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	<title>Arquivo de Religião - AGEACAC</title>
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	<description>Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência</description>
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	<title>Arquivo de Religião - AGEACAC</title>
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		<title>As Vestais: Interpretações do Feminino</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Aug 2023 18:39:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antigas Civilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Eterno Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O objetivo desse breve estudo sobre as vestais é entender a importância da representação feminina nas antigas culturas, especialmente na cultura greco-romana. As mulheres naquele contexto ocupavam um papel determinante na organização do lar, bem como na religião, educação e organização social daqueles povos. Abordaremos especificamente a função das Vestais na antiga Roma, resgatando sua [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image alignright size-medium"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="294" height="300" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image-294x300.png" alt="" class="wp-image-3373" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image-294x300.png 294w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image.png 505w" sizes="(max-width: 294px) 100vw, 294px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo desse breve estudo sobre as vestais é entender a importância da representação feminina nas antigas culturas, especialmente na cultura greco-romana. As mulheres naquele contexto ocupavam um papel determinante na organização do lar, bem como na religião, educação e organização social daqueles povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abordaremos especificamente a função das Vestais na antiga Roma, resgatando sua importância para que, de alguma forma, possamos nos inspirar nessas antigas culturas promovendo reflexões sobre o papel da mulher atualmente, contudo sem perder de vista a essência da natureza do Feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as <a href="https://ageacac.org.br/category/antigas-civilizacoes/">grandes civilizações</a> preservaram a imagem do feminino, pois a base de uma sociedade está na educação que se destina às mulheres por natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aspecto feminino aparece sob várias manifestações: a grande Mãe, a Mãe natureza que doa e mantêm a vida: Ram-IO, Deméter, Maia, Hathor, Nut; a mulher como guerreira: Athena; &nbsp;e finalmente, o objetivo de nosso estudo é falar sobre o aspecto da mulher como sacerdotisa: Héstia, Vesta, Ísis, Maria Madalena.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vestais Sacerdotisas</h2>



<figure class="wp-block-image alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1.png" alt="vestais, damas gnósticas" class="wp-image-1821" style="object-fit:contain;width:341px;height:341px" width="341" height="341"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As Vestais da antiga Roma serviam a Deusa Vesta uma deusa que personifica o fogo sagrado, representado pela&nbsp;<em>pira</em>&nbsp;doméstica e também pela cidade. Corresponde a Deusa Héstia dos gregos, embora também fosse associada a Agni dos Hindus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres&nbsp;Vestais que serviam a Deusa seguiam uma conduta rígida, deviam permanecer Virgens imaculadas; lembrando que, essa virgindade assume um caráter de castidade, mulheres que sabiam manejar sua energia, e serviam a Deusa orientando os iniciados nos Mistérios do Fogo daquela época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente que, a simbologia da manutenção do fogo é o ponto central, esse fogo que simboliza a energia sexual, a capacidade criadora que reside no ser humano e que naturalmente a mulher deve guardar e zelar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como citado em todas as religiões que tinham sua raiz na revolução da consciência souberam instruir suas sacerdotisas para o manejo do fogo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Simbologia</h2>



<figure class="wp-block-image alignright is-resized"><img decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-2.png" alt="" class="wp-image-1822" style="object-fit:cover;width:447px;height:335px" width="447" height="335"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A &nbsp;simbologia é ampla: desde as coisas mais simples como tradições passadas de mãe para a filha. Por exemplo, na Grécia toda casa que se preze tinha uma lareira ao centro esta que era manejada apenas pela mulher, quando a filha saía de casa para formar um novo lar a mãe acendia uma tocha proveniente daquela chama da lareira e entregava a sua filha para que acendesse sua própria lareira. Isso demonstra como as tradições antigas valorizavam e significavam esse culto ao fogo doméstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as Vestais eram responsáveis por algo basilar que é a própria referência ao lar – lareira, esse fogo doméstico, que justamente se localiza no centro que é de onde emana todas as coisas: o centro luminoso, vertical, transmutador. Os romanos compreendiam a necessidade de ter&nbsp; um centro que emana, uma base fundamental que pudesse conservar esse espírito em torno do qual tudo se constrói. É de suma importância não perder o contato com o centro que nos dá a sustentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher é a provedora do amor e da luz, o eixo fundamental de onde todas as outras coisas emanam, o reflexo vivo de emoções e condutas. Aquela que guarda a memória do porquê, a educadora, a que vela o sagrado; o elemento terreno e fixador, o próprio umbigo. A lembrança da nossa vida uterina, da nossa gestação, da nossa origem.</p>



<figure class="wp-block-image alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-3.png" alt="" class="wp-image-1823" style="width:336px;height:273px" width="336" height="273"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre outros símbolos associados a essa deusa, podemos citar a colheita da primavera,&nbsp; onde os Romanos ofereciam os primeiros grãos e frutos&nbsp;à&nbsp;<em>Vesta</em>; essa oferta deu origem a um festival tradicional conhecido como&nbsp;<em>Vestália</em>. Havia a associação à fertilidade e a capacidade criadora de fecundação que ela simbolizava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o animal associado a deusa era o asno que representa nesse contexto as debilidades, fragilidades humanas e a ignorância. Por isso, nesse festival as Vestais adornavam esses animais com guirlandas de flores, simbolizando as virtudes possíveis no desenvolvimento do homem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Valor do Eterno Feminino</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Interpretar os símbolos relacionados ao sagrado feminino nos relembra a função natural e divina que a mulher cumpre, dentro de si, dentro do lar e dentro da sociedade. Portanto, conservar o espírito em torno do qual tudo se constrói é preservar as raízes dos ensinamentos milenares, ou seja, preservar a mulher é manter a memória de um povo sempre pulsando, trazendo consciência, luz e entendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perder o contato com a mulher ou banalizar sua relevância é jogar fora os ensinamentos mais preciosos, é mecanizar as ações perdendo, portanto, sua consciência de ação.</p>



<figure class="wp-block-image alignright"><img decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-4.png" alt="" class="wp-image-1824"/></figure>
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		<title>Davi e Golias, de Caravaggio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 17:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[caravaggio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente o embate épico de Davi e Golias ainda inspira metáforas para a façanha do êxito do menor ou aparentemente mais fraco sobre o maior e por isso tido como mais poderoso, porém no passado foi motivo de uma das mais notáveis obras do pintor barroco Michelangelo Mersi (1571-1610), mais conhecido como Caravaggio, sendo o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Atualmente o embate épico de Davi e Golias ainda inspira metáforas para a façanha do êxito do menor ou aparentemente mais fraco sobre o maior e por isso tido como mais poderoso, porém no passado foi motivo de uma das mais notáveis obras do pintor barroco Michelangelo Mersi (1571-1610), mais conhecido como Caravaggio, sendo o objeto de estudo do presente artigo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Davi e Golias, a História</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A história de Davi e Golias contida na Bíblia Hebraica narra a decisão do impasse entre os exércitos dos filisteus e dos israelitas com um único duelo entre seus representantes. De um lado Golias de Gate, um gigante de proporções e força descomunal devidamente trajado e armado, de outro o pequeno pastor Davi que escolhe como armas seu cajado, uma funda e 5 pedregulhos de riacho. Golias, certo de sua vitória, desafia a todos e zomba arrogantemente de Davi , no entanto, o jovem franzino surpreende lançando uma pedra com sua funda e atingindo Golias na testa, região vulnerável onde o elmo de bronze não o protegia, logo corre até o guerreiro caído em terra e o decapita usando a espada que até então pertencia ao próprio gigante. Foi justamente esse ápice o momento captado por Caravaggio em “Davi com a cabeça de Golias”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Davi, a mais comum das pessoas. Golias, o retrato do mim mesmo.</h2>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image.png" alt="Davi e Golias, Caravaggio" class="wp-image-3363" width="399" height="450" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image.png 532w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-266x300.png 266w" sizes="auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No quadro, o pintor utilizou as características de seu estilo, o jogo de contrastes claro-escuro e a iluminação não uniforme que conferem à cena uma maior dramaticidade e realismo, o qual também é observado nas feições comuns de Davi, que não é representado em uma forma etérea ou divina e sim como se fosse um menino das ruas italianas. Sua expressão pungente não é exatamente a de júbilo de quem acaba de obter uma grande vitória, mas de resignação pelo dever cumprido. Em meio à escuridão, a luz que emana de parte de seu corpo ou que é projetada sobre ele revela na mão direita a reluzente espada, onde se pode ler: <em>“Humilitas occedit superbiam”</em> (A Humildade supera o orgulho), e na mão esquerda a cabeça do gigante com a ferida provocada pela pedra em sua testa, um semblante de dor e a impressão de que ainda tenta arfar. No entanto, o que mais impressiona é que a fisionomia de Golias é em realidade a do próprio Caravaggio acrescida de traços de monstruosidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos críticos de arte tem interpretado essa imagem baseados no próprio drama vivido pelo artista, que atormentado e, literalmente, perseguido por suas contravenções, pinta obras de caráter mais introspectivo e sóbrio durante o período em que se encontra exilado. Como Roma oferecia uma recompensa por sua cabeça, Caravaggio decide entregá-la ele mesmo em troca do perdão papal, porém da forma que melhor sabia fazer, através da pintura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa não é a única obra em que o artista inseriu a si mesmo, podemos visualizá-lo também em “Os músicos”, “Baco”, fugindo em “O Martírio de Mateus”, e ainda retratando-se com rosto feminino em “A cabeça de Medusa”, que assim como em “Davi com a cabeça de Golias” é o autor que personifica a maldade, o que convida a refletir sobre a própria imperfeição tomando a si mesmo como modelo, onde o corajoso, devoto e inspirado Davi-Caravaggio derrota o Golias-Caravaggio criminoso e pecador, através da humildade que supera o orgulho como bem enfatiza a inscrição na espada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre essa obra, o renomado professor de história da arte Simon Schama, disse: “O poder de sua arte é o poder da verdade, não apenas sobre nós mesmo, pois se tivermos uma possibilidade de redenção, ela deve começar pelo reconhecimento de que em nós o Golias compete contra o Davi”, sugerindo que esse mito reflete valores universais como arquétipos da luta do homem por vencer sua natureza inferior, uma batalha de forças travada no universo interior de cada indivíduo entre o oprimido e o opressor, entre a virtude e o vício.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">A heroica façanha íntima, diferentes roupagens de uma Sabedoria Universal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Representar uma gama de defeitos ou erros em uma criatura de aparência monstruosa e de difícil eliminação é algo recorrente nas distintas mitologias antigas. Outras culturas, em diferentes épocas também alegorizaram essa heroica façanha íntima, dentre tantas podemos citar o gigante Balor e seu neto Lugh na cultura celta irlandesa, onde em algumas versões a vitória se dá como em Davi e Golias, com a ajuda de uma espécie de estilingue e uma lança ou espada. Já na mitologia grega podemos encontrar o herói Hércules combatendo a Hidra de Lerna e Perseu derrotando a Medusa, cuja cabeça degolada também foi ilustrada por Caravaggio no exato momento em que a Górgona se vê refletida no escudo do herói e sofre a decapitação em um realismo quase fotográfico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">“&#8230;esse processo de morte de algo para que advenha o novo não se dá de forma amena, isto é, sem dor ou padecimento&#8230;”</h2>



<figure class="wp-block-image alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1.png" alt="Davi e Golias, Caravaggio" class="wp-image-3364" width="356" height="450" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1.png 474w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1-237x300.png 237w" sizes="auto, (max-width: 356px) 100vw, 356px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No próprio Antigo Testamento hebraico, encontra-se outro conto que se assemelha ao do pastor e do gigante, trata-se do drama da viúva Judite que após um longo jejum decide de forma astuta produzir o momento oportuno para degolar o general Holofernes e assim libertar seu povo das investidas do exército assírio. Esse livro inspirou o compositor Antônio Vivaldi a produzir o oratório de música sacra “Juditha Triumphans” e Caravaggio a pintar o quadro “Judite decapitando Holofernes”, interessante observar nesse trabalho que a expressão pungente da mulher judia coincide com a feição desolada de Davi, o que poderia indicar que esse processo de morte de algo para que advenha o novo não se dá de forma amena, isto é, sem dor ou padecimento, algo que se poderia intuir ao ler o Supremo Sacrifício de João Batista, outra decapitação bíblica pintada por Caravaggio ou o sacrifício dos inocentes que Nicolas Flamel deixou gravado nas portas do cemitério de Paris, alegorizando em ambos os casos heróis dispostos a travar esse duro combate. <a href="https://ageacac.org.br/frases-samael-aun-weor/">Samael Aun Weor</a> aclara que o sangue que emana da decapitação é o Fogo que limpa e purifica, e que não deve ser levado ao pé da letra, pois é profundamente simbólico. ( o que explicaria o banho de Siegfried no sangue do dragão Fafner e Hércules ter lavado suas flechas no sangue da Hidra).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta maneira, as mortes retratadas são de tipo psicológico e não físico, sendo que a violência, que pode ser mal interpretada, trata-se na verdade de veemência, a qual demonstra a atitude séria e forte desses misteriosos personagens que através de trabalhos heroicos, lograram extrair de si esse Golias que incita cada pessoa a agir negativamente, obtendo assim o triunfo de Davi sobre essa força que o mantém submergido na ignorância e na incapacidade de decisão.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">A arte superior, uma linguagem para onde as palavras não alcançam</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Davi e Golias pode ser contado em parábolas, mitos, canções, esculturas, porém a forma escolhida por Caravaggio foi a síntese através da arte da pintura, o que possivelmente reflete um momento de sua curta vida, mas que para cada um pode ser expandido para seu universo interior e convertido em reflexão, já que o objetivo da maioria dos mitos, assim como na arte superior, é ensinar através de símbolos, alegorias, analogias filosóficas e imutáveis, converter o imaterial em material, e exprimir uma sabedoria universal encerrada dentro do próprio homem, acessível através da grande realidade do autoconhecimento.</p>
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		<title>Mistérios da “Câmara Nupcial”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2021 01:30:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelhos Apócrifos]]></category>
		<category><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nag Hammadi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há décadas a cultura ocidental vem sendo sacudida em suas crenças religiosas com as descobertas sucessivas de papiros e escrituras dos primórdios cristãos. A descoberta dos códices de Nag Hammadi (um grupo de textos antigos encontrados em uma urna), no Alto Egito cerca de sessenta anos atrás, provocou alguns debates sobre os fascinantes mistérios do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Há décadas a cultura ocidental vem sendo sacudida em suas crenças religiosas com as descobertas<strong> </strong>sucessivas de papiros e escrituras dos primórdios cristãos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a8/Eg-NagHamadi-map.png" alt="Biblioteca de Nag Hammadi Egito Gnósticos Gnosticismo"/><figcaption>Local da descoberta da biblioteca no Egito. Fonte: Wikipédia</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">A descoberta dos códices de Nag Hammadi (um grupo de textos antigos encontrados em uma urna), no Alto Egito cerca de sessenta anos atrás, provocou alguns debates sobre os fascinantes mistérios do cristianismo primitivo. Uma das questões mais intrigantes para os estudiosos é o mistério do &#8220;sacramento da Câmara Nupcial&#8221;, descrito especificamente no Evangelho de Filipe como um meio para atingir ao Cristo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses mistérios também estão presentes no evangelho &#8220;A Exegese da Alma&#8221; assim como no Evangelho de Tomé, Evangelho dos Egípcios, Hipótese dos Arcontes e muitos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Do céu, o Pai lhe enviou o seu homem, que é o irmão dela, o primogênito. Então o noivo desceu até a noiva (&#8230;) E ela se purificou na câmara nupcial (&#8230;) Pois desde que aquele matrimônio não é como o matrimônio carnal, aqueles que forem ter relações sexuais um com o outro serão satisfeitos com aquela relação sexual. E como sendo uma obrigação, deixarão para trás o aborrecimento do desejo físico e virarão suas faces um do outro[&#8230;] Mas assim que estiverem unidos um com o outro, eles se tornarão uma única vida (&#8230;) Esse matrimônio os colocou juntos novamente e a alma foi unida ao verdadeiro amor dela (&#8230;)&#8221;</em></p>



<h4 class="wp-block-heading">A Exegese da Alma</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das referências explícitas a relações sexuais nos textos de Nag Hammadi, alguns estudiosos insistem em interpretar esses textos com o dogma cristão oficial, vendo o sacramento da Câmara Nupcial como uma união alegórica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo caso, a descoberta de que o cristianismo tem em suas raízes o ato sexual como algo sacro (sagrado e poderoso) e que o próprio Jesus o tenha&nbsp; praticado como um sacramento e um caminho espiritual, ainda que possa soar assustador para muitos de nós é uma evidência que amplia sobremaneira a apreensão da mensagem cristã.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É obvio que em uma sociedade tradicional que foi levada a pensar que o sexo é algo pecaminoso, nada mais conveniente que atribuir a Jesus a condição de celibata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo não é apenas o dogma do sexo como sinônimo de pecado o que não permite-nos uma apreensão de um Jesus como um homem normal. Perceber Jesus como um homem que um dia teria sido como qualquer outro, e que por um trabalho espiritual chegou a Cristificação destruiria uma imagem de Jesus&nbsp; divinal desde a concepção, inumano, intocável e inatingível.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Apocryphon_of_John.jpg" alt="Papiro apócrifo de João" class="wp-image-1456" width="600" height="600" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Apocryphon_of_John.jpg 800w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Apocryphon_of_John-300x300.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Apocryphon_of_John-150x150.jpg 150w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Apocryphon_of_John-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>Papiro contendo o Apócrifo de João,&nbsp;século II. Museu Copta do Cairo. Fonte: Wikipédia.</figcaption></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading">A história do cristianismo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos ainda observar que a datação por carbono 14 indica que alguns códices de Nag Hammadi, como o Evangelho de Tomé, são possivelmente anteriores aos evangelhos canônicos do Novo Testamento, o que significaria dizer que estes evangelhos, censurados pela igreja, podem contar mais sobre o início do cristianismo e toda sua diversidade do que os quatro evangelhos contidos na Bíblia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mary Sharpe, professora da Universidade de Cambridge nos EUA e especialista em Teologia e História das Religiões, em sua tese intitulada <em>“Sexuality and the Sacred in Gnostic Literature”</em>, afirma que o &#8220;sacramento da Câmara Nupcial&#8221;, mencionado nesses evangelhos apócrifos, faz referência sim à união sexual carnal de um casal, mas não como um ritual de fertilidade e muito menos para produzir a prole física.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Amor divinal e segundo nascimento</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Sacramento da Câmara Nupcial parece ser antes de mais nada um segredo, um mistério que mostra uma concepção imaculada do sexo, resultante de um amor divinal. Esta concepção levaria ao tão procurado segundo nascimento do qual Jesus fala a Nicodemos quando o que se nasce é o Cristo Interior, o Filho do homem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Se há uma qualidade oculta no casamente de mácula, o que de mais existe no casamento imaculado é um verdadeiro mistério.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Os mistérios da verdade são revelados, mas em tipo de imagens. A câmara nupcial, entretanto, permanece oculta. É o Sagrado do Sagrado.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Mas os mistérios daquele matrimônio são consumados no dia e na luz. Nem esse dia nem sua luz jamais se põem. Se alguém se tornar um filho da câmara nupcial, ele receberá a luz.&#8221; </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">(Evangelho de Filipe)</p>



<h4 class="wp-block-heading">O poder da criação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais nada, os mistérios da Câmara Nupcial nos relembram o poder de criação que nossa energia sexual possui, pois quando um casal está unido ele tem poder de criar como Deus, e dar vida a outros seres humanos. Os mistérios da Câmara Nupcial indicam que essa energia poderosa deve ser usada também para nosso caminho espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Todos estarão vestidos de luz quando entrarem no mistério do sagrado abraço. Este sagrado abraçar oferece retorno ao estado edênico em que Adão e Eva ainda não tinham sido levados.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">(Evangelho de Filipe)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aparente incompatibilidade existente entre o &#8220;sagrado&#8221; e a &#8220;sexualidade&#8221; estão expressos de uma maneira universal num dualismo que é evidente na maioria dos escritos espirituais e filosóficos. O segredo da união destes dois polos aparentemente opostos em um só ato, nas palavras de Samael Aun Weor: guarda a chave da Auto-realização, o grande tesouro gnóstico escondido no fundo de todas as religiões arcaicas, os mistérios do Maithuna, constituídos na união do homem e da mulher sem mácula.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;É necessário compreender o que são as imaculadas concepções, é necessário saber que só com o Matrimônio Perfeito nasce o Cristo no coração do homem.&#8221; </em></p><cite>Samael Aun Weor</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;É da água e do fogo que a alma e o espírito vieram a vida. É da água, do fogo e da Luz que o filho da câmara nupcial [veio a vida].</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O batismo é o prédio &#8220;sagrado&#8221;. A redenção é o &#8220;sagrado do sagrado&#8221;. O &#8220;sagrado do mais sagrado&#8221; é a câmara nupcial. O batismo inclui a ressurreição e a redenção: a redenção acontece na câmara nupcial.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Aquele que foi ungido possui tudo. Possui a ressurreição, a luz, a cruz e o Espírito Santo. O Pai o ofereceu isso na câmara nupcial.&#8221;</em></p>



<h4 class="wp-block-heading">Trechos do Evangelho de Filipe</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;E havia três que andavam com o Senhor: Maria, sua mãe, sua irmã e Madalena, aquela que era chamada sua companheira.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>E a companheira do Salvador era Maria Madalena. Cristo amou Maria mais do que todos os discípulos, e costumava beijá-la frequentemente na boca. Os demais discípulos se ofendiam com isso e expressaram seu descontentamento. Eles disseram &#8220;Por que você a ama mais do que a nós?&#8221;.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O Salvador respondeu-lhes, &#8220;Por que eu não vos amo como a amo?&#8221;.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Grandes são os mistérios do matrimônio pois sem ele o mundo não existiria.(&#8230;) pense no relacionamento pois ele é sagrado (&#8230;)&#8221;</em>.</p>
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		<title>O Drama Cósmico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2020 15:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Drama Cósmico]]></category>
		<category><![CDATA[Mito Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Solstício]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mito Solar como Síntese das Religiões O Ciclo Anual e o Drama da Existência Nas antigas culturas, observar os ciclos da natureza era indispensável para dar manutenção à vida. Elas compreenderam o sentido místico da natureza, antes de tudo pela presença do Sol. Esse astro fulgurante e cálido foi desde sempre reconhecido como o ‘doador [&#8230;]</p>
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<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Mito Solar como Síntese das Religiões</h3>



<h4 class="wp-block-heading">O Ciclo Anual e o Drama da Existência</h4>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Nas antigas culturas, observar os ciclos da natureza era indispensável para dar manutenção à vida. Elas compreenderam o sentido místico da natureza, antes de tudo pela presença do Sol. Esse astro fulgurante e cálido foi desde sempre reconhecido como o ‘doador de vida’. </p>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Assim como seus raios permitem a vida, ele estava associado ao conhecimento dos mistérios da natureza, tornando-se o símbolo da luta espiritual do homem na sua jornada na Terra. Por essa razão, as grandes culturas descreveram a tarefa de salvação referindo-se diretamente ao Sol, ou a um deus ou herói a Ele associado, de onde surge a noção corrente entre os estudiosos de um Mito Solar como síntese das religiões.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/islamic-3710002_640.jpg" alt="" class="wp-image-699" width="640" height="387" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/islamic-3710002_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/islamic-3710002_640-300x181.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Nas antigas culturas, observar os ciclos da natureza era indispensável para dar manutenção à vida. Elas compreenderam o sentido místico da natureza, antes de tudo pela presença do Sol. Esse astro fulgurante e cálido foi desde sempre reconhecido como o ‘doador de vida’. Assim como seus raios permitem a vida, ele estava associado ao conhecimento dos mistérios da natureza, tornando-se o símbolo da luta espiritual do homem na sua jornada na Terra. Por essa razão, as grandes culturas descreveram a tarefa de salvação referindo-se diretamente ao Sol, ou a um deus ou herói a Ele associado, de onde surge a noção corrente entre os estudiosos de um Mito Solar como síntese das religiões.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Implicações Espirituais do Ano Novo </h4>



<p class="wp-block-paragraph">A divisão do tempo em um ciclo anual tem fortes implicações para a autocompreensão espiritual dos povos, pois lhes permitia repetir simbolicamente o ato da criação. Essas cerimônias incluíam, por exemplo, o confronto cerimonial das forças divinas que presidiram a criação do cosmos. Percebemos que o sentido primitivo do Ano Novo é repetir a passagem do caos à  ordem cósmica.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O Natal Cristão coincide com a comemoração de outras religiões</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="288" height="300" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1-288x300.png" alt="mito solar" class="wp-image-436" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1-288x300.png 288w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1-984x1024.png 984w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1-768x799.png 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/sun-29249_1280-1.png 1230w" sizes="auto, (max-width: 288px) 100vw, 288px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">No amanhecer de nossa civilização – desde a cultura ariana – o princípio do ano e a data natalícia sempre coincidiam. Exatamente porque Natal é um termo que significa nascimento. O Natal Cristão é uma comemoração do nascimento do seu Salvador. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É sabido, porém, que essa data foi escolhida à revelia do texto bíblico, que não menciona dia de nascimento para Jesus. A esse respeito escreveu São Crisóstomo, em 390: “Este dia 25 de dezembro em Roma, acaba de ser escolhido para o dia do nascimento de Jesus, a fim de que os pagãos ocupados com suas cerimônias (as Brumélias, em honra de Baco) deixem que os cristãos celebrem seus próprios ritos sem serem incomodados”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Diz com isso que a data de nascimento do herói cristão coincide com a data em honra ao herói grego. Igualmente, a religião oficial do Império Romano tinha suas celebrações de Ano Novo na mesma data, chamadas Saturnálias.  Era O Dia do Sol Novo, sendo o Sol a divindade máxima, que chegava nesse dia invencível. Essa data não era arbitrária, estava em relação a um acontecimento cósmico preciso: o Solstício de Inverno.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Solstícios e a Criança de Luz </h4>



<p class="wp-block-paragraph">No hemisfério norte, essa data marca o ponto máximo do inverno e o encerramento dessa estação, com as noites mais longas do ano e o clima mais frio. A partir daí, os dias serão gradativamente mais longos, culminando com o Equinócio de Primavera, onde os dias e as noites terão a mesma duração e a partir do qual os dias serão mais longos que as noites. Entre os dias 22, 23 e 24 o Sol fica como que parado na mesma posição de nascimento, donde a palavra solstício (sol + sistere = sol estacionado). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O simbolismo dessa data é o nascimento da “criança de luz” que renasce no momento em que os &#8216;poderes das trevas’ haviam como que triunfado. Isso explica as cerimônias, nos dias que antecedem o Ano Novo, representando um regime noturno, como o aprisionamento da divindade responsável pela criação, ou o apagar e reascender de uma fogueira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a religião romana, a Saturnália expressava o caos com festas libidinosas e a inversão da ordem da sociedade. Está ligado ao fato de que a partir de 21 de dezembro a Terra é regida pela 2 constelação de Capricórnio, regido por Saturno, que de acordo à mitologia e às características zodiacais conhecidas pelos gregos é um signo com traços de obscuridade e relacionado à morte. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.pixabay.com/photo/2018/08/15/13/10/galaxy-3608029_1280.jpg" alt="" width="640" height="460"/></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading">A doutrina Persa influencia Roma</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Nascimento do Sol Invencível em Roma tem suas origens no culto religioso da Pérsia, no Deus salvador Mitra, guerreiro invencível, com nascimento celebrado igualmente em 25 de dezembro. Aparece às vezes como condutor, às vezes como enviado do Sol. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme sua natureza divina empreendia uma luta contra as trevas do mundo. Havia nascido numa caverna, e dela fazia um retorno anual, retomando seu governo de forças luminosas. As tropas romanas difundiram o culto desse grande deus asiático por todo o Império. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="686" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280-1024x686.jpg" alt="" class="wp-image-439" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280-1024x686.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280-300x201.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280-768x514.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/naghsh-e-rostam-5044583_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>O imperador Romano curvando-se para o Rei Persa Shapour (Naqsh e Rostam)</figcaption></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading">Arqueologia do Herói Solar</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo das mais diversas culturas mostra uma série de cultos solares: carruagens solares, discos com raios, distribuição de pedras em posições astrológicas. Esses sinais arcaicos, juntos de escritas sacerdotais, rudimentos de calendários e astrologia, representações sobre vasos, pratos, armas, sobreviveram em mitos e rituais dos quais restaram informações bastante completas. Esses vestígios mostram a presença de um tipo comum de culto solar; presente desde os povos mais antigos, dentre os quais babilônios, egípcios, sumérios, assírios, persas, hindus, gregos e romanos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O trabalho do Sol é a base da doutrina de Salvação das Religiões</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a mitologia comparada tem sido muito frutífera em mostrar a grande semelhança nas diversas formas dos mitos antigos. A vida do Krishna hindu, Shamash babilônio, Attis da Frigia, Osíris egípcio, Apolo grego ou Quetzacoatl maia, coincidem nos pontos essenciais, não só da iluminação e da pureza, como a passagem triunfante sobre as trevas, que o faz renascer invencível e imortal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses pontos fundamentaram a narrativa do Salvador ou Herói de uma maneira simbólica e mítica, mas inscrita na própria natureza, porém decodificada e ensinada nos templos de mistérios das antigas tradições, que passavam as chaves para aqueles realmente inclinados a um trabalho espiritual, para que cada um pudesse trabalhar como o Sol, tornando-se um triunfador sobre as trevas e imortal, tal qual um Deus Solar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-443" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280-1024x768.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280-300x225.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280-768x576.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/summer-2409954_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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