<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Amor - AGEACAC</title>
	<atom:link href="https://ageacac.org.br/tag/amor/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ageacac.org.br/tag/amor/</link>
	<description>Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência</description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 Mar 2024 13:29:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo_menu-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de Amor - AGEACAC</title>
	<link>https://ageacac.org.br/tag/amor/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O Mito de Psique e a Origem da Dor</title>
		<link>https://ageacac.org.br/2024/03/05/o-mito-de-psique-e-a-origem-da-dor/</link>
					<comments>https://ageacac.org.br/2024/03/05/o-mito-de-psique-e-a-origem-da-dor/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 13:29:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alma]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Eros e Psique]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ageacac.org.br/?p=382</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em seu livro intitulado &#8220;O Asno de Ouro&#8221;, Apuleio relata um mito que encerra em si o conhecimento da verdade sobre a Alma e seus processos até tornar-se imortal. Trata-se do mito de Eros e Psique. Conta-nos Apuleio que Psique era a filha mais nova de um Rei cujo nome é desconhecido. Psique possuía uma [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2024/03/05/o-mito-de-psique-e-a-origem-da-dor/">O Mito de Psique e a Origem da Dor</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image alignleft size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="220" height="395" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1.jpg" alt="Eros e Psique" class="wp-image-390" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1.jpg 220w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1-167x300.jpg 167w" sizes="(max-width: 220px) 100vw, 220px" /></figure>



<p>Em seu livro intitulado &#8220;O Asno de Ouro&#8221;, Apuleio relata um mito que encerra em si o conhecimento da verdade sobre a Alma e seus processos até tornar-se imortal. Trata-se do mito de Eros e Psique. </p>



<p>Conta-nos Apuleio que Psique era a filha mais nova de um Rei cujo nome é desconhecido. Psique possuía uma beleza tão extraordinária que a própria Afrodite se enciumou dela. De modo que Afrodite pediu a seu filho Eros que lançasse sobre ela uma flecha e a fizesse se apaixonar pelo ser mais monstruoso que existe. No entanto Eros é acidentalmente espetado por uma de suas próprias setas, apaixonando-se então por Psique. </p>



<p>Psique é conduzida a um suntuoso palácio e passa a conhecer as delícias do Amor nos braços do próprio Deus do Amor. Porém Eros temendo que Afrodite soubesse que não cumpriu seu dever, jamais revelara sua face para sua amada, tendo feito-a jurar que não buscaria conhecer a sua face. </p>



<p>No entanto, instigada por suas irmãs mais velhas, Psique considerando que apenas um monstro não daria a conhecer sua própria face, resolve então, na noite, segura em suas mãos por uma faca com a qual pretende matar a seu esposo, e uma lamparina para vê-lo. </p>



<p>Ao contemplar a majestosa beleza de tão encantadora divindade, assustada, Psique deixa cair uma gota de óleo quente da lamparina sobre o ombro de Eros. O amor fica então ferido, e percebendo que fora traído, abre suas asas e foge enlouquecido deixando sua amada. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Provas lançadas por Afrodite a Psique</h4>



<p>Psique, ao perceber o que fez, entra em desespero e busca Afrodite com esperanças de que possa recuperar o Amor de Eros. Afrodite que passou a cuidar de seu filho da ferida causada por Psique, promete permitir a união dos dois após Psique passar por quatro espantosas provas, dentre as quais a última delas era descer ao Hades para pedir a Perséfone um pouco de sua beleza e levá-la dentro de uma caixa para Afrodite, presente que Perséfone concede amavelmente. </p>



<p>Porém Psique ao regressar não resiste à tentação de tornar-se ainda mais bela para que então Eros não resista aos seus encantos e a aceite de volta. No entanto, ao abris a caixa cai em  um sono profundo. Eros já recuperado vai a socorro de sua amada e a desperta, colocando então o conteúdo de volta a caixa. </p>



<h4 class="wp-block-heading">A imortalidade de psique</h4>



<p>Eros também se dirige ao Olimpo para roga a Zeus que advogue por sua causa. Zeus reúne a Assembleia dos Deuses e com o consentimento deles dá a Psique a beber a ambrosia que a torna imortal. E por fim declara eterna esposa de Eros. Desta união nasce Volúpia&#8230;</p>



<p>Este <a href="https://ageacac.org.br/2020/11/09/o-labirinto-de-creta-e-o-despertar/" class="rank-math-link">precioso mito</a>, trata de um mistério essencialmente importante para a vida do ser humano.</p>



<p>Assim são os mitos, ainda que pareçam histórias sem sentido prático, são a forma mais inteligente de resguardar a verdade para que através do tempo ela não seja tergiversada. A verdade portanto está proteida, pois a mente não alcança compreender o significado desta linguagem simbólica de beleza incomparável. </p>



<p>Os elementos contidos neste mito podem ser traduzidos por meio do sentido da inspiração que nos faz alçar voo às esferas mais elevadas do saber, e compreender aquilo que está além das meras palavras e símbolos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Psique, Beleza e Ingenuidade</h4>



<p>Psique, Ser de beleza desafiadora que desperta a indignação da própria Afrodite, a mais bela Deusa do panteão grego, mais além de um personagem vem a ser a Alma, ou mariposa como pode também ser traduzido, ou ainda Sopro ou Alento, o alento espiritual da vida humana&#8230; Psique vive sua trajetória no mito de modo imensamente semelhante ao que vive na intimidade do homem, e suas características de beleza e ingenuidade são idênticas. </p>



<p>A beleza de Psique ou Alma Humana emana de seu caráter essencialmente puro. Porém a ingenuidade da alma em sua origem faz com que ela duvide e busque o conhecimento violando as regras impostas pelo amor, ou em outras palavras, pela própria divindade. Tal busca a faz cometer graves erros que a conduzem ao desespero, à solidão e à desolação. </p>



<p>O amor confere à alma do homem o sentimento de plenitude verdadeira, de deleite, de êxtase impossível de ser descrito com as tão limitadas palavras contidas em nosso dicionário. Realmente a Alma de cada ser vivente em seu estado pristino não discerne a presença da realeza de Deus ou do Amor. Necessitou ela deste súbito afastamento opara que através dos contrastes chegasse a saber que o Amor é o único que pode lhe dar felicidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A Fealdade, Ausência do Amor</h4>



<p>A Alma já afastada do Amor é vazia e sofredora. Diz o mito que quando Eros se foi Psique passou a vagar noite e dia sem repouso e sem alimento. Parte de sua beleza lhe fora subtraída, e podemos acrescentar que seus dias se tornaram amargos como a morte. </p>



<p>A ausência do Amor confere a cada dia de nossa vida um fardo  que nos pesa e nos faz esquecer as razões espirituais da vida humana. Sem o amor, a Psique humana se torna obscura e sem sentido verdadeiro de ser. Já a vida passa a ter explicações e impulsos que orientam o ser humano em um caminho que o distancia cada vez mais da verdade.</p>



<figure class="wp-block-image alignright size-large is-resized"><img decoding="async" width="722" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-722x1024.jpg" alt="Eros e Psique AGEACAC" class="wp-image-387" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-722x1024.jpg 722w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-212x300.jpg 212w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-768x1089.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-1083x1536.jpg 1083w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-1444x2048.jpg 1444w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche.jpg 1513w" sizes="(max-width: 722px) 100vw, 722px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cupido e Psiquê, 1798, François Gérard </figcaption></figure>



<p>Toda aquela beleza psíquica que nos assemelhava a Deus em um princípio é maculada por uma fealdade que passa a caracterizar-nos. A parte psicológica ou anímica do ser humano que habita o mundo hoje está corrompida a tal ponto que nos tornamos incapazes de amar. </p>



<p>A ausência do amor se manifesta em nosso caráter através da ira, dos ciúmes, da inveja, dos rancores, da mentira, da luxúria que nos faz desgastar torpemente a vida contida no corpo através do abuso da energia sexual criadora em função do prazer. Também o desamor abre espaço para a insegurança, para o medo, a cobiça, gula e tantos defeitos, que como dizia Virgílio&#8221;. </p>



<p>Ainda que tivesse um paladar de aço e mil línguas não poderia enumerá-los cabalmente&#8221;. Os impulsos naturais da psique passam, devido à solidão espiritual a ser mal orientados e convertidos em fatores devastadores da vida. Por exemplo, o impulso natural de justiça se converte em ira para com nossos semelhantes. </p>



<p>O impulso de alimentar-se se converte em gula. O natural de superação que existe na essência do homem se converte em cobiça e inveja e outros sentimentos destrutivos de igual espécie. O sexual de união se transforma em diversas formas de aberração e crimes sexuais, etc.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A Voluptuosidade, o fruto de Eros e Psique</h4>



<p>No conto mitológico Psique anela ter de volta a Eros o Deus do Amor, ou sem uma linguagem prática o próprio Amor. Tal anelo existe no fundo íntimo de cada ser humano, apenas não nos fazemos conscientes dele. Nossa alma sofre pela ausência do amor assim como m bebê recém-nascido sofre pela ausência de sua mãe em uma noite escura e fria. </p>



<p>Os pensamentos e emoções do homem não refletem mais a beleza pristina da alma e sim a confusão e fealdade produzida pelos defeitos da psique, todos estes defeitos originam o fio aterrados e a escuridão da dor humana. A dor curva a alma e a faz chorar em atitude de desespero&#8230;</p>



<p>A ambrosia sagrada dos Deuses é oferecida à Alma para que se converta em um ser imortal após todos os processos de purificação e provações que são impostas a todos aqueles intrépidos que buscam a sabedoria e a verdade contida no amor puro&#8230; </p>



<p>Enquanto os defeitos psicológicos já mencionados neste texto reinem soberanos em nosso mundo interior e em nosso comportamento, a aliança eterna entre a alma e o amor fica completamente suspensa. O amor busca a alma por sua beleza misteriosa, assim como a alma busca o amor por seus encantos inexprimíveis. </p>



<p>Cada vez que a alma humana se encontra envolvida pelos sentimentos incrivelmente divinos do amor, nasce como que por encanto dentro de nosso ambiente interno a Volúpia, ou voluptuosidade, sentimento que nos passa para além de todo o compreensível e justifica a imagem e semelhança de Deus que nos fora atribuída.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="800" height="600" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido.jpeg" alt="" class="wp-image-388" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido.jpeg 800w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido-300x225.jpeg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido-768x576.jpeg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2024/03/05/o-mito-de-psique-e-a-origem-da-dor/">O Mito de Psique e a Origem da Dor</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ageacac.org.br/2024/03/05/o-mito-de-psique-e-a-origem-da-dor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Fascínio como Causa de Desarmonia do Casal</title>
		<link>https://ageacac.org.br/2023/10/15/fascinio-causa-desarmonia/</link>
					<comments>https://ageacac.org.br/2023/10/15/fascinio-causa-desarmonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 23:08:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Lar]]></category>
		<category><![CDATA[Matrimônio Perfeito]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ageacac.org.br/?p=3381</guid>

					<description><![CDATA[<p>É de sensível atenção como problemas modernos encontram eco nas mais tradicionais escolas do conhecimento presentes na história de nossa civilização. Floresceu entre os séculos V e VI a.C. a mais elevada filosofia, verbalizada nos diálogos da obra platônica A República. Foi por intermédio dela e em diálogos de singular beleza e profundidade que Sócrates [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2023/10/15/fascinio-causa-desarmonia/">O Fascínio como Causa de Desarmonia do Casal</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É de sensível atenção como problemas modernos encontram eco nas mais tradicionais escolas do conhecimento presentes na história de nossa civilização.</p>
<p>Floresceu entre os séculos V e VI a.C. a mais elevada filosofia, verbalizada nos diálogos da obra platônica <a href="https://ageacac.org.br/2023/02/08/o-governo-da-virtude/">A República</a>. Foi por intermédio dela e em diálogos de singular beleza e profundidade que Sócrates falou para a humanidade.</p>
<h2>Coisas belas e o fascínio</h2>
<p>Numa de suas histórias, caminha pelo Mercado de Atenas, reconhecido comércio daqueles tempos idos, no qual teve o cuidado de observar a quantidade de itens disponíveis para o cidadão ateniense. Naquele ambiente – como não poderia ser diferente – ninguém saía sem algo em suas mãos, ainda que meramente decorativo.</p>
<p>O filósofo, contudo, caminhava entre as bancas e propagandas, refletindo em cada item sedutor ao alcance de sua vista, sempre mantendo-se em reflexão: “qual a real utilidade desta ou daquela coisa em minha vida?”</p>
<p>Finalizou o caminho sem adquirir nada. Esta singela passagem deixou como legado uma das mais belas frases socráticas, aquela que diz: “tantas coisas belas das quais não necessito.”</p>
<h2>A vida moderna,</h2>
<p>com seus compromissos e rotinas, tem nos mantido em profundo estado de identificação com o mundo da matéria. Identificar-se é um processo silencioso de esquecimento de si, origem de muitas desarmonias. No lar, este processo culmina em problemas de toda ordem, desconstruindo relacionamentos, temperamentos, famílias.</p>
<p>Neste cenário inóspito, retomar a capacidade de discernir é ferramenta das mais elevadas. Isso passa por chaves preciosas, como a temperança e moderação. Em seus sentidos mais amplos, anunciam a capacidade de autoconhecer-se, promovendo o equilíbrio de suas próprias vontades. É o triunfo de Sócrates frente as paixões do mercado ateniense.</p>
<p>Quantas coisas aderem-se a nós sem a real necessidade? Quantos problemas poderiam ser evitados se tivéssemos desenvolvida a capacidade de dar-nos conta do que temos, do que sobra, daquilo que falta. Em palavras breves, auto-observação psicológica, adentrando num universo inteiro de conhecimentos que repousam em nosso interior.</p>
<h2>Viver é um processo extraordinário no qual se encontra a convivência</h2>
<p>A arte de conviver tem como ginásio mais exigente o Matrimônio, que transcorre no interior de um núcleo chamado lar. Há muitos caminhos para se encontrar a harmonia neste ambiente, sendo a capacidade de se comunicar um dos principais. A palavra, quando em acorde com nosso centro emocional superior, cria estados adequados de consciência.</p>
<p>Os sistemas contemporâneos têm colocado o Homem e a Mulher com seus próprios interesses, transformando o lar num abrigo de competidores. O elo comum da harmonia, qual seja o amor, tem se desfeito pela necessidade do mais, ausência de tempo, desalento.</p>
<h2>O Matrimônio Perfeito</h2>
<p>O casal é um corpo só, uma só nota, não são coisas distintas, equidistantes. O Matrimônio é a real consubstanciação de um Ser que ama mais, outro que ama melhor, conforme melhor definição do filósofo e antropólogo Samael Aun Weor, autor da obra O Matrimônio Perfeito.</p>
<p>Ao evitamos, por exemplo, a comunicação meramente reativa, quando desenvolvemos a capacidade de ouvir e ponderamos palavras ásperas, dissonantes, quando por intermédio de superesforços somos capazes de esperarmos os estados emocionais mais adequados para estabelecer canais de diálogo, damos um passo importante no triunfo dos mais distintos ambientes de convivência, sendo o Lar o principal deles.</p>
<h2>Chave SOL</h2>
<p>Em qualquer cenário, frente às circunstâncias mais exigentes, quando a consciência dorme e somos manejados por nossos sentimentos como marionetes, façamos perguntas breves e profundas a si mesmo, em estado reflexivo: quem sou? O que estou fazendo? Em que lugar estou?</p>
<p>Conhecida como Chave SOL, esta prática simples promove um choque de consciência, uma leitura e elevação de nosso estado de ânimo. Passamos a perceber, se aplicada corretamente, aquilo não estávamos vendo. É uma prática que conduz ao despertar da consciência, pois estar adormecido nos torna pessoas perigosas.</p>
<h2>O consumo</h2>
<p>Fizemos um caminho singelo até aqui, a fim de compreendermos que o fascínio com a vida material anula em nós a capacidade de discernir, fazendo com que acumulemos mais do que precisamos.</p>
<p>O consumo tem sido uma fuga de nós mesmos, quase que um comprimido alucinógeno para nossa alma, criando problemas que potencializam o distanciamento do casal, dificultam a convivência, obstaculizam a temperança, rompem as linhas de comunicação.</p>
<p>A partir daí, são inúmeros os problemas criados, sendo o econômico um dos principais, impedindo que a harmonia permaneça naquele relacionamento ou mesmo no lar.</p>
<h2>Do que realmente necessitamos?</h2>
<p>Quais são os elementos ou momentos que realmente preenchem e acariciam nosso espírito?</p>
<p>Ter, adquirir, consumir não são sinônimos de liberdade. Ao contrário, sinalizam uma prisão para a mente, para nossos sentimentos e até para o corpo físico.</p>
<p>Entramos mesmo numa prisão voluntariamente, como num quarto escuro, perdemos as chaves e as chances de compreendermos o que realmente tem valor nesta efêmera vida que levamos. Por não sabermos mais o que importa, entregamos coisas preciosas – essas, sim, os verdadeiros tesouros! – como a harmonia, o contentar-se com o que se tem, a felicidade de um dia simples a dois, o sorriso e o crescimento de nossos filhos, o jantar numa mesa em família etc.</p>
<p>E aquele pássaro que sobrevoava florestas, campos e planícies, quase que dono do sol e do vento, entendeu que na gaiola havia comida e água fresca. E por acreditar que não mais precisava voar para buscar seu alimento, viu na gaiola seu sustento, encontrou na prisão uma imagem de liberdade. Fez da falsa segurança seu melhor cárcere. A portinhola fechou, a comida até continuou … mas a vida nunca mais seria a mesma num espaço tão pequeno e limitado. Seu canto terminou.</p>
<p>Acreditamos que um dia, não num desses como tantos outros, mas num dia especial, possa o pássaro dar-se conta de que entrou por sua própria vontade e só por intermédio dela, a vontade, poderá sair e conhecer de novo o Sol, o Vento, a Liberdade.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2023/10/15/fascinio-causa-desarmonia/">O Fascínio como Causa de Desarmonia do Casal</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ageacac.org.br/2023/10/15/fascinio-causa-desarmonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eros, Filos e Ágape: A força do Amor</title>
		<link>https://ageacac.org.br/2023/03/13/eros-filos-agape-amor/</link>
					<comments>https://ageacac.org.br/2023/03/13/eros-filos-agape-amor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2023 10:10:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ágape]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Eros]]></category>
		<category><![CDATA[Eros e Psique]]></category>
		<category><![CDATA[Filos]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ageacac.org.br/?p=3335</guid>

					<description><![CDATA[<p>Podemos observar ao longo da história da humanidade, em todas as formas de arte, a busca sempre constante por expressar, definir, exaltar e até mesmo compreender a este sentimento ou algo misterioso que se chama ‘Amor’. Os gregos utilizavam mais de uma terminologia para designar ao amor, sendo três muito importantes: Eros, Filos e Ágape. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2023/03/13/eros-filos-agape-amor/">Eros, Filos e Ágape: A força do Amor</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Podemos observar ao longo da história da humanidade, em todas as formas de arte, a busca sempre constante por expressar, definir, exaltar e até mesmo compreender a este sentimento ou algo misterioso que se chama ‘Amor’.</p>



<p>Os gregos utilizavam mais de uma terminologia para designar ao amor, sendo três muito importantes: Eros, Filos e Ágape.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eros</strong></h2>



<p>Eros é o termo que se traduz em amor erótico ou sexual, é ao mesmo tempo um deus no panteão grego. Esta divindade do amor, foi mencionada na Teogonia de Hesíodo, e este lhe atribuiu o papel unificador e coordenador dos elementos da criação, sendo portanto definitivo no processo de passagem do Caos para o Cosmos. Eros, o mesmo cupido, une em matrimônio o homem e a mulher, para que estes dois possam completar-se um no outro, e consubstancializar o amor através da união sexual. Este sentimento de amor erótico, no sentido mais transcendental da palavra, só pode ser encontrado no leito nupcial dos esposos, por isso Eros une os casais&#8230;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Filos</strong></h2>



<p>Temos ainda o termo Filos que também significa amor, porém já se trata de uma distinta forma de amor, que seria o amor de amigos. Daí vem o termo <em>filosofia</em> que significa amor à sabedoria, ou amigo da sabedoria. Esta forma de amor deve estar também presente entre esposos, porque permite uma relação de confiança, respeito e companheirismo. Eros é o sentimento que nos leva a despir o corpo para o ser amado, enquanto Filos nos leva a despir a alma, para que haja uma verdadeira comunhão. Este amor de amigos, no coração puro, se estende a todos os seres da criação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ágape</strong></h2>



<p>Já Ágape é a expressão mais exaltada e sublime do amor. Foi sempre utilizado nos textos cristãos como significação do amor de Deus, o amor desinteressado, indistinto e incondicional. Esta forma de amor faz com que o ser humano vá muito além de sua natureza inferior e busque divinizar-se. Faz-nos ver além dos defeitos alheios, conectando-nos assim com a virtude de cada um. E ainda, nos move a querer abandonar os nossos próprios defeitos e imperfeições.&nbsp;</p>



<p>Como descreve em 1 Coríntios 13: <em>“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”</em>.</p>



<p>O amor sempre foi a maior busca da consciência humana, ainda que muitos nem o suspeitem. Todos dizem que buscam a felicidade, mas felicidade é apenas outra palavra para dizer amor. Alguns querem veementemente a sabedoria, Hermes Trismegisto dizia: <em>“Te dou amor, dentro do qual está contido todo o summum da sabedoria”</em>. Quando uma pessoa é religiosa, ela busca encontrar a Deus: nas Sagradas Escrituras Bíblicas está escrito que <em>“Deus é amor”&#8230;</em></p>



<p>No fundo íntimo, cada ser humano sofre em maior ou menor nível, porque dentro de si há muitos espaços vazios de amor, espaços onde o que reina é exatamente a antítese desta força.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Força do Amor</strong></h2>



<p>O amor não é simplesmente um sentimento ou uma virtude humana, ele é a força misteriosa que organiza a todo o universo, é o que faz tudo existir, e é até mesmo o que dá verdadeiro sentido a tudo. É, nas palavras de um sábio, “a força modeladora do universo”.</p>



<p>Esta força, ou energia divina, se expressa no gênero humano através das diferentes virtudes como caridade, humildade, pureza, honestidade, sinceridade, altruísmo, etc. O gnosticismo nos ensina que tais virtudes se encontram corrompidas, ou engarrafadas dentro do que em termos gnósticos chamamos ego, que são o oposto de cada uma destas virtudes, portanto atualmente estas virtudes praticamente inexistem dentro de cada um de nós. Necessitamos resgatá-las através de um árduo e heróico trabalho que a <a href="https://ageacac.org.br/curso-de-gnosis/">Gnosis</a>, como conhecimento dos mistérios da natureza humana, nos propõe. Tais defeitos tornam a nossa natureza psicológica egoísta, e portanto, incapaz de amar.&nbsp;</p>



<p>Esta força maravilhosa, em qualquer das formas de expressão mencionadas pelos antigos gregos, seja Eros, Filos ou Ágape, não pode ser abarcada em sua forma mais absoluta pelo ser humano em sua atual conjuntura psicológica, apenas podemos sentir lampejos disso que se chama amor. É necessária uma verdadeira regeneração e revalorização de nossa natureza para que possamos realmente encarnar o sentido de amar profundamente. Uma pequena chispa desprendida desta gigantesca fogueira, quando capturada por nós já nos faz sentir uma plenitude indescritível.&nbsp;</p>



<p>Quando alguém sente algo do verdadeiro amor, nada lhe falta, nada lhe sobra. O amor nos torna capazes de todos os sacrifícios e martírios, de todos os heroísmos e atos de nobreza. Ele converte o feio em belo, o velho em jovem, o triste em alegre, e ao perverso, ele definitivamente enobrece o coração.</p>



<p>O amor, com sua ciência e infinita magia, transforma todas as coisas dando-lhes sua verdadeira originalidade que é o divino. Ele brota através dos destroços mortais para nos dar o sentir da eternidade. Surge como a estrela da esperança na noite escura da humanidade para iluminar o nosso mundo escuro e triste. O amor transforma o deserto da vida humana em um campo verdejante, cheio de abundância, fertilidade e inspiração.Os mestres da humanidade nos exortam ao amor. É melhor amar, nos dizem eles, que acumular na cabeça muitas teorias que não nos conduzirão a lugar algum. O amor é o caminho para o Monte Olimpo, onde se consegue a imortalidade. Dizia Hermes Trismegisto: <em>“Os homens são Deuses mortais, e os Deuses, homens imortais”</em>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2023/03/13/eros-filos-agape-amor/">Eros, Filos e Ágape: A força do Amor</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://ageacac.org.br/2023/03/13/eros-filos-agape-amor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 
Content Delivery Network via N/A
Lazy Loading (feed)
Minified using Disk
Database Caching 4/90 queries in 0.012 seconds using Disk

Served from: ageacac.org.br @ 2026-04-21 21:06:25 by W3 Total Cache
-->