roma</h4>



<p>O Nascimento do Sol Invencível em Roma tem suas origens no culto religioso da Pérsia, no Deus salvador Mitra, guerreiro invencível, com nascimento celebrado igualmente em 25 de dezembro. Aparece às vezes como condutor, às vezes como enviado do Sol. </p>



<p>Conforme sua natureza divina empreendia uma luta contra as trevas do mundo. Havia nascido numa caverna, e dela fazia um retorno anual, retomando seu governo de forças luminosas. As tropas romanas difundiram o culto desse grande deus asiático por todo o Império. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="686" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280-1024x686.jpg" alt="" class="wp-image-439" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280-1024x686.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280-300x201.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280-768x514.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>O imperador Romano curvando-se para o Rei Persa Shapour (Naqsh e Rostam)</figcaption></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading">Arqueologia do Herói Solar</h4>



<p>O estudo das mais diversas culturas mostra uma série de cultos solares: carruagens solares, discos com raios, distribuição de pedras em posições astrológicas. Esses sinais arcaicos, juntos de escritas sacerdotais, rudimentos de calendários e astrologia, representações sobre vasos, pratos, armas, sobreviveram em mitos e rituais dos quais restaram informações bastante completas. Esses vestígios mostram a presença de um tipo comum de culto solar; presente desde os povos mais antigos, dentre os quais babilônios, egípcios, sumérios, assírios, persas, hindus, gregos e romanos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O trabalho do Sol é a base da doutrina de Salvação das Religiões</h4>



<p>Atualmente, a mitologia comparada tem sido muito frutífera em mostrar a grande semelhança nas diversas formas dos mitos antigos. A vida do Krishna hindu, Shamash babilônio, Attis da Frigia, Osíris egípcio, Apolo grego ou Quetzacoatl maia, coincidem nos pontos essenciais, não só da iluminação e da pureza, como a passagem triunfante sobre as trevas, que o faz renascer invencível e imortal. </p>



<p>Esses pontos fundamentaram a narrativa do Salvador ou Herói de uma maneira simbólica e mítica, mas inscrita na própria natureza, porém decodificada e ensinada nos templos de mistérios das antigas tradições, que passavam as chaves para aqueles realmente inclinados a um trabalho espiritual, para que cada um pudesse trabalhar como o Sol, tornando-se um triunfador sobre as trevas e imortal, tal qual um Deus Solar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-443" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280-1024x768.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280-300x225.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280-768x576.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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