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	<title>Arquivo de Psicologia - AGEACAC</title>
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	<description>Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência</description>
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	<title>Arquivo de Psicologia - AGEACAC</title>
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		<title>O Fascínio como Causa de Desarmonia do Casal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 23:08:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Lar]]></category>
		<category><![CDATA[Matrimônio Perfeito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É de sensível atenção como problemas modernos encontram eco nas mais tradicionais escolas do conhecimento presentes na história de nossa civilização. Floresceu entre os séculos V e VI a.C. a mais elevada filosofia, verbalizada nos diálogos da obra platônica A República. Foi por intermédio dela e em diálogos de singular beleza e profundidade que Sócrates [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É de sensível atenção como problemas modernos encontram eco nas mais tradicionais escolas do conhecimento presentes na história de nossa civilização.</p>
<p>Floresceu entre os séculos V e VI a.C. a mais elevada filosofia, verbalizada nos diálogos da obra platônica <a href="https://ageacac.org.br/2023/02/08/o-governo-da-virtude/">A República</a>. Foi por intermédio dela e em diálogos de singular beleza e profundidade que Sócrates falou para a humanidade.</p>
<h2>Coisas belas e o fascínio</h2>
<p>Numa de suas histórias, caminha pelo Mercado de Atenas, reconhecido comércio daqueles tempos idos, no qual teve o cuidado de observar a quantidade de itens disponíveis para o cidadão ateniense. Naquele ambiente – como não poderia ser diferente – ninguém saía sem algo em suas mãos, ainda que meramente decorativo.</p>
<p>O filósofo, contudo, caminhava entre as bancas e propagandas, refletindo em cada item sedutor ao alcance de sua vista, sempre mantendo-se em reflexão: “qual a real utilidade desta ou daquela coisa em minha vida?”</p>
<p>Finalizou o caminho sem adquirir nada. Esta singela passagem deixou como legado uma das mais belas frases socráticas, aquela que diz: “tantas coisas belas das quais não necessito.”</p>
<h2>A vida moderna,</h2>
<p>com seus compromissos e rotinas, tem nos mantido em profundo estado de identificação com o mundo da matéria. Identificar-se é um processo silencioso de esquecimento de si, origem de muitas desarmonias. No lar, este processo culmina em problemas de toda ordem, desconstruindo relacionamentos, temperamentos, famílias.</p>
<p>Neste cenário inóspito, retomar a capacidade de discernir é ferramenta das mais elevadas. Isso passa por chaves preciosas, como a temperança e moderação. Em seus sentidos mais amplos, anunciam a capacidade de autoconhecer-se, promovendo o equilíbrio de suas próprias vontades. É o triunfo de Sócrates frente as paixões do mercado ateniense.</p>
<p>Quantas coisas aderem-se a nós sem a real necessidade? Quantos problemas poderiam ser evitados se tivéssemos desenvolvida a capacidade de dar-nos conta do que temos, do que sobra, daquilo que falta. Em palavras breves, auto-observação psicológica, adentrando num universo inteiro de conhecimentos que repousam em nosso interior.</p>
<h2>Viver é um processo extraordinário no qual se encontra a convivência</h2>
<p>A arte de conviver tem como ginásio mais exigente o Matrimônio, que transcorre no interior de um núcleo chamado lar. Há muitos caminhos para se encontrar a harmonia neste ambiente, sendo a capacidade de se comunicar um dos principais. A palavra, quando em acorde com nosso centro emocional superior, cria estados adequados de consciência.</p>
<p>Os sistemas contemporâneos têm colocado o Homem e a Mulher com seus próprios interesses, transformando o lar num abrigo de competidores. O elo comum da harmonia, qual seja o amor, tem se desfeito pela necessidade do mais, ausência de tempo, desalento.</p>
<h2>O Matrimônio Perfeito</h2>
<p>O casal é um corpo só, uma só nota, não são coisas distintas, equidistantes. O Matrimônio é a real consubstanciação de um Ser que ama mais, outro que ama melhor, conforme melhor definição do filósofo e antropólogo Samael Aun Weor, autor da obra O Matrimônio Perfeito.</p>
<p>Ao evitamos, por exemplo, a comunicação meramente reativa, quando desenvolvemos a capacidade de ouvir e ponderamos palavras ásperas, dissonantes, quando por intermédio de superesforços somos capazes de esperarmos os estados emocionais mais adequados para estabelecer canais de diálogo, damos um passo importante no triunfo dos mais distintos ambientes de convivência, sendo o Lar o principal deles.</p>
<h2>Chave SOL</h2>
<p>Em qualquer cenário, frente às circunstâncias mais exigentes, quando a consciência dorme e somos manejados por nossos sentimentos como marionetes, façamos perguntas breves e profundas a si mesmo, em estado reflexivo: quem sou? O que estou fazendo? Em que lugar estou?</p>
<p>Conhecida como Chave SOL, esta prática simples promove um choque de consciência, uma leitura e elevação de nosso estado de ânimo. Passamos a perceber, se aplicada corretamente, aquilo não estávamos vendo. É uma prática que conduz ao despertar da consciência, pois estar adormecido nos torna pessoas perigosas.</p>
<h2>O consumo</h2>
<p>Fizemos um caminho singelo até aqui, a fim de compreendermos que o fascínio com a vida material anula em nós a capacidade de discernir, fazendo com que acumulemos mais do que precisamos.</p>
<p>O consumo tem sido uma fuga de nós mesmos, quase que um comprimido alucinógeno para nossa alma, criando problemas que potencializam o distanciamento do casal, dificultam a convivência, obstaculizam a temperança, rompem as linhas de comunicação.</p>
<p>A partir daí, são inúmeros os problemas criados, sendo o econômico um dos principais, impedindo que a harmonia permaneça naquele relacionamento ou mesmo no lar.</p>
<h2>Do que realmente necessitamos?</h2>
<p>Quais são os elementos ou momentos que realmente preenchem e acariciam nosso espírito?</p>
<p>Ter, adquirir, consumir não são sinônimos de liberdade. Ao contrário, sinalizam uma prisão para a mente, para nossos sentimentos e até para o corpo físico.</p>
<p>Entramos mesmo numa prisão voluntariamente, como num quarto escuro, perdemos as chaves e as chances de compreendermos o que realmente tem valor nesta efêmera vida que levamos. Por não sabermos mais o que importa, entregamos coisas preciosas – essas, sim, os verdadeiros tesouros! – como a harmonia, o contentar-se com o que se tem, a felicidade de um dia simples a dois, o sorriso e o crescimento de nossos filhos, o jantar numa mesa em família etc.</p>
<p>E aquele pássaro que sobrevoava florestas, campos e planícies, quase que dono do sol e do vento, entendeu que na gaiola havia comida e água fresca. E por acreditar que não mais precisava voar para buscar seu alimento, viu na gaiola seu sustento, encontrou na prisão uma imagem de liberdade. Fez da falsa segurança seu melhor cárcere. A portinhola fechou, a comida até continuou … mas a vida nunca mais seria a mesma num espaço tão pequeno e limitado. Seu canto terminou.</p>
<p>Acreditamos que um dia, não num desses como tantos outros, mas num dia especial, possa o pássaro dar-se conta de que entrou por sua própria vontade e só por intermédio dela, a vontade, poderá sair e conhecer de novo o Sol, o Vento, a Liberdade.</p>
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		<title>O Governo da Virtude</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 17:03:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Virtude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo da Virtude. Vemos que a vida nos oferece vários eventos e oportunidades para que se possa ir aprendendo e desbravando nosso próprio interior. No entanto, vivemos apenas em uma parte de nós mesmos, limitados de acordo com nossa psicologia. Em sua obra “A República”, Platão apresenta uma cidade ou país ideal, onde os [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Governo da Virtude. Vemos que a vida nos oferece vários eventos e oportunidades para que se possa ir aprendendo e desbravando nosso próprio interior. No entanto, vivemos apenas em uma parte de nós mesmos, limitados de acordo com nossa psicologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua obra “A República”, Platão apresenta uma cidade ou país ideal, onde os governantes trabalham com a virtude. Superam o egoísmo, paixões, desejos e ambições e são capazes de fazer da sabedoria a principal característica no exercício do poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobressai interessante nesta obra, que influenciou e influencia a política das Nações e formação dos Estados ao longo do tempo, observar que Platão sugere a necessidade do governante aprender a <a href="https://ageacac.org.br/tag/autoconhecimento/">governar previamente a si mesmo</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ampliando esta concepção para além da pessoa dos governantes, o governo de si mesmo garantiria a harmonia de todas as relações sociais. Isso à medida em que consideraria este governo na capacidade de dirigir sabiamente a própria psicologia, pensamentos, sentimentos e emoções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de cidade da Obra de Platão nos faz lembrar, também, uma cidade ou país de tipo “psicológico”, como nos apresenta Samael Aun Weor. Percebemos que conhecemos apenas um pouco do local, da rua, do bairro, da cidade e do país em que vivemos. Certamente ocorre o mesmo com nosso mundo interior, com diversas áreas desconhecidas e obscuras dentro de nós mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Refletindo, podem-se encontrar pessoas com grandes especialidades em determinados assuntos e carentes de sabedoria prática. Esta é uma grande necessidade para todas as áreas da vida, como a convivência, os relacionamentos, entre outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Denota-se, dessa forma, que apenas uma formação intelectual não chega a ser suficiente para atingir uma sabedoria. Isso vai além de um bom intelecto, ou seja, é uma expressão da consciência que se manifesta no viver do aqui e agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, é imprescindível uma constante observação de si, para encontrar e corrigir as imperfeições psicológicas tais como: a agressividade, impaciência, desordens, ciúmes e medos. Assim desenvolve-se como consequência de tais correções, virtudes como compreensão, humildade, caridade, paz, alegria e amor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um bom Governo interior</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um bom governo interior nos leva a obter uma sabedoria prática, a ter atitudes por meio de um bom senso, a ter habilidades de ação. Certamente isso resulta também de uma maior percepção dos eventos para que se possam ter decisões apropriadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, num caminho de conquista de sabedoria, é indispensável buscar a verdade, não iludir-se, mas despertar, ser dono de sua vontade, ter a capacidade de discernimento para poder enxergar o que é mais adequado, sensato e equilibrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao alcançar tamanho conhecimento e sabedoria, já não se possui uma cidade ou país psicológico, pois quando se elimina toda babilônia interior, surge a livre expressão do Ser, de seus potenciais psicológicos e divinos.</p>
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		<title>As Percepções da Realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 21:20:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Impressões]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A divergência existente entre o real e a percepção humana da realidade evidencia que o homem necessita desenvolver seu aparelho psíquico. Através dos tempos, estudiosos das diversas áreas do conhecimento, notadamente da filosofia, psicologia, biologia e neurologia, têm se questionado acerca da validade das percepções que temos da realidade. Afinal, o que é o Real? [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><em><strong>A divergência existente entre o real e a percepção humana da realidade evidencia que o homem necessita desenvolver seu aparelho psíquico.</strong></em></p>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Através dos tempos, estudiosos das diversas áreas do conhecimento, notadamente da filosofia, psicologia, biologia e neurologia, têm se questionado acerca da validade das percepções que temos da realidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, o que é o Real?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais questionamentos conduzem a evidenciar que o ser humano percebe apenas uma fração do real e não é capaz de perceber os fenômenos tais como são.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem é dotado de um instrumento de cognição chamado de aparelho psíquico, que abarca os cinco sentidos, uma memória visual, emocional, mental, etc, e que permite uma interpretação das percepções, porém o fruto de sua cognição não necessariamente converge com o real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, podemos fazer uma clara diferenciação entre o que é o Real e o que é o fruto da percepção humana. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Immanuel Kant, em sua Crítica da Razão Pura, diz que não é possível conhecer a coisa em si (O Real) e sim para si (as percepções).</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Porém este grande filósofo de Konigsberg aclara que esta limitação é exclusiva do conhecimento empírico, aquele cuja base é a percepção dos sentidos (posteriores à experiência).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às percepções que não estão fundamentadas apenas nos cinco sentidos, estas sim podem conduzir à realidade a qual ele chama de conhecimento puro, que não depende dos sentidos ordinários (anteriores à experiência).</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Desenvolvimento do aparelho psíquico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A divergência existente entre o real e a percepção humana da realidade evidencia que o homem necessita desenvolver dentro de si áreas de seu aparelho psíquico que permitirão a captura da real natureza dos fenômenos ou, utilizando termos orientais, a Talidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um mergulhar dentro de outras dimensões inerentes ao cosmos até então não percebidas pela consciência ordinária do homem. Tais dimensões não são exclusividade apenas das obras dos grandes poetas e filósofos de todos os tempos, a exemplo de Dante Alighieri e sua magna obra a Divina Comédia, e sim são já demonstradas nas mais sofisticadas equações físicas e matemáticas, que estruturam universos paralelos coexistentes e inter-relacionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afortunadamente, grandes sábios da China, Pérsia, Grécia, México, Tibet, Egito, entre outros, deixaram à humanidade um grande legado ao entregar chaves para adquirir estados superiores de consciência e conhecer a realidade fenomenal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma delas é a <a href="https://ageacac.org.br/2021/12/08/meditacao-qualidade-de-vida/">Meditação</a>, que abre as portas da percepção normalmente não acessíveis. Através da meditação podemos desenvolver o sentido maravilhoso da intuição. A intuição nos dá a capacidade de compreender sem o processo da comparação, lógica aristotélica, raciocínio e opção. É por meio desta faculdade de cognição que podemos penetrar na realidade das coisas, usando as palavras de Kant, conhecer a &#8216;coisa em si&#8217;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cinco sentidos, os conceitos, ideias, dogmas, tradições, etc, como meio de conhecimento da realidade não são apenas insuficientes mas constituem obstáculos para a percepção do real, sendo urgente o desenvolvimento do aparelho psíquico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda outras técnicas nos permitem ampliar nossa percepção, entre as quais se incluem a mantralização e o <a href="https://ageacac.org.br/2022/08/12/sonhos-lucidos-2/">desdobramento astral</a> que foi amplamente difundido no Egito dos Faraós.&nbsp; Este último consiste em despertar a consciência nas horas de sono. Nos instantes em que nosso corpo físico descansa, a consciência move-se no mundo astral ou mundo de KA, como diriam os antigos Egípcios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à mantralização, a sábia combinação de algumas letras entoadas com harmonia e concentração, esta faz com que zonas do nosso corpo vibrem por ressonância e despertem capacidades que promovem a percepção extra-sensorial.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">As Drogas e o aparelho psíquico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a definição, as drogas são substâncias que ao serem ingeridas pelo corpo produzem alterações em suas funções físicas e também psíquicas. Tais alterações, ao invés de desenvolverem o aparelho psíquico, o degeneram. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas correntes de pensamento imaginam que o efeito das mesmas é sublime, produzem sensações transcendentais, sensibilizam as percepções conscientes, etc., no entanto, as drogas produzem no usuário um estado de psicodelia, ou seja, estado no qual a pessoa se põe em contato com suas percepções mais negativas e infraconscientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais substâncias desatam na psique do usuário percepções que guardam íntima relação com os desejos insatisfeitos, instintos negativos, emoções desregradas, entre outras. São estas as mais baixas expressões da consciência humana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As drogas, tais como a maconha, a cocaína,&nbsp; o álcool, dentre outras, além de causarem dependência, eliminam qualquer possibilidade de conjunção com as práticas citadas anteriormente para o desenvolvimento do homem, visto que destroem fundamentalmente o nosso organismo, principalmente os sistemas endócrino, nervoso e cerebral que se relacionam com o bom funcionamento de nosso aparelho psíquico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Realidade x Subjetividade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui temos as duas faces dos métodos de alterações dos estados psíquicos e, por conseguinte, alterações da percepção humana: de um lado estão as técnicas milenares de meditação, desdobramento astral e vocalizações; de outro, o uso de drogas e entorpecentes. A primeira conduz à ampliação da capacidade de percepção, a segunda, à redução e distorção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto uma conduz à realidade a outra conduz à subjetividade e alucinação. Uma tonifica o cérebro, sistema nervoso simpático e parassimpático, fortalece o sistema imunológico e desperta capacidades latentes. A outra torna demente a mente sã e degenera os órgãos espantosamente. Em síntese, uma conduz à vida e a outra conduz à morte, incompatíveis pela própria natureza.</p>
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		<title>A Ilusão dos Sentidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2022 12:32:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[ilusão]]></category>
		<category><![CDATA[maya]]></category>
		<category><![CDATA[Mito da Caverna]]></category>
		<category><![CDATA[transformação das impressões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma pergunta frequente assola a mente do inquieto investigador das grandes verdades: “será mesmo real isso que se apresenta diante de mim?” Ou “coincidirá com a verdade isso que meus sentidos conseguem perceber?” Essa perturbadora indagação tem motivado os mais nobres pensadores e os mais transcendentes espiritualistas. O Mito da Caverna Platão, referência exponencial da [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2022/04/12/a-ilusao-dos-sentidos/">A Ilusão dos Sentidos</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma pergunta frequente assola a mente do inquieto investigador das grandes verdades: “será mesmo real isso que se apresenta diante de mim?” Ou “coincidirá com a verdade isso que meus sentidos conseguem perceber?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa perturbadora indagação tem motivado os mais nobres pensadores e os mais transcendentes espiritualistas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Mito da Caverna</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Platão, referência exponencial da filosofia, relatando o diálogo entre Sócrates e Glauco, em seu mito da caverna, talvez tenha sido aquele que mais esmiuçadamente procurou instruir sobre a questão; alegorizando-a neste conto em que prisioneiros, por gerações encarcerados em uma caverna, acorrentados e voltados para o fundo da mesma não viam mais que as sombras do mundo exterior projetadas na parede do fundo dessa sua prisão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como não conheciam outra coisa, tomavam as sombras como realidade, a projeção dos objetos por eles próprios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, não apenas ele o fez, os hindus usam o termo Maya, que significa Ilusão, formas mentais que cedo ou tarde se dissiparão, para designar a esse mundo em que se vive.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por que grandes seres, grandes culturas, distantes em local e época, ainda que de diferentes maneiras, procuram passar essa mesma mensagem? Coincidência!? O autêntico investigador não se satisfaria com essa resposta!</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo da visão, sentido que para a maioria das pessoas significa aproximadamente 70% da forma de se perceber o mundo, realmente vale a pena ser analisado para ilustrar melhor a questão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando nosso olhar se volta para uma mesa, por exemplo, não poderíamos dizer que a mesa está dentro do nosso cérebro, mas a imagem da mesa sim está.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas isso são apenas trivialidades para ilustrar e fazer entender o conceito de algo muito mais abrangente e mais prático que é o ponto central: o real para nós são as impressões que obtemos do mundo exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Citando Emanuel Kant, grande filósofo alemão: “A coisa em si, ninguém vê!”; já que não são “as coisas” que adentram a nossa mente, mas sim&nbsp;as impressões delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida de uma pessoa em si é uma sucessão de impressões, e não algo físico de tipo exclusivamente material, já que a realidade da vida são suas impressões. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, se a vida chega até nós através de impressões, é aí que está a possibilidade de trabalhar sobre nós mesmos transformando nossa realidade para melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas que interesse há em transformar as impressões de um objeto como uma mesa ou a cor em que ela se apresenta? Obviamente, esses são tipos de impressões neutras que não demandariam maior esforço de nossa parte. Mas o que dizer das palavras de um insultador? Assim como no primeiro caso essas palavras não passam de impressões, mas essas sim seriam interessantes de serem transformadas, correto? </p>



<h2 class="wp-block-heading">Transformação das Impressões</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vejamos que as palavras são como são, estas em si, não é o que pretendemos transformar e nem estaria ao nosso alcance, mas as impressões que elas causam em nosso interior sim podemos transformar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas como fazê-lo? Através da compreensão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, percebendo que as palavras de um insultador não têm mais valor do que aquele dado pelo insultado, se este não lhes dá valor, tais palavras ficam como um cheque sem fundos. Uma máxima diz: “não somos mais porque nos elogiam nem menos porque nos vituperam”. Dessa forma, nem as impressões de críticas nem as de elogios deveriam nos abalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda impressão em nós causa algum tipo de reação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao obtermos a impressão visual de um objeto, nossa mente reage atribuindo características ao mesmo: é de tal formato, de tal cor, serve para tal finalidade, etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao recebermos as impressões auditivas de um insulto também existe uma reação, talvez insultar de volta ou talvez guardar uma mágoa, etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao receber a impressão de uma atraente pessoa do sexo oposto e não transformá-la adequadamente, pode-se reagir com luxúria ou inconveniência, incorrendo em uma cena constrangedora, de ciúmes, adultério, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As reações podem ser trabalhadas, mas esse já seria um segundo momento, mais interessante seria que essas impressões fossem trabalhadas e transformadas em algo melhor já no momento de sua entrada, evitando assim reações de tipo negativo e suas nefastas conseqüências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível transformar ou digerir essas impressões no momento que adentram em nós conhecendo e manejando sabiamente o que em nós é capaz de fazê-lo: nosso aparato psíquico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como os alimentos sólidos e líquidos ao adentrar a nosso organismo passam por uma transformação no estômago e demais órgãos do aparato digestivo, assim como o ar é processado em nossos pulmões, também as impressões têm seu local para serem transformadas, esse é o nosso cérebro, assento da mente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, no controle de nossos processos mentais, poderíamos encaminhar as impressões de um insulto para o intelecto e não para o emocional, transformando racionalmente as impressões das palavras de um insultador em compreensão para com ele se suas palavras não são verdadeiras ou em agradecimento por nos alertar de um defeito que não havíamos percebido. Livrando-nos, com isso, de reações instintivas e emocionais descontroladas. Aí então poderíamos, inclusive, compreender e praticar aquele grande postulado: “receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E assim para inúmeras situações da vida cotidiana, de todo modo, guiando nossa vida de maneira mais equilibrada e compreensiva, no tangente a todo tipo de evento e suas respectivas impressões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Gnosis estuda amplamente o desenvolvimento da consciência e a influência e utilização da mesma para essa finalidade e outras mais, onde se passa a educar seus sentidos, perceber o real da vida, mais além do que ditam as convenções de uma sociedade prisioneira convicta de seus sentidos limitados, vislumbrando um mundo novo de sons e de matizes, sabedoria, compreensão e regozijo da verdade, mais além da ilusão da mecânica rotineira.</p>
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		<title>Idiossincrasia, leme das existências humanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jan 2022 18:43:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Impressões]]></category>
		<category><![CDATA[Real]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É de vital importância, para definirmos o curso de nossas vidas, saber quais as bases sobre as quais se fundamentam nossa idiossincrasia particular. Independentemente do ímpeto, natureza, particularidade, de cada pessoa, existe a sua idiossincrasia. É justamente de acordo a esta que tomamos as decisões as quais norteiam o rumo de nossas existências. Conhecer a [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/photoshop-2845779__480.jpg" alt="curso de gnosis" class="wp-image-473" width="541" height="360" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/photoshop-2845779__480.jpg 721w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/photoshop-2845779__480-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 541px) 100vw, 541px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">É de vital importância, para definirmos o curso de nossas vidas, saber quais as bases sobre as quais se fundamentam nossa idiossincrasia particular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente do ímpeto, natureza, particularidade, de cada pessoa, existe a sua idiossincrasia. É justamente de acordo a esta que tomamos as decisões as quais norteiam o rumo de nossas existências. Conhecer a idiossincrasia particular de cada pessoa é retomar o leme de nossas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo da idiossincrasia nos remete ao estudo da formação do conceito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os conceitos são frutos de análises intelectuais que buscam definir percepções oriundas de um conjunto de impressões recebidas pelo aparelho psíquico.</p>



<h3 class="wp-block-heading">As impressões e os Cinco Sentidos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as impressões, afirma Samael Aun Weor: <em>“Toda impressão é uma mudança elementar no estado da psique”</em>, em sua obra <em><a href="https://ageacac.org.br/livros-gnosticos-samael-aun-weor/">O Matrimônio Perfeito</a></em>. Somente se percebe o doce porque surge o amargo, se não houvesse a mudança elementar do doce para o amargo no estado da psique não haveria nenhuma impressão captada pelo sistema gustativo, nem do doce nem do amargo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As impressões são a matéria-prima para a formação do Universo psíquico que para nós constitui a realidade, o real, distinto para as diferentes pessoas, porém é o mesmo para os Homens Autênticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das impressões surgem as percepções. As associações entre as impressões, dirigidas pelas necessidades orgânicas, anímicas e espirituais do Ser Humano criam as percepções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Real, para cada pessoa, está no que se é capaz de perceber diretamente e na tentativa de transmitir esta realidade através da linguagem verbal surge o conceito.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Os Conceitos</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="349" height="235" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/3d-rendering-brain-260nw-1031892406-e1590515645806.jpg" alt="Intelecto - Educação Fundamental" class="wp-image-466" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/3d-rendering-brain-260nw-1031892406-e1590515645806.jpg 349w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/3d-rendering-brain-260nw-1031892406-e1590515645806-300x202.jpg 300w" sizes="(max-width: 349px) 100vw, 349px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Conceito e percepção são coisas diferentes. Uma percepção leva à formação de um conceito, porém nem todo o conceito é formado em base às percepções diretas. Os conceitos que não são frutos de percepções diretas são falsos, ou seja, falsos conceitos. Toda premissa, preceito moral, lei, dogma ou fundamento, por mais verdadeiro que seja, se o indivíduo não compreendê-lo profundamente converte-se em um falso conceito, que enfermará a sua idiossincrasia, gerando todo tipo de conflito psicológico imaginável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto cêntrico da questão está no fato de que o indivíduo tende a se orientar embasado em falsos conceitos, frutos de articulações intelectuais que em nada estão sustentadas por percepções próprias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muito mais valeria eliminar todos os falsos conceitos que carregamos e trabalhar para desenvolver o aparelho psíquico, tornando-o capaz de perceber as mais sutis impressões oriundas do universo. O Desenvolvimento do aparelho psíquico se dá pela prática voluntária da Gnosis, que pode ser evidenciada em todas as culturas serpentinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal experiência conduz o indivíduo, inevitavelmente, a uma super-dinâmica psíquica, projetando-o ao processo genésico que o conduzirá à sua transformação completa, mais precisamente, à Auto-realização Íntima do Ser.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Queima teus livros e branqueia o latão”</em></p><cite>antiga premissa alquimista</cite></blockquote>
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		<title>O Nível de Ser</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Sep 2021 19:20:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Nível de Ser]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Exterior é o reflexo do Interior. Nós manifestamos em nossos atos ou em nosso comportamento aquilo que temos dentro de nós. Podemos dizer que toda pessoa percorre dois caminhos em sua vida: um horizontal e outro vertical. O caminho horizontal é o caminho da vida, que todos percorremos, com o nascimento, crescimento, com os [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Exterior é o reflexo do Interior. Nós manifestamos em nossos atos ou em nosso comportamento aquilo que temos dentro de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos dizer que toda pessoa percorre dois caminhos em sua vida: um horizontal e outro vertical. O caminho horizontal é o caminho da vida, que todos percorremos, com o nascimento, crescimento, com os estudos, as diferentes etapas da vida, até que nos chega um dia a morte. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o caminho “horizontal” porque nele não há subidas e nem descidas, pois para a vida tanto faz se temos uma mansão ou um chalé, se somos ricos ou miseráveis, pois a vida se manifesta da mesma forma tanto no alto magnata quanto no mendigo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo que conquistamos neste caminho horizontal é emprestado, pois a vida nos dá uma família, uma casa, uma profissão, uma posição social, etc., porém tudo é emprestado, pois tudo temos que devolver no dia em que morremos. Nada levamos deste Caminho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o caminho vertical é diferente. Neste caminho há grandes transformações em todo momento, pois sempre somos o resultado de nossas experiências e podemos dizer que todos os dias nós somos uma pessoa diferente, pois através dessas experiências aprendemos algo e nos tornamos melhores ou piores do que éramos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste caminho tudo está em constante movimento, ou estamos subindo ou estamos descendo e isso equivale a nos tornarmos melhores ou piores com relação ao que somos. No caminho vertical estão os distintos níveis de Ser, que determinam o grau em que ele se manifestará em nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos nós possuímos dentro de nós um princípio divino. Este é o nosso Real Ser. Nossa Essência é tão somente uma fagulha deste Ser.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">A Escada Maravilhosa</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos comparar o nível de Ser a uma escada infinita, com muitos degraus abaixo e muitos degraus acima de nós. O degrau em que estamos corresponde justamente ao grau de Sabedoria que o nosso Ser pode manifestar em nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que determina o degrau em que nos encontramos nesta escada? São os defeitos psicológicos que manifestamos: nossos maus costumes, vícios, manias, etc.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro de cada pessoa, em seu país psicológico, existe todo tipo de “eus”, porém muitos não se manifestam porque a personalidade não permite. Por consequência, nós acreditamos que não temos esses defeitos, porque estão no lado oculto de nossa psicologia, no nosso inconsciente.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="640" height="457" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/09/woman-3092412_640.jpg" alt="nível de ser ageacac gnosis" class="wp-image-2075" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/09/woman-3092412_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/09/woman-3092412_640-300x214.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Poderíamos colocar todas as pessoas nesta escada do nível de Ser. Obviamente haverá pessoas abaixo de nós, porque manifestam eus mais grotescos, assim como haverá pessoas com um nível de Ser mais elevado, porque não atuam com certos defeitos ou “eus” que nós atuamos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o nível de Ser é o reflexo do que interiormente levamos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ser e Saber: relação entre a Intelecção e o Nível de Ser&nbsp;</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É muito comum uma pessoa se sentir superior a outras devido ao seu conhecimento intelectual, porém isso não tem relação com os níveis de Ser. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há muitos eruditos com uma excelente cultura que se encontram muito embaixo nesta escada e em compensação, há simples camponeses e analfabetos que estão em degraus muito elevados. Isso porque o importante neste caso é Ser e não o Saber. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há muitas pessoas também que se crêem muito espiritualizadas porque leram muitos livros de muitos autores, ou sabem a Bíblia de cor, etc., porém basta serem contrariados para se portarem como um animal selvagem e isso mostra que possuem um nível de Ser muito baixo; por conseqüência, quem possui um nível de Ser baixo, ainda que possua muita cultura, possui pouca Sabedoria, pois a Sabedoria quem dá é o Ser, conforme possa se manifestar em nós, conforme esteja próximo da pessoa.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A Didática da Sabedoria</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mudar o nível de Ser é o necessário para adquirir Sabedoria e isso implica em ter que eliminar os defeitos de caráter que nos definem. Esse conjunto de defeitos que nos caracterizam precisam ser identificados e estudados, pois não podemos mudar o que não conhecemos. O primeiro passo para passar ao degrau seguinte é saber o degrau em que nos encontramos.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/09/athens-art-school-1143741_12801.jpg" alt="nível de ser ageacac gnosis autoconhecimento" class="wp-image-2076" width="430" height="605" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/09/athens-art-school-1143741_12801.jpg 573w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/09/athens-art-school-1143741_12801-213x300.jpg 213w" sizes="auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, é preciso estudar quem nós somos, o que pensamos, o que sentimos, quais são nossos hábitos, sonhos, desejos, etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um destes “eus” que nos caracteriza, devido a ser uma pessoa que habita em nosso país psicológico, possui toda uma psicologia pessoal: possui uma forma de pensar (e nos leva a pensar daquela forma), possui uma forma de ver o mundo, possui certas rotinas, etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, mediante a observação e a auto-observação, podemos perceber que temos as mesmas reações frente aos mesmos eventos e é a partir daí que podemos iniciar a nossa mudança interior, mudando o que mais se manifesta em nós, o que é mais repetitivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho de mudança do nível de Ser necessita de seriedade e de uma continuidade de propósitos muito grande. Porém este é um trabalho que nos traz grandes recompensas, grandes benefícios, pois assim vamos caminhando rumo ao Ser.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para elevar-nos nesta escada é necessário que nos proponhamos a toda hora e momento a conhecer-nos melhor e a dedicar-nos, com sinceridade conosco mesmos, a corrigir nossos defeitos, manias, vícios, maus costumes, etc., que caracterizam o nosso nível de Ser.</p>
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		<title>Afinidades Psicológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Aug 2021 01:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[afinidades]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[harmonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São as Afinidades Psicológicas que nos fazem gostar de alguém sem um motivo aparente ou ainda não suportar a presença de determinado tipo de pessoa ou pessoas, sem que exista um porquê.&#160; Ainda sobre os fenômenos que envolvem a questão, estão as situações nas quais mesmo antes de se ter algum tipo de contato ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">São as <a href="https://ageacac.org.br/2020/08/22/https-ageacac-org-br-2020-08-22-equilibrio-biopsiquico/">Afinidades Psicológicas</a> que nos fazem gostar de alguém sem um motivo aparente ou ainda não suportar a presença de determinado tipo de pessoa ou pessoas, sem que exista um porquê.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="377" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/universe-2736507_640.jpg" alt="" class="wp-image-2020" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/universe-2736507_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/universe-2736507_640-300x177.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda sobre os fenômenos que envolvem a questão, estão as situações nas quais mesmo antes de se ter algum tipo de contato ou conversa com uma pessoa que se acaba de conhecer, ou seja, apenas com uma primeira impressão, já existe um posicionamento favorável ou contrário em relação a ela.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Simpatia e Antipatia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">As Afinidades Psicológicas fazem parte de um conjunto de processos psíquicos involuntários e inconscientes, ou seja, não percebemos tais fenômenos ocorrendo ainda que determinem grande parte de nosso comportamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande responsável por tais processos é o estado psicológico do ser humano, que cada dia, de forma mais intensa, perde o controle de sua mente e de seus processos mentais em virtude da identificação com o mundo e com as circunstâncias de todos os tipos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada pensamento emitido por nós gera uma determinada onda no espaço, a qual é propagada, gerando uma vibração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta vibração cria uma atmosfera ao redor da pessoa, que é o que a caracteriza e, por afinidade vibratória, faz com que os indivíduos busquem se relacionar uns com os outros, movidos por uma força invisível que se chama “afinidade”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="426" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/contemplating-4273865_640.jpg" alt="afinidade psicológica" class="wp-image-2019" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/contemplating-4273865_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/contemplating-4273865_640-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Isto é muito fácil perceber em nossa sociedade: os amantes das festas gostam de conversar e conviver com pessoas que têm os mesmos gostos e forma de pensar; o mesmo ocorre com todos os tipos de pessoas, tais como músicos, artistas, políticos, religiosos, desportistas, etc.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma atraímos ou repelimos situações, pessoas e eventos ao longo da vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos sintetizar em um provérbio da sabedoria popular: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Me diga com quem andas e te direi quem és.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Pois as relações que possui uma pessoa são a exteriorização da sua forma de pensar, sentir e agir em sua vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalizamos com uma frase do grande sábio Hermes Trismegisto: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Assim como é em cima é embaixo, assim como é dentro é fora, assim como é no macrocosmo é no microcosmo homem.</p></blockquote>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2021/08/25/afinidades-psicologicas/">Afinidades Psicológicas</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
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		<title>Fracos ou Fortes: O Dualismo Universal</title>
		<link>https://ageacac.org.br/2020/09/29/fracos-ou-fortes-o-dualismo-universal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 01:43:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[mudança radical]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É possível observar que tudo no universo pode ser submetido a uma análise dual. Há a luz e as trevas, o bem e o mal, as pessoas sempre se classificam em um grupo ou em outro, como certas ou erradas, como ricas ou pobres. A mente humana se caracteriza por trabalhar entre a tese e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É possível observar que tudo no universo pode ser submetido a uma análise dual.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="426" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640.jpg" alt="Curso de Gnosis AGEACAC" class="wp-image-203" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Há a luz e as trevas, o bem e o mal, as pessoas sempre se classificam em um grupo ou em outro, como certas ou erradas, como ricas ou pobres. A mente humana se caracteriza por trabalhar entre a tese e a antítese, está sempre ocupada em classificar as coisas e as pessoas. O perigo está na interpretação distorcida que cada indivíduo dá a estes dois lados. Raramente consegue vislumbrar que são dois lados de uma mesma moeda, ou seja, a realidade é uma só, porém é possível sempre vê-la sob dois aspectos, que não são opostos, mas sim complementares. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Ser forte ou fraco, é uma escolha feita frente a cada circunstância</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo desse princípio temos que um indivíduo opta por ser forte ou fraco. O que vem a ser forte? Temos diversos estereótipos para designar uma pessoa forte. O super-herói, a pessoa rica que pode tudo (ou quase tudo), o guerreiro, entre outros. Estes são alguns dos clichês mais conhecidos de força. A psicologia gnóstica define que cada um tem a opção de ser forte ou fraco, é uma escolha feita frente a cada circunstância que a vida apresenta. Não se trata de atributos genótipos ou fenótipos, a verdadeira força vem de uma definição psicológica. É equivocada em sua origem a máxima de que o homem que domina aos demais é forte, de que aquele que impõe sua vontade a outrem é forte.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2017/09/11/14/11/fisherman-2739115__340.jpg" alt="Pescador, Barco De Pesca, Barco, Pesca"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">A verdadeira força vem do domínio de si mesmo, do desenvolvimento de uma vontade férrea. Assim, forte é aquele que é capaz de calar-se frente a um insulto ou uma agressão, que é capaz de não reacionar diante das contrariedades do diário viver, que desenvolve uma disciplina através de um trabalho psicológico sobre si mesmo, de forma consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fraqueza que muitos supõem ser de caráter meramente físico e perceptível a olho nu, se submetida a uma análise mais profunda, encontramos suas raízes no medo, na dependência psicológica, no sentimentalismo, etc. O fraco não é aquele que se submete a vontade do outro, mas sim aquele que não tem consciência do que se é, de onde se está, do que está fazendo: esta é a verdadeira fraqueza. Ela reside na mecanicidade, na falta de autoconhecimento e, consequentemente, autocontrole. O verdadeiro sábio é forte porque compreende todas as coisas do universo, sem a necessidade de mudar absolutamente nada, a não ser a si próprio. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Quem se torna forte se torna livre</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2016/11/03/13/42/meditation-1794292__340.jpg" alt="Meditação, Meditando, Mãos, Budismo"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Todo aquele que se torna forte, consequentemente se torna livre, não pode mais ser manipulado pela mídia, pela política, pela economia, pela família, por amigos ou qualquer outro tipo de sistema. Talvez por isso insistam tanto em difundir um falso conceito do que é força, para que as massas permaneçam fracas e manipuláveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tornar-se forte é algo que se dá pela emancipação da vontade, que só é possível mediante o processo denominado de <strong>morte psicológica,</strong> que nada mais é do que a eliminação dos defeitos que o ser humano leva em seu interior e que são a causa de tanto sofrimento e de toda sua fraqueza.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As civilizações antigas nos deixaram um legado muito rico que exemplifica bem isso que é ser forte e fazer-se um triunfador. Na saga do Bhagavad Gita, o guerreiro Arjuna tem de travar uma grande batalha de vida ou morte contra seus próprios parentes (simbolismo daquilo que ele mais ama) para que possa fazer-se verdadeiramente forte. Esse grande exército contra o qual Arjuna luta, orientado por Krishna (simbolismo da consciência do guerreiro), simboliza a multidão de defeitos psicológicos que prendem Arjuna a dura rocha das paixões humanas, causa primordial da sua fraqueza.&nbsp; Segundo o Bhagavad Gita, a verdadeira força reside em tornar-se senhor de si mesmo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquele que se torna forte triunfa sobre sua natureza animal, triunfa sobre si próprio. O triunfo se reveste de três fases:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Escolha;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Mudança; e</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Decisão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2018/01/21/09/58/bullying-3096216__340.jpg" alt="Mulher, mentira, censura"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>escolha</strong> cabe a cada um, de instante em instante, no dia a dia. É possível escolher entre ser forte, disciplinado, ter uma conduta reta, agindo contra os seus próprios defeitos psicológicos, ou ser fraco, dando vazão às baixas paixões, medos, traumas, preconceitos, orgulho, ira, ódio, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem fraco é negligente, ele negligencia a si próprio com um comportamento displicente e mecanicista, a partir da observação desse comportamento pode partir a uma reparação voluntária na sua conduta, a <strong>mudança. </strong>Para que não se retome o estado anterior de negligência é imprescindível uma <strong>decisão</strong> firme de permanecer forte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, se a pessoa está acostumada a mentir. Fazendo uma análise ela descobre que essa mentira é uma fraqueza, ela mente para ser aceita pelos demais, ou seja, mente por medo da rejeição; ou mente para ganhar dinheiro – medo de passar necessidades; ou mente para não ser humilhada – medo da humilhação, etc. Ao detectar esse comportamento ela resolve que quer fazer-se forte e vencer a mentira, portanto já deu o primeiro passo, fez a <strong>escolha</strong>.<strong> </strong>O segundo passo é efetuar a mudança e parar de mentir custe o que custar. Já o terceiro passo, consiste em manter esse comportamento e não voltar mais a mentir, aconteça o que acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale relembrar as célebres palavras de Sócrates, quando já era um grande filósofo e mestre, para surpresa de seus discípulos exclamou: “Só sei que nada sei”. Tal afirmação advém de uma compreensão profunda, de uma grande fortaleza para se assumir como um indivíduo ignorante diante da imensidão do universo. Já não se incomoda em parecer fraco, pois para ele o dualismo deixa de existir e tudo passa a ser um. Aprende a utilizar o intelecto como uma ferramenta e não como um fim em si mesmo. Fortalecer conceitos de nada vale na psicologia experimental gnóstica, tudo se reduz à busca de conhecer-se e transformar-se, fazendo-se forte a alma, a dualidade converte-se em unidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Os Dois Mundos</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2020 19:38:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Mito da Caverna]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo das Relações]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Interior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que nascemos somos participantes de uma peça sem limites. Ao mesmo tempo expectadores e atores do que chamamos de realidade e fantasia. Realidade é o que vemos e experimentamos, o chamado mundo exterior. Fantasia é o que frequentemente associamos ao nosso mundo interior. Mas o que são estes dois mundos, e qual é real? [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Desde que nascemos somos participantes de uma peça sem limites. Ao mesmo tempo expectadores e atores do que chamamos de realidade e fantasia. Realidade é o que vemos e experimentamos, o chamado mundo exterior. Fantasia é o que frequentemente associamos ao nosso mundo interior. Mas o que são estes dois mundos, e qual é real? Existe algum que seja “faz-de-conta”?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder a isso podemos citar o Mito da Caverna, onde Platão, de maneira bastante racional, lógica e sistemática, demonstra que a realidade não é aquilo que aparentemente percebemos através de nossos cinco sentidos ordinários, por serem muito limitados para a obtenção da sabedoria, mas sim que através de percepções mais sensíveis, ela, a Verdade, se desvenda ante nossa realidade, tornando-<br>se palpável e real. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/drama-312318_640.png" alt="dois mundos, mito da caverna" class="wp-image-405" width="412" height="372" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/drama-312318_640.png 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/drama-312318_640-300x271.png 300w" sizes="auto, (max-width: 412px) 100vw, 412px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Então, dos dois mundos, só nos interessa o interior?</strong> Errado! Cada qual tem suas características e seus objetivos, por isso existem dois, e não apenas um. Andar de maneira equilibrada nos dois mundos é fundamental. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo exterior nos confere o conhecimento das coisas da matéria, por meio dos cinco sentidos. Isso nos ajuda a saber, compreender o que nos rodeia e seu devido objetivo no criado. Já o mundo interior é o mundo de nosso país psicológico, onde temos nossas experiências com a dor, com a alegria, com a tristeza, com as emoções e pensamentos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo o que acontece no mundo exterior – uma ação – é um reflexo do mundo interior, ou seja, antes de ser uma ação concreta no mundo das formas, essa foi antes um  pensamento e uma emoção, até se criar de fato por um impulso. Como diz a psicologia: “Somos o que pensamos, sentimos e fazemos”. Logo, estes dois mundos estão sempre intimamente interligados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ao observar nossas ações, podemos evocar o que as provocou dentro de nosso mundo interior. Ao aprender a observar o mundo exterior e o mundo interior, vivendo de forma simultânea nos dois mundos, e tendo encontrado as suas devidas relações, ter-se-á uma matéria bastante ampla a respeito de nós mesmos, o suficiente para poder desvendar quem somos e para que vivemos, descobrindo nosso real objetivo nesta vida e termos, assim, acesso à sabedoria, tal como os grandes iluminados da humanidade que por si só desvendaram os mistérios. </p>
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