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	<title>Arquivo de ciência antiga - AGEACAC</title>
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	<description>Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência</description>
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	<title>Arquivo de ciência antiga - AGEACAC</title>
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		<title>Os Mistérios do Antigo Egito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antigas Civilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência antiga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O historiador grego Heródoto visitou o Egito no ano 500 a. C. e afirmou: “De todas as nações da Terra os egípcios são os mais felizes, sãos e religiosos”. Construíram uma sociedade onde reinavam a paz e a felicidade, em sua língua não possuíam uma palavra que significasse religião, não viam diferença entre o que [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap">O historiador grego Heródoto visitou o Egito no ano 500 a. C. e afirmou: “De todas as nações da Terra os egípcios são os mais felizes, sãos e religiosos”. Construíram uma sociedade onde reinavam a paz e a felicidade, em sua língua não possuíam uma palavra que significasse religião, não viam diferença entre o que era considerado sagrado e o que era do mundo, viam-se como encarregados de compreender que Deus, o Universo e o Homem formam uma manifestação única. Possuíam um vasto e profundo conhecimento espiritual, científico e de tudo o que diz respeito aos fenômenos naturais, cósmicos e de como o homem deveria atuar para viver integrado com todos os seres existentes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-1024x680.jpg" alt="Mistérios do Antigo Egito" class="wp-image-607" title="os mistérios do antigo egito" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-1024x680.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-300x199.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-768x510.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O Egito, desde o começo, aparece maduro, sem períodos de ciclos e evoluções. Sua civilização não tem infância, e suas artes nenhum período arcaico, já estava assim na maturidade. Formavam um povo civilizado e numeroso conhecedor de técnicas de corte, transporte e junção de pedras rochosas com as quais construíram as pirâmides; conheceram a fundo os processos químicos da mumificação; aplicavam técnicas de irrigação artificial, por meio de canais com vazão controlada; já utilizavam o vidro, desenvolveram técnicas de polimento com areia e modernas formas de encaixe, tanto da madeira quanto da pedra; caprichosos joalheiros com uma técnica de solda e montagem de joias que é a mesma dos tempos atuais; criaram a cerveja aperfeiçoando o processo de fermentação e a variedade de aromas e sabores.</p>



<p>Enfim, as descobertas, inventos e construções atribuídas aos egípcios daria uma extensa lista se aqui a citássemos todas. Sendo assim nos perguntamos como conseguiram tal desenvolvimento, qual sua origem uma vez que não passou por processos evolutivos?</p>



<h4 class="wp-block-heading">Seus Templos e Edificações</h4>



<figure class="wp-block-image alignright size-large is-resized"><img decoding="async" width="682" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-682x1024.jpg" alt="Templo de Ed Fu" class="wp-image-608" style="width:341px;height:512px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-682x1024.jpg 682w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-200x300.jpg 200w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-768x1152.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280.jpg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Ed Fu</figcaption></figure>



<p>Haviam templos construídos por todo seu território, cada um deles possuía um deus específico e transmitia um conhecimento sobre determinado assunto, convertendo-se cada um em uma biblioteca viva de pedra. Cada templo continha três níveis de informação, era uma maneira de revelar simultaneamente a homens em diferentes níveis ou estados evolutivos. O primeiro nível transmitia ensinamentos básicos dirigidos ao povo, cada templo contava uma história simples, repleta de símbolos e personagens fantásticos, um drama sagrado facilmente compreensível, as ideias eram expressas como mitos ou em forma de história. O mito, uma história fantástica, foi utilizado como método para revelar ao homem um mundo que ele só entende<br>imperfeitamente.</p>



<p>Criavam personagens com características simbólicas ou com formas que trazem à mente sua função ou atividade principal, que participavam de histórias simples e parábolas que contam verdades sobre a natureza humana, sem a aridez e abstração da filosofia ou da metafísica. O povo recebeu a informação sobre cada tema sagrado ao conhecer a história central de cada templo, ao conhecer as fraquezas e forças de cada personagem, as circunstâncias que atravessam e a maneira como resolvem.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="690" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-1024x690.jpg" alt="Templo de Kom Ombo" class="wp-image-611" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-1024x690.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-300x202.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-768x517.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Kom Ombo</figcaption></figure>



<p>Utilizavam um segundo nível de informação dirigido aos discípulos, aos quais se explicavam diretamente o mesmo tema de uma maneira mais concreta e profunda. Para isso utilizavam as cenas descritivas do mito talhadas nos muros do templo, explicavam cada personagem, o que simbolizavam no universo, o porquê da sua forma, comportamento e função principal. Por último, em um terceiro nível de informação, cada templo guardou um código secreto embebido no próprio símbolo, era conhecido apenas pelos altos sacerdotes e mestres com informações sobre forças e energias fundamentais, como controlá-las e utilizá-las para prestar serviço ao seu povo. </p>



<div class="wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-black-color has-text-color">Relação dos templos, deuses e alguns aspectos dos conhecimentos que eram transmitidos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>TEMPLO DE OSÍRIS</strong> (em Abydos) – a Reencarnação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE KOM OMBO</strong> (em Kom Ombo) – a Dualidade (a força que induz ao erro e a força que induz à compreensão). Era por onde se começava os estudos dos iniciados egípcios.</li>



<li><strong>TEMPLO DE LUXOR</strong> (em Tebas) – sobre o Corpo do Homem.</li>



<li><strong>TEMPLO DE HATHOR</strong> (em Denderah) – a Gestação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE ÍSIS</strong> (em Philae) – o Princípio Feminino. (O Gênero)</li>



<li><strong>TEMPLO DE HORUS</strong> (em Ed Fu) – a Iluminação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE KARNAK</strong> (em Tebas) – a Consciência.</li>
</ul>
</div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="450" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-1024x450.jpg" alt="Templo de Luxor" class="wp-image-613" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-1024x450.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-300x132.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-768x338.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Luxor &#8211; Tebas</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Suas Leis e Justiça</h4>



<p>Seu senso de justiça era diferente ao que conhecemos hoje em dia, era focado no indivíduo. O conhecido “Livro dos Mortos” tinha como principal função o comportamento do ser humano: ensinamentos para serem realizados em vida, que prepara o indivíduo para a morte.</p>



<p>Representado pela Deusa Maat, deusa da verdade e da justiça, do senso de  realidade, da equidade e do respeito às leis e aos indivíduos, tinha a função de decidir o destino dos egípcios após a morte. Para o morto alcançar o submundo, objetivo de todo egípcio, ele precisava proferir a “Confissão Negativa”, constituída por uma sequência de renúncias feitas em vida, à exemplo: não matei, não roubei, não cometi adultério, não menti, entre outros que totalizavam 42 ‘confissões’. Caso fosse aprovado nessas confissões o morto era considerado “Verdadeiro da Palavra” (Maat Kheru – Expressão bem popular do antigo Egito) e poderia passar a uma nova sala onde seu coração seria pesado em uma balança.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="587" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-1024x587.jpg" alt="Papiro Egípcio Tribunal da Justiça" class="wp-image-615" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-1024x587.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-300x172.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-768x440.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A pesagem do coração era feita utilizando como contrapeso a pena de Maat. O coração deveria pesar menos que a pena, para que o mesmo pudesse ter a vida eterna, caso o coração fosse mais pesado que a pena de Maat, o morto era devorado por Ammit, uma espécie de devorador de almas, e o morto deixava de existir, o que para os egípcios era algo de um enorme terror. </p>



<figure class="wp-block-table aligncenter is-style-regular"><table class="has-background" style="background-color:#e7f5fe"><thead><tr><th>Nome</th><th>Significado</th><th>Corpo Interno</th></tr></thead><tbody><tr><td>Sahu</td><td>O Espírito Divio</td><td>Átmico</td></tr><tr><td>Eb ou Ab</td><td>O Centro da Consciência reside no coração</td><td>Búdhico</td></tr><tr><td>Akh ou Khu</td><td>Essência da Vida</td><td>Causal</td></tr><tr><td>Ba</td><td>Pássaro com cabeça humana</td><td>Mental</td></tr><tr><td>Ka</td><td>Aquilo que se usa enquanto dorme</td><td>Astral</td></tr><tr><td>Khaibit</td><td>Dá a vitalidade</td><td>Vital</td></tr><tr><td>Khat</td><td>Físico</td><td>Físico</td></tr><tr><td>Sekhmit</td><td>Irradiação de todos os corpos</td><td>Aura</td></tr><tr><td>Ren</td><td>Aprendizado da vida</td><td>Personalidade</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption">Estrutura Interna do Homem no conceito egípcio</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">A <a href="https://ageacac.org.br/2022/02/10/o-enigma-das-mitologias/">Mitologia </a>de Osíris</h4>



<figure class="wp-block-image alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="678" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-678x1024.jpg" alt="" class="wp-image-617" style="width:339px;height:512px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-678x1024.jpg 678w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-199x300.jpg 199w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-768x1159.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280.jpg 848w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /></figure>



<p>A mais conhecida das mitologias egípcias era a de Osíris, onde este e sua esposa, Ísis, governavam o Egito, deram forma às suas leis, foram o instrumento da civilização ensinando o respeito e a busca de Deus. Em determinado período, Osíris prosseguiu sua busca em outras regiões e outros conhecimentos, deixando o reino (símbolo da mente) nas mãos de Ísis. Seth (a força animal obscura), seu irmão, queria apoderar-se do reino (da mente do homem) e de Ísis, por quem estava apaixonado. Quando Osíris regressou, Seth, em conspiração com 72 nobres, o convidou a um banquete ao qual levou um belo sarcófago talhado em madeira do tamanho exato de Osíris, declarou que o daria de presente a quem se ajustasse nele perfeitamente. Um a um eles experimentaram e quando Osíris se deitou em seu interior os conspiradores fecharam a tampa e selaram-na com chumbo, depois atiraram o sarcófago no Nilo. Seth, que representava a parte animal e passional de todo ser tomou posse da mente, limitando-a a sensações e desejos do corpo. Segundo o mito, o sarcófago onde estava Osíris chegou à costa do Líbano, onde ficou preso a galhos de uma tamarga.</p>



<p>Depois de muito viajar a procura de Osíris, Ísis conseguiu resgatar o sarcófago e o trouxe de volta ao Egito, quando Seth descobriu, tomou o corpo de Osíris e o cortou em quatorze pedaços e os espalhou por todo o país. Entretanto, Ísis percorreu o Egito e encontrou, uma a uma, treze das partes, todas menos o falo de Osíris, que segundo a lenda foi devorado pelos peixes do rio (um simbolismo do abandono da sexualidade e da animalidade originais).</p>



<p>Ísis, ajudada por Toth, conseguiu unir os pedaços do corpo de Osíris e teve uma comunhão espiritual com seu marido, ela impregnada de sua essência ficou grávida e gerou Hórus (representa a iluminação interior, o despertar da consciência).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Seu Objetivo, suas crenças</h4>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="434" height="640" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640.jpg" alt="" class="wp-image-618" style="width:326px;height:480px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640.jpg 434w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640-203x300.jpg 203w" sizes="auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px" /></figure>



<p>O Egito é um país de um só Deus, Aquele que está em todos os lugares, e sempre foi assim, o compreendiam como a unidade inicial, absoluto, de onde toda a criação emanou e para onde tudo retornará e o chamaram de Atum-Ra. Nunca foi representado com uma forma física e nos hieróglifos era desenhado como um disco dourado, um sol simbólico, fonte da luz. Atum-Rá é o Deus Absoluto que existia antes da manifestação do universo, Ele é a Unidade, a matéria-prima, o caos que contém tudo em potência, o nada, o grande princípio, a própria essência de todas as coisas, o espírito divino, eterno, imutável, que sabe tudo e está em todas as partes.</p>



<p>A civilização egípcia teve como princípio primordial a busca pelo sagrado e divino, a busca de Deus, o desenvolvimento espiritual e material do homem em todos os níveis e dimensões. Tornou-se um poderoso império, durante séculos foi o centro do poder político e econômico dos países existentes naquela época, porém tudo tem apogeu e declínio, com este povo não foi diferente. Após as diversas invasões por parte de povos de outros países, toda a cultura e domínio egípcio decresceram até que por fim se extinguiu todo o império.  Porém seus ensinamentos ainda permaneceram estampados nas paredes dos templos, na majestade dos  monumentos, à disposição de toda a humanidade. </p>



<p>Podemos afirmar, sem dúvida, que a majestade e onipotência da cultura é tal, que mesmo depois de extinta, consegue de alguma forma chegar às pessoas, permanece incólume nas paredes dos templos, em suas esculturas e monumentos, em majestoso silêncio chamando a toda a humanidade para que busque o real motivo de sua existência e com isso, alcance a perfeição interior.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-619" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-1024x684.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-300x200.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-768x513.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>O Número Quatro, Símbolo do Poder e do Domínio</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2021 02:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kabala]]></category>
		<category><![CDATA[ciência antiga]]></category>
		<category><![CDATA[Egito]]></category>
		<category><![CDATA[Numerologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O valor do símbolo está naquilo que ele expressa. Onde a lógica não alcança, a arte ousa. Um instante é mais que suficiente para atingir onde mil páginas não chegam. Como transmitir o intransmissível? O êxtase da tentativa de fazê-lo é o veredicto do fracasso. O símbolo, sem dúvida, é a roupagem mais adequada para [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-medium"><a href="https://ageacac.org.br/arcano-4-o-imperador/"><img loading="lazy" decoding="async" width="178" height="300" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/12/04.O_Imperador_Arcano_Tarot_Egipcio-178x300.jpeg" alt="04.O_Imperador_Arcano_Tarot_Egípcio" class="wp-image-1322" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/12/04.O_Imperador_Arcano_Tarot_Egipcio-178x300.jpeg 178w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/12/04.O_Imperador_Arcano_Tarot_Egipcio-606x1024.jpeg 606w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/12/04.O_Imperador_Arcano_Tarot_Egipcio.jpeg 712w" sizes="auto, (max-width: 178px) 100vw, 178px" /></a><figcaption>Arcano 4 do taro, O Imperador</figcaption></figure></div>



<p class="has-drop-cap">O valor do símbolo está naquilo que ele expressa. Onde a lógica não alcança, a arte ousa. Um instante é mais que suficiente para atingir onde mil páginas não chegam. Como transmitir o intransmissível? O êxtase da tentativa de fazê-lo é o veredicto do fracasso. O símbolo, sem dúvida, é a roupagem mais adequada para o intransmissível.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Poder e Domínio</h3>



<p>O poder tem seu fundamento na substância. O poder vem da terra, das bases sólidas, das formas tangíveis. Na sabedoria Pitagórica, as formas surgiam a partir de quatro vértices, quatro pontos. Em três pontos temos uma área. É necessário o quarto ponto para que surja a primeira figura tridimensional na forma de uma pirâmide.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/esfinge-egipcia.jpg" alt="kabala-numerologia-esfinge" class="wp-image-1663" width="600" height="600" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/esfinge-egipcia.jpg 800w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/esfinge-egipcia-300x300.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/esfinge-egipcia-150x150.jpg 150w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/esfinge-egipcia-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>Esfinge Egípcia e os 4 Elementos &#8211; Fogo, representado pelo corpo de leão,&nbsp; Água, representada pela cabeça de Homem, Ar representado pelas assas de águia eTerra, representada pelas patas de touro</figcaption></figure></div>



<p>Assombra o entendimento evidenciar o número quatro como símbolo de poder e domínio nas culturas separadas no tempo e espaço. Os quatro elementos da Esfinge egípcia, o Arcano 4 do <a href="https://ageacac.org.br/2020/06/09/tarot-kabala-e-numerologia/">Tarot e da Kabala</a>, a Cruz Cristã e Asteca, a Suástica Tibetana, a grafia do símbolo consagrado a Zeus-Júpter, só podem ser explicados por meio da Antropologia, ou seja, do encontro do homem com as forças geratrizes da natureza em si mesmo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/swastica-tibetana.jpg" alt="kabala-numerologia-swastica-tibetana" class="wp-image-1660" width="512" height="341" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/swastica-tibetana.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/swastica-tibetana-300x200.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/swastica-tibetana-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption>Swástica Tibetana</figcaption></figure></div>



<p>Leste, oeste, norte e sul. Fogo, água, terra e ar. O homem, que é escravo de si mesmo, de suas paixões e instintos, a natureza submete-o, levando-o a explosões de ira; tempestades e inundações de luxúria; espantosa gula e inércia; e vendavais e furacões de obsessão, alucinações, medos e temores, destruindo, degenerando a si mesmo e a tudo ao seu redor.&nbsp;</p>



<p>Bem sabiam os antigos o que torna um homem débil, o que leva o indivíduo ao fracasso, e a necessidade do domínio da natureza interior.</p>



<p><em>“Um homem de vontade débil parece uma folha que cai da árvore, para onde o vento sopra ela vai”</em>. O exercício da vontade consciente faz com que o indivíduo deixe de ser uma vítima das circunstâncias para ser o criador de circunstâncias favoráveis a sua vontade. Isto é o que ensinaram os grandes revolucionários com suas vidas. Recordemos que nas Sagradas Escrituras o homem está criado para ser rei da natureza e não escravo de sua natureza.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/cruz-crista.jpg" alt="kabala-numerologia-cruz" class="wp-image-1661" width="600" height="600" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/cruz-crista.jpg 800w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/cruz-crista-300x300.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/cruz-crista-150x150.jpg 150w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/cruz-crista-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>Cruz Cristã</figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/zeus-jupiter-1.jpg" alt="kabala-nnumerologia-zeus-jupiter" class="wp-image-1662" width="300" height="451" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/zeus-jupiter-1.jpg 600w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/08/zeus-jupiter-1-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Zeus &#8211; Júpiter</figcaption></figure></div>



<p>O imperador tem seu império em si mesmo. Para a Esfinge de Édipo está o enigma do homem. Jamais um iracundo, um glutão, um libidinoso, alguém que não domine sua mente, poderá triunfar perante a natureza e dela obter o reinado. </p>



<p>Aos débeis, a natureza fecha as suas portas. Há que crucificar a vontade egoísta e pessoal, eliminando todos os defeitos de tipo psicológico como ensinou o Cristo. <em>“Todos os inimigos de Alá devem ser mortos”</em>, lê-se no Alcorão. Esses são os mesmos demônios vermelhos de Seth que mataram a Horus, nossa essência interior. O poder é para o imperador que está sentado em seu trono sustentado por quatro pernas.</p>
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		<title>Os Alquimistas Medievais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2020 14:28:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[alquimistas medievais]]></category>
		<category><![CDATA[ciência antiga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conhecimento alquímico é de origem indefinida. São encontradas referências e práticas relacionadas à Alquimia na Pérsia, Egito, Caldéia, China, Índia, entre outras das mais antigas civilizações e culturas de nossos tempos. Entre as possíveis origens do nome Alquimia, estão as palavras árabes ‘Al Khen’, “o país negro”, nome dado ao Egito, a terra ensolarada [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap">O conhecimento alquímico é de origem indefinida. São encontradas referências e práticas relacionadas à Alquimia na Pérsia, Egito, Caldéia, China, Índia, entre outras das mais antigas civilizações e culturas de nossos tempos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="689" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/David_rijckaert-alquimista-prado-2-1024x689.jpg" alt="Alquimistas Medievais" class="wp-image-582" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/David_rijckaert-alquimista-prado-2-1024x689.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/David_rijckaert-alquimista-prado-2-300x202.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/David_rijckaert-alquimista-prado-2-768x517.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/David_rijckaert-alquimista-prado-2.jpg 1465w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>Entre as possíveis origens do nome Alquimia, estão as palavras árabes ‘Al Khen’, “o país negro”, nome dado ao Egito, a terra ensolarada de Khen, em tempos antigos. Toda a sabedoria egípcia estaria assim ligada ao conhecimento alquímico. A arte de embalsamar, o conhecimento do mundo dos mortos, as ciências atribuídas a Íbis de Thot, são alguns dos exemplos de sua abrangência. </p>



<p>A ciência védica reconhece a relação entre a imortalidade e o ouro, o que levou Alexandre, o Grande, em uma busca frenética durante a invasão da Índia, em tempos do Império Macedônico, pela Fonte da Juventude.</p>



<p>Elementos da Alquimia são presentes ainda no Taoísmo, no mundo islâmico, entre outras culturas e sabedorias. Não é demais citar que o conhecimento alquímico, evidente por seus princípios cósmicos viventes, é autenticamente gnóstico, portanto é atemporal e intrínseco à natureza humana, fundamentado na ciência, arte, filosofia e religião, onde a exclusão de qualquer destas colunas torna-o completamente incompreensível.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="264" height="445" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Nicolas_Flamel_romantique.jpg" alt="Nicolas Flamel Alquimista" class="wp-image-579" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Nicolas_Flamel_romantique.jpg 264w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Nicolas_Flamel_romantique-178x300.jpg 178w" sizes="auto, (max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure></div>



<p>Todavia, foi com as obras medievais que o conhecimento alquímico tomou a forma que chega até nossos dias. Paracelso, Nicolas Flamel e Fulcanelli são alguns dos nomes responsáveis por despertar inquietudes no povo europeu durante a negra Idade Média. Da árvore de raízes profundas de nome Alquimia derivaram-se inúmeras ramas da ciência e ainda outras foram grandemente aprimoradas.</p>



<p>A Química, a Metalurgia, a Medicina, a Astrologia, a Psicologia e a Botânica têm uma grande dívida para com os textos alquímicos, dos quais apenas uma parte muito reduzida pode ser utilizada de uma forma prática. Fato este que se deve à carência de profundidade nas interpretações de tais textos. Traduções sensacionalistas, valendo-se de analogias simplistas, envoltas em textos rebuscados e sem substância, abundam como resultado do fracasso na tentativa de compreender esta misteriosa linguagem.</p>



<p>Páginas inteiras escritas com símbolos de planetas; figuras de reis e rainhas durante a cópula, acompanhadas por figuras geométricas; desenhos de bodes, galos e dragões, combinadas com símbolos religiosos; poesias incompreensíveis dispostas em paisagens enigmáticas, são algumas das formas de transmissão de um conhecimento diante do qual a linguagem verbal e escrita torna-se ineficaz e obsoleta. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Simbologia oculta</h4>



<p>Para penetrar o conhecimento velado pela peculiar linguagem alquímica, faz-se necessária uma didática diferente das convencionais metodologias de estudo científico, da lógica formal e comparativa. Exige-se do indivíduo a observação profunda, serena, imparcial e não referenciada da dinâmica da natureza interior e exterior ao homem. Somente assim é possível apreender os elementos primordiais que fundamentam o conhecimento alquímico. </p>



<p>Entenda elementos primordiais como os princípios radicais que têm sua expressão ora no mineral, ora no vegetal, ora no animal. As culturas serpentinas encontram em tais princípios as forças conscientivas que governam a criação, reconhecendo-as sob a roupagem de distintas divindades. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/potion-3539394_640-1.jpg" alt="Combinação dos elementos - alquimia" class="wp-image-584" width="320" height="480" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/potion-3539394_640-1.jpg 426w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/potion-3539394_640-1-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /></figure></div>



<p>A combinação dos elementos primordiais origina as criações no homem, na natureza e no cosmos. O “solv et coagula” é a fórmula fundamental para a transmutação dos metais inferiores em metais superiores e para fabricar o Elixir da<br>Longa Vida. O “solv et coagula” exige o domínio e o manejo dos elementos primordiais pela vontade consciente do homem, este é o sal da Alquimia. De sua combinação com o mercúrio e o enxofre obtêm-se o cimento da Grande Obra.<br>O elemento primordial, na figura do metal líquido e volátil de difícil apreensão, do qual os gregos atribuíram seu princípio radical ao deus Mercúrio, tem que ser compreendido em um âmbito mais profundo. O deus Mercúrio do panteão grego personifica elementos antropológicos intimamente ligados à sabedoria, ao dinamismo, à inteligência e à fluidez. O planeta mais rápido do sistema solar foi consagrado ao seu nome. Ele é o mensageiro do Olimpo, que em Roma era chamado de Hermes Trismegisto, cuja substância os romanos associaram<br>sabiamente ao Íbis de Thot egípcio, esposo de Maat, deus das ciências.</p>



<p>A sabedoria de Mercúrio é a sabedoria de Hermes, que no passado apenas poderia ser transmitida de lábios a ouvidos, sob o juramento do silêncio, em fiança da própria vida, motivo pelo qual as escolas herméticas tornaram-se sinônimo de sistemas fechados, cuja herança linguística chega-nos sob a forma do adjetivo “hermético” para definir sistemas muito bem fechados. Há que mergulhar na sabedoria hermética para encontrar o princípio radical do mercúrio dentro do homem e desvendar os grandes mistérios da Alquimia. </p>



<p>Os mistérios de Hermes-Mercúrio estão sintetizados no caduceu, formado por duas esferas unidas por um bastão, no qual se enroscam as duas serpentes e nas quais se vê o santo oito. Na altura da união superior das serpentes abrem-se as asas de uma águia. Trata-se de um verdadeiro mapa de anatomia oculta do homem, que correlaciona o cérebro com o sexo e indica a ascensão dos fogos genésicos na figura ígnea serpentina, desde a base da coluna, enlaçando o coração até chegar ao cérebro. </p>



<p>O elemento primordial que dá existência mineral ao metal mercúrio é o mesmo que na natureza do homem origina sua semente, cimento da Grande Obra alquímica. Seu princípio radical foi sabiamente sintetizado pelos gregos no símbolo do caduceu.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O Caduceu de Mercúrio</h4>



<p>O caduceu encontra-se evidente nas descrições dos alquimistas referentes aos equipamentos necessários no laboratório para a obtenção da Pedra Filosofal. De uma forma muito sintética dizemos que o balão volumétrico onde se deposita o mercúrio e que se aquece com o fogo do enxofre é a esfera inferior do caduceu, o sexo no homem.</p>



<p>A coluna do destilador, por onde sobem os vapores mercuriais, é o bastão central do caduceu, a coluna espinhal do homem com suas 33 vértebras. O condensador que transforma os vapores em ouro líquido é a esfera superior do caduceu, o cérebro, cálice onde se deposita o vinho sagrado.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Pietro_Longhi_021-1-820x1024.jpg" alt="Pietro Longhi Alquimistas Medievais" class="wp-image-586" width="410" height="512" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Pietro_Longhi_021-1-820x1024.jpg 820w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Pietro_Longhi_021-1-240x300.jpg 240w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Pietro_Longhi_021-1-768x959.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Pietro_Longhi_021-1.jpg 1015w" sizes="auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px" /></figure></div>



<p>Porém, para que o mercúrio converta-se em ouro juntamente com o sal, é necessário um terceiro elemento, o enxofre. O fogo do enxofre, associado às bruxas na Idade Média, bem como os rios de enxofre e fogo presentes nos cenários infernais dantescos, fazem desta substância a fiel herdeira e depositária do fogo, do calor sexual e do diabo. Aqui está o homem, a mulher e a libido. </p>



<p>Os mistérios alquímicos, ainda que enigmáticos, estão muito próximos do entendimento. Porém, para que tal sabedoria transformativa e poderosa se mantivesse imaculada através dos séculos, está escrita com caracteres de fogo, apenas perceptíveis para quem conhece a si mesmo, os seus impulsos íntimos, o que move cada palavra, ação, desejo ou pensamento. Submergindo pelas portas das percepções internas nos elementos primordiais, princípios radicais que formam e dão vida e movimento ao homem, conheceremos inevitavelmente o que forma, dá vida e movimento a toda a criação.</p>
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