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	<description>Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência</description>
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		<title>Os Mistérios do Antigo Egito</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antigas Civilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência antiga]]></category>
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<p class="has-drop-cap">O historiador grego Heródoto visitou o Egito no ano 500 a. C. e afirmou: “De todas as nações da Terra os egípcios são os mais felizes, sãos e religiosos”. Construíram uma sociedade onde reinavam a paz e a felicidade, em sua língua não possuíam uma palavra que significasse religião, não viam diferença entre o que era considerado sagrado e o que era do mundo, viam-se como encarregados de compreender que Deus, o Universo e o Homem formam uma manifestação única. Possuíam um vasto e profundo conhecimento espiritual, científico e de tudo o que diz respeito aos fenômenos naturais, cósmicos e de como o homem deveria atuar para viver integrado com todos os seres existentes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-1024x680.jpg" alt="Mistérios do Antigo Egito" class="wp-image-607" title="os mistérios do antigo egito" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-1024x680.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-300x199.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280-768x510.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/sphinx-1175828_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O Egito, desde o começo, aparece maduro, sem períodos de ciclos e evoluções. Sua civilização não tem infância, e suas artes nenhum período arcaico, já estava assim na maturidade. Formavam um povo civilizado e numeroso conhecedor de técnicas de corte, transporte e junção de pedras rochosas com as quais construíram as pirâmides; conheceram a fundo os processos químicos da mumificação; aplicavam técnicas de irrigação artificial, por meio de canais com vazão controlada; já utilizavam o vidro, desenvolveram técnicas de polimento com areia e modernas formas de encaixe, tanto da madeira quanto da pedra; caprichosos joalheiros com uma técnica de solda e montagem de joias que é a mesma dos tempos atuais; criaram a cerveja aperfeiçoando o processo de fermentação e a variedade de aromas e sabores.</p>



<p>Enfim, as descobertas, inventos e construções atribuídas aos egípcios daria uma extensa lista se aqui a citássemos todas. Sendo assim nos perguntamos como conseguiram tal desenvolvimento, qual sua origem uma vez que não passou por processos evolutivos?</p>



<h4 class="wp-block-heading">Seus Templos e Edificações</h4>



<figure class="wp-block-image alignright size-large is-resized"><img decoding="async" width="682" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-682x1024.jpg" alt="Templo de Ed Fu" class="wp-image-608" style="width:341px;height:512px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-682x1024.jpg 682w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-200x300.jpg 200w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280-768x1152.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/temple-4687909_1280.jpg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Ed Fu</figcaption></figure>



<p>Haviam templos construídos por todo seu território, cada um deles possuía um deus específico e transmitia um conhecimento sobre determinado assunto, convertendo-se cada um em uma biblioteca viva de pedra. Cada templo continha três níveis de informação, era uma maneira de revelar simultaneamente a homens em diferentes níveis ou estados evolutivos. O primeiro nível transmitia ensinamentos básicos dirigidos ao povo, cada templo contava uma história simples, repleta de símbolos e personagens fantásticos, um drama sagrado facilmente compreensível, as ideias eram expressas como mitos ou em forma de história. O mito, uma história fantástica, foi utilizado como método para revelar ao homem um mundo que ele só entende<br>imperfeitamente.</p>



<p>Criavam personagens com características simbólicas ou com formas que trazem à mente sua função ou atividade principal, que participavam de histórias simples e parábolas que contam verdades sobre a natureza humana, sem a aridez e abstração da filosofia ou da metafísica. O povo recebeu a informação sobre cada tema sagrado ao conhecer a história central de cada templo, ao conhecer as fraquezas e forças de cada personagem, as circunstâncias que atravessam e a maneira como resolvem.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="690" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-1024x690.jpg" alt="Templo de Kom Ombo" class="wp-image-611" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-1024x690.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-300x202.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280-768x517.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3321124_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Kom Ombo</figcaption></figure>



<p>Utilizavam um segundo nível de informação dirigido aos discípulos, aos quais se explicavam diretamente o mesmo tema de uma maneira mais concreta e profunda. Para isso utilizavam as cenas descritivas do mito talhadas nos muros do templo, explicavam cada personagem, o que simbolizavam no universo, o porquê da sua forma, comportamento e função principal. Por último, em um terceiro nível de informação, cada templo guardou um código secreto embebido no próprio símbolo, era conhecido apenas pelos altos sacerdotes e mestres com informações sobre forças e energias fundamentais, como controlá-las e utilizá-las para prestar serviço ao seu povo. </p>



<div class="wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-black-color has-text-color">Relação dos templos, deuses e alguns aspectos dos conhecimentos que eram transmitidos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>TEMPLO DE OSÍRIS</strong> (em Abydos) – a Reencarnação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE KOM OMBO</strong> (em Kom Ombo) – a Dualidade (a força que induz ao erro e a força que induz à compreensão). Era por onde se começava os estudos dos iniciados egípcios.</li>



<li><strong>TEMPLO DE LUXOR</strong> (em Tebas) – sobre o Corpo do Homem.</li>



<li><strong>TEMPLO DE HATHOR</strong> (em Denderah) – a Gestação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE ÍSIS</strong> (em Philae) – o Princípio Feminino. (O Gênero)</li>



<li><strong>TEMPLO DE HORUS</strong> (em Ed Fu) – a Iluminação.</li>



<li><strong>TEMPLO DE KARNAK</strong> (em Tebas) – a Consciência.</li>
</ul>
</div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="450" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-1024x450.jpg" alt="Templo de Luxor" class="wp-image-613" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-1024x450.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-300x132.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280-768x338.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3332617_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Templo de Luxor &#8211; Tebas</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Suas Leis e Justiça</h4>



<p>Seu senso de justiça era diferente ao que conhecemos hoje em dia, era focado no indivíduo. O conhecido “Livro dos Mortos” tinha como principal função o comportamento do ser humano: ensinamentos para serem realizados em vida, que prepara o indivíduo para a morte.</p>



<p>Representado pela Deusa Maat, deusa da verdade e da justiça, do senso de  realidade, da equidade e do respeito às leis e aos indivíduos, tinha a função de decidir o destino dos egípcios após a morte. Para o morto alcançar o submundo, objetivo de todo egípcio, ele precisava proferir a “Confissão Negativa”, constituída por uma sequência de renúncias feitas em vida, à exemplo: não matei, não roubei, não cometi adultério, não menti, entre outros que totalizavam 42 ‘confissões’. Caso fosse aprovado nessas confissões o morto era considerado “Verdadeiro da Palavra” (Maat Kheru – Expressão bem popular do antigo Egito) e poderia passar a uma nova sala onde seu coração seria pesado em uma balança.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="587" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-1024x587.jpg" alt="Papiro Egípcio Tribunal da Justiça" class="wp-image-615" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-1024x587.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-300x172.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280-768x440.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-1744581_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A pesagem do coração era feita utilizando como contrapeso a pena de Maat. O coração deveria pesar menos que a pena, para que o mesmo pudesse ter a vida eterna, caso o coração fosse mais pesado que a pena de Maat, o morto era devorado por Ammit, uma espécie de devorador de almas, e o morto deixava de existir, o que para os egípcios era algo de um enorme terror. </p>



<figure class="wp-block-table aligncenter is-style-regular"><table class="has-background" style="background-color:#e7f5fe"><thead><tr><th>Nome</th><th>Significado</th><th>Corpo Interno</th></tr></thead><tbody><tr><td>Sahu</td><td>O Espírito Divio</td><td>Átmico</td></tr><tr><td>Eb ou Ab</td><td>O Centro da Consciência reside no coração</td><td>Búdhico</td></tr><tr><td>Akh ou Khu</td><td>Essência da Vida</td><td>Causal</td></tr><tr><td>Ba</td><td>Pássaro com cabeça humana</td><td>Mental</td></tr><tr><td>Ka</td><td>Aquilo que se usa enquanto dorme</td><td>Astral</td></tr><tr><td>Khaibit</td><td>Dá a vitalidade</td><td>Vital</td></tr><tr><td>Khat</td><td>Físico</td><td>Físico</td></tr><tr><td>Sekhmit</td><td>Irradiação de todos os corpos</td><td>Aura</td></tr><tr><td>Ren</td><td>Aprendizado da vida</td><td>Personalidade</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption">Estrutura Interna do Homem no conceito egípcio</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">A <a href="https://ageacac.org.br/2022/02/10/o-enigma-das-mitologias/">Mitologia </a>de Osíris</h4>



<figure class="wp-block-image alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="678" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-678x1024.jpg" alt="" class="wp-image-617" style="width:339px;height:512px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-678x1024.jpg 678w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-199x300.jpg 199w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280-768x1159.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-3302312_1280.jpg 848w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /></figure>



<p>A mais conhecida das mitologias egípcias era a de Osíris, onde este e sua esposa, Ísis, governavam o Egito, deram forma às suas leis, foram o instrumento da civilização ensinando o respeito e a busca de Deus. Em determinado período, Osíris prosseguiu sua busca em outras regiões e outros conhecimentos, deixando o reino (símbolo da mente) nas mãos de Ísis. Seth (a força animal obscura), seu irmão, queria apoderar-se do reino (da mente do homem) e de Ísis, por quem estava apaixonado. Quando Osíris regressou, Seth, em conspiração com 72 nobres, o convidou a um banquete ao qual levou um belo sarcófago talhado em madeira do tamanho exato de Osíris, declarou que o daria de presente a quem se ajustasse nele perfeitamente. Um a um eles experimentaram e quando Osíris se deitou em seu interior os conspiradores fecharam a tampa e selaram-na com chumbo, depois atiraram o sarcófago no Nilo. Seth, que representava a parte animal e passional de todo ser tomou posse da mente, limitando-a a sensações e desejos do corpo. Segundo o mito, o sarcófago onde estava Osíris chegou à costa do Líbano, onde ficou preso a galhos de uma tamarga.</p>



<p>Depois de muito viajar a procura de Osíris, Ísis conseguiu resgatar o sarcófago e o trouxe de volta ao Egito, quando Seth descobriu, tomou o corpo de Osíris e o cortou em quatorze pedaços e os espalhou por todo o país. Entretanto, Ísis percorreu o Egito e encontrou, uma a uma, treze das partes, todas menos o falo de Osíris, que segundo a lenda foi devorado pelos peixes do rio (um simbolismo do abandono da sexualidade e da animalidade originais).</p>



<p>Ísis, ajudada por Toth, conseguiu unir os pedaços do corpo de Osíris e teve uma comunhão espiritual com seu marido, ela impregnada de sua essência ficou grávida e gerou Hórus (representa a iluminação interior, o despertar da consciência).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Seu Objetivo, suas crenças</h4>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="434" height="640" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640.jpg" alt="" class="wp-image-618" style="width:326px;height:480px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640.jpg 434w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/hieroglyphics-67471_640-203x300.jpg 203w" sizes="auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px" /></figure>



<p>O Egito é um país de um só Deus, Aquele que está em todos os lugares, e sempre foi assim, o compreendiam como a unidade inicial, absoluto, de onde toda a criação emanou e para onde tudo retornará e o chamaram de Atum-Ra. Nunca foi representado com uma forma física e nos hieróglifos era desenhado como um disco dourado, um sol simbólico, fonte da luz. Atum-Rá é o Deus Absoluto que existia antes da manifestação do universo, Ele é a Unidade, a matéria-prima, o caos que contém tudo em potência, o nada, o grande princípio, a própria essência de todas as coisas, o espírito divino, eterno, imutável, que sabe tudo e está em todas as partes.</p>



<p>A civilização egípcia teve como princípio primordial a busca pelo sagrado e divino, a busca de Deus, o desenvolvimento espiritual e material do homem em todos os níveis e dimensões. Tornou-se um poderoso império, durante séculos foi o centro do poder político e econômico dos países existentes naquela época, porém tudo tem apogeu e declínio, com este povo não foi diferente. Após as diversas invasões por parte de povos de outros países, toda a cultura e domínio egípcio decresceram até que por fim se extinguiu todo o império.  Porém seus ensinamentos ainda permaneceram estampados nas paredes dos templos, na majestade dos  monumentos, à disposição de toda a humanidade. </p>



<p>Podemos afirmar, sem dúvida, que a majestade e onipotência da cultura é tal, que mesmo depois de extinta, consegue de alguma forma chegar às pessoas, permanece incólume nas paredes dos templos, em suas esculturas e monumentos, em majestoso silêncio chamando a toda a humanidade para que busque o real motivo de sua existência e com isso, alcance a perfeição interior.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-619" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-1024x684.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-300x200.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280-768x513.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/07/egypt-4812254_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<div class="pvc_clear"></div><p id="pvc_stats_603" class="pvc_stats total_only  " data-element-id="603" style=""><i class="pvc-stats-icon small" aria-hidden="true"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" version="1.0" viewBox="0 0 502 315" preserveAspectRatio="xMidYMid meet"><g transform="translate(0,332) scale(0.1,-0.1)" fill="" stroke="none"><path d="M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z"/><path d="M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z"/><path d="M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z"/><path d="M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z"/><path d="M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z"/><path d="M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z"/><path d="M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z"/><path d="M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z"/><path d="M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z"/></g></svg></i> <img loading="lazy" decoding="async" width="16" height="16" alt="Loading" src="https://ageacac.org.br/wp-content/plugins/page-views-count/ajax-loader-2x.gif" border=0 /></p><div class="pvc_clear"></div><p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2024/07/01/os-misterios-do-antigo-egito/">Os Mistérios do Antigo Egito</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
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		<title>O Mito de Psique e a Origem da Dor</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 13:29:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alma]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu livro intitulado &#8220;O Asno de Ouro&#8221;, Apuleio relata um mito que encerra em si o conhecimento da verdade sobre a Alma e seus processos até tornar-se imortal. Trata-se do mito de Eros e Psique. Conta-nos Apuleio que Psique era a filha mais nova de um Rei cujo nome é desconhecido. Psique possuía uma [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="220" height="395" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1.jpg" alt="Eros e Psique" class="wp-image-390" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1.jpg 220w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/220px-Psycheabduct-1-167x300.jpg 167w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" /></figure>



<p>Em seu livro intitulado &#8220;O Asno de Ouro&#8221;, Apuleio relata um mito que encerra em si o conhecimento da verdade sobre a Alma e seus processos até tornar-se imortal. Trata-se do mito de Eros e Psique. </p>



<p>Conta-nos Apuleio que Psique era a filha mais nova de um Rei cujo nome é desconhecido. Psique possuía uma beleza tão extraordinária que a própria Afrodite se enciumou dela. De modo que Afrodite pediu a seu filho Eros que lançasse sobre ela uma flecha e a fizesse se apaixonar pelo ser mais monstruoso que existe. No entanto Eros é acidentalmente espetado por uma de suas próprias setas, apaixonando-se então por Psique. </p>



<p>Psique é conduzida a um suntuoso palácio e passa a conhecer as delícias do Amor nos braços do próprio Deus do Amor. Porém Eros temendo que Afrodite soubesse que não cumpriu seu dever, jamais revelara sua face para sua amada, tendo feito-a jurar que não buscaria conhecer a sua face. </p>



<p>No entanto, instigada por suas irmãs mais velhas, Psique considerando que apenas um monstro não daria a conhecer sua própria face, resolve então, na noite, segura em suas mãos por uma faca com a qual pretende matar a seu esposo, e uma lamparina para vê-lo. </p>



<p>Ao contemplar a majestosa beleza de tão encantadora divindade, assustada, Psique deixa cair uma gota de óleo quente da lamparina sobre o ombro de Eros. O amor fica então ferido, e percebendo que fora traído, abre suas asas e foge enlouquecido deixando sua amada. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Provas lançadas por Afrodite a Psique</h4>



<p>Psique, ao perceber o que fez, entra em desespero e busca Afrodite com esperanças de que possa recuperar o Amor de Eros. Afrodite que passou a cuidar de seu filho da ferida causada por Psique, promete permitir a união dos dois após Psique passar por quatro espantosas provas, dentre as quais a última delas era descer ao Hades para pedir a Perséfone um pouco de sua beleza e levá-la dentro de uma caixa para Afrodite, presente que Perséfone concede amavelmente. </p>



<p>Porém Psique ao regressar não resiste à tentação de tornar-se ainda mais bela para que então Eros não resista aos seus encantos e a aceite de volta. No entanto, ao abris a caixa cai em  um sono profundo. Eros já recuperado vai a socorro de sua amada e a desperta, colocando então o conteúdo de volta a caixa. </p>



<h4 class="wp-block-heading">A imortalidade de psique</h4>



<p>Eros também se dirige ao Olimpo para roga a Zeus que advogue por sua causa. Zeus reúne a Assembleia dos Deuses e com o consentimento deles dá a Psique a beber a ambrosia que a torna imortal. E por fim declara eterna esposa de Eros. Desta união nasce Volúpia&#8230;</p>



<p>Este <a href="https://ageacac.org.br/2020/11/09/o-labirinto-de-creta-e-o-despertar/" class="rank-math-link">precioso mito</a>, trata de um mistério essencialmente importante para a vida do ser humano.</p>



<p>Assim são os mitos, ainda que pareçam histórias sem sentido prático, são a forma mais inteligente de resguardar a verdade para que através do tempo ela não seja tergiversada. A verdade portanto está proteida, pois a mente não alcança compreender o significado desta linguagem simbólica de beleza incomparável. </p>



<p>Os elementos contidos neste mito podem ser traduzidos por meio do sentido da inspiração que nos faz alçar voo às esferas mais elevadas do saber, e compreender aquilo que está além das meras palavras e símbolos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Psique, Beleza e Ingenuidade</h4>



<p>Psique, Ser de beleza desafiadora que desperta a indignação da própria Afrodite, a mais bela Deusa do panteão grego, mais além de um personagem vem a ser a Alma, ou mariposa como pode também ser traduzido, ou ainda Sopro ou Alento, o alento espiritual da vida humana&#8230; Psique vive sua trajetória no mito de modo imensamente semelhante ao que vive na intimidade do homem, e suas características de beleza e ingenuidade são idênticas. </p>



<p>A beleza de Psique ou Alma Humana emana de seu caráter essencialmente puro. Porém a ingenuidade da alma em sua origem faz com que ela duvide e busque o conhecimento violando as regras impostas pelo amor, ou em outras palavras, pela própria divindade. Tal busca a faz cometer graves erros que a conduzem ao desespero, à solidão e à desolação. </p>



<p>O amor confere à alma do homem o sentimento de plenitude verdadeira, de deleite, de êxtase impossível de ser descrito com as tão limitadas palavras contidas em nosso dicionário. Realmente a Alma de cada ser vivente em seu estado pristino não discerne a presença da realeza de Deus ou do Amor. Necessitou ela deste súbito afastamento opara que através dos contrastes chegasse a saber que o Amor é o único que pode lhe dar felicidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A Fealdade, Ausência do Amor</h4>



<p>A Alma já afastada do Amor é vazia e sofredora. Diz o mito que quando Eros se foi Psique passou a vagar noite e dia sem repouso e sem alimento. Parte de sua beleza lhe fora subtraída, e podemos acrescentar que seus dias se tornaram amargos como a morte. </p>



<p>A ausência do Amor confere a cada dia de nossa vida um fardo  que nos pesa e nos faz esquecer as razões espirituais da vida humana. Sem o amor, a Psique humana se torna obscura e sem sentido verdadeiro de ser. Já a vida passa a ter explicações e impulsos que orientam o ser humano em um caminho que o distancia cada vez mais da verdade.</p>



<figure class="wp-block-image alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="722" height="1024" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-722x1024.jpg" alt="Eros e Psique AGEACAC" class="wp-image-387" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-722x1024.jpg 722w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-212x300.jpg 212w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-768x1089.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-1083x1536.jpg 1083w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche-1444x2048.jpg 1444w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Francois_gerard_francois_pascal_simon_-cupid_and_psyche.jpg 1513w" sizes="auto, (max-width: 722px) 100vw, 722px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cupido e Psiquê, 1798, François Gérard </figcaption></figure>



<p>Toda aquela beleza psíquica que nos assemelhava a Deus em um princípio é maculada por uma fealdade que passa a caracterizar-nos. A parte psicológica ou anímica do ser humano que habita o mundo hoje está corrompida a tal ponto que nos tornamos incapazes de amar. </p>



<p>A ausência do amor se manifesta em nosso caráter através da ira, dos ciúmes, da inveja, dos rancores, da mentira, da luxúria que nos faz desgastar torpemente a vida contida no corpo através do abuso da energia sexual criadora em função do prazer. Também o desamor abre espaço para a insegurança, para o medo, a cobiça, gula e tantos defeitos, que como dizia Virgílio&#8221;. </p>



<p>Ainda que tivesse um paladar de aço e mil línguas não poderia enumerá-los cabalmente&#8221;. Os impulsos naturais da psique passam, devido à solidão espiritual a ser mal orientados e convertidos em fatores devastadores da vida. Por exemplo, o impulso natural de justiça se converte em ira para com nossos semelhantes. </p>



<p>O impulso de alimentar-se se converte em gula. O natural de superação que existe na essência do homem se converte em cobiça e inveja e outros sentimentos destrutivos de igual espécie. O sexual de união se transforma em diversas formas de aberração e crimes sexuais, etc.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A Voluptuosidade, o fruto de Eros e Psique</h4>



<p>No conto mitológico Psique anela ter de volta a Eros o Deus do Amor, ou sem uma linguagem prática o próprio Amor. Tal anelo existe no fundo íntimo de cada ser humano, apenas não nos fazemos conscientes dele. Nossa alma sofre pela ausência do amor assim como m bebê recém-nascido sofre pela ausência de sua mãe em uma noite escura e fria. </p>



<p>Os pensamentos e emoções do homem não refletem mais a beleza pristina da alma e sim a confusão e fealdade produzida pelos defeitos da psique, todos estes defeitos originam o fio aterrados e a escuridão da dor humana. A dor curva a alma e a faz chorar em atitude de desespero&#8230;</p>



<p>A ambrosia sagrada dos Deuses é oferecida à Alma para que se converta em um ser imortal após todos os processos de purificação e provações que são impostas a todos aqueles intrépidos que buscam a sabedoria e a verdade contida no amor puro&#8230; </p>



<p>Enquanto os defeitos psicológicos já mencionados neste texto reinem soberanos em nosso mundo interior e em nosso comportamento, a aliança eterna entre a alma e o amor fica completamente suspensa. O amor busca a alma por sua beleza misteriosa, assim como a alma busca o amor por seus encantos inexprimíveis. </p>



<p>Cada vez que a alma humana se encontra envolvida pelos sentimentos incrivelmente divinos do amor, nasce como que por encanto dentro de nosso ambiente interno a Volúpia, ou voluptuosidade, sentimento que nos passa para além de todo o compreensível e justifica a imagem e semelhança de Deus que nos fora atribuída.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="600" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido.jpeg" alt="" class="wp-image-388" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido.jpeg 800w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido-300x225.jpeg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cupido-768x576.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>
<div class="pvc_clear"></div><p id="pvc_stats_382" class="pvc_stats total_only  " data-element-id="382" style=""><i class="pvc-stats-icon small" aria-hidden="true"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" version="1.0" viewBox="0 0 502 315" preserveAspectRatio="xMidYMid meet"><g transform="translate(0,332) scale(0.1,-0.1)" fill="" stroke="none"><path d="M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z"/><path d="M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z"/><path d="M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z"/><path d="M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z"/><path d="M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z"/><path d="M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z"/><path d="M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z"/><path d="M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z"/><path d="M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z"/></g></svg></i> <img loading="lazy" decoding="async" width="16" height="16" alt="Loading" src="https://ageacac.org.br/wp-content/plugins/page-views-count/ajax-loader-2x.gif" border=0 /></p><div class="pvc_clear"></div><p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2024/03/05/o-mito-de-psique-e-a-origem-da-dor/">O Mito de Psique e a Origem da Dor</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
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		<title>O Ano Sideral e as 12 Eras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 22:07:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[zodíaco]]></category>
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<p>Assim como dia e noite ocorrem devido ao movimento de rotação da Terra, e as estações do ano por causa de seu movimento em torno do Sol, grandes sábios da antiguidade observaram um ciclo ainda maior, que trazia consigo eras de luz e eras de escuridão, marcadas pelo movimento dos astros, influenciando a ascensão e queda das civilizações. Esse ciclo conhecido como Grande Ano, ou Ano Sideral, é contado por meio do aparente movimento do Sol na abóbada celeste, em relação às 12 constelações zodiacais.</p>



<figure class="wp-block-image alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="723" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/southern-hemisphere-3591534_1280-1024x723.jpg" alt="Constelação, Ano Sideral, AGEACAC Brasil, Gnosis" class="wp-image-1444" style="width:500px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/southern-hemisphere-3591534_1280-1024x723.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/southern-hemisphere-3591534_1280-300x212.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/southern-hemisphere-3591534_1280-768x542.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/southern-hemisphere-3591534_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A volta completa dura cerca de 25.920 anos, e cada idade ou era é marcada pelo alinhamento do Sol (e consequentemente todo o sistema solar) com uma das Constelações, e dura cerca de 2.148 anos, sendo marcada por suas características natas.</p>



<p>Esse mágico evento pode ser explicado através de um fenômeno chamado Precessão dos Equinócios, que é a oscilação da Terra ao redor de seu eixo, o que faz com que o norte aponte sucessivamente para diferentes estrelas no decorrer do tempo. Devido a este movimento, a cada 2.148 anos, ocorre o Equinócio de Primavera, alinhando a entrada do Sol com diferentes constelações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Importância do Zodíaco na Antiguidade</h2>



<p>Para a maioria dos povos antigos, o Zodíaco era sagrado. A entrada em uma nova era sempre foi celebrada com festas. Sempre houve heróis, homens deuses, como viva representação do Astro Rei, o Sol, e ao seu redor foram criados vários mitos e ritos para representar o reinado do Sol durante as eras zodiacais. Assim, reconstruíram-se os templos, jardins, estátuas, para expressar as características das mesmas.</p>



<p>No<a href="https://ageacac.org.br/2020/07/10/os-misterios-do-antigo-egito/"> Antigo Egito</a>, por exemplo, houve dinastias que, durante a Era de Touro, adornavam seus templos com a figura do mesmo. Cultuava-se ao Touro Sagrado Ápis, à Deusa Hator, com cabeça de vaca, etc.</p>



<p>Da mesma época, provêm os cultos hindus à Vaca Sagrada.&nbsp;</p>



<p>Posteriormente, os templos egípcios passaram a ser adornados com a figura do carneiro, pois o planeta já estava sob a influência da constelação de Áries.</p>



<p>A <a data-type="post" data-id="975" href="https://ageacac.org.br/2020/11/09/o-labirinto-de-creta-e-o-despertar/">mitologia</a> persa mostra essa transição, por meio da figura do Deus Mitra matando o Touro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Era de Peixes</h2>



<p>Muito mais tarde, chega a Era de Peixes, e com ela o Cristianismo, onde o grande Mestre Jesus mostra a morte da Era de Áries pondo fim aos sacrifícios animais e imolando seu próprio corpo, sendo por isso chamado de “Cordeiro Imolado”. Seus profetas ou apóstolos eram tidos como &#8220;pescadores&#8221;. Até hoje um dos principais símbolos cristãos é o Peixe, que representa o reinado solar na Era de Peixes.</p>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="982" height="1280" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/vintage-4234041_1280.png" alt="" class="wp-image-1445" style="width:491px;height:640px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/vintage-4234041_1280.png 982w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/vintage-4234041_1280-230x300.png 230w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/vintage-4234041_1280-786x1024.png 786w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/vintage-4234041_1280-768x1001.png 768w" sizes="auto, (max-width: 982px) 100vw, 982px" /></figure>



<p>Toda essa alegoria certamente ocorria porque tais povos, vivendo em harmonia com a natureza, compreendiam que a mesma, e consequentemente o ser humano, são tremendamente influenciados pelas forças siderais.</p>



<p>Podemos evidenciar claramente como os astros influenciam uns aos outros tanto no sentido físico, magnético, gravitacional, como no sentido metafísico ou psicológico. A Lua, por exemplo, influencia as marés, o plantio, as colheitas, a caça e a pesca, o período fértil das mulheres, o crescimento e também a psique humana. A Lua minguante nos traz melancolia, a cheia, euforia, etc. Assim também todos os outros planetas e estrelas provocam sua influência na Terra. Alguns, por estarem mais distantes, não têm suas influências tão perceptíveis fisicamente, mas psicologicamente podemos captá-las.</p>



<p>O homem é uma máquina, movida por diversos impulsos interiores e exteriores, que em sua maioria desconhece. Creiamos ou não, queiramos ou não, estamos sendo influenciados a todo momento pelas forças siderais.</p>



<p>Tais forças desencadeiam diversas reações psíquicas que influenciam nossa forma de pensar, sentir e atuar.</p>



<p>Se analisarmos o comportamento humano no último milênio, no último século, nas últimas décadas, chegaremos à conclusão de que o mesmo mudou radicalmente. Mas a que se devem tais mudanças?</p>



<p>O homem mudou mais nos últimos 50 anos que em toda a história da humanidade conhecida.</p>



<p>Isto se deve à aurora de Aquário, que já faz sentir sua presença de luz.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Era de Aquário</h2>



<p>A entrada na Era de Aquário foi marcada por um alinhamento do Sol e dos planetas do nosso sistema solar, que ocorreu no dia 4 de fevereiro de 1962, entre as 2h e 3h da tarde.</p>



<p>Como queira que o levantar do Astro Rei seja precedido pela aurora, que clareia o horizonte, também as influências luminosas de Aquário já vêm sendo pressentidas algumas décadas antes de seu início.</p>



<p>Aquário traz forças e características totalmente distintas e até opostas à anterior Era de Peixes, e tais forças são sempre neutras, dependendo do estado interior do ser humano canalizá-las positiva ou negativamente.</p>



<p>Peixes, por exemplo, trazia como característica o ocultismo, que infelizmente foi mal canalizado, o que originou uma era de obscurantismo, dogmatismo, ignorância e escravidão psicológica. A Idade Média ainda é chamada de “Idade das Trevas”, tamanhas foram as crueldades praticadas em nome de uma fé cega.</p>



<p>Aquário, ao contrário, é conhecida como a Era da Luz, pois tem como principal característica o despertar da consciência, da compreensão e da intuição. É também tida como a Era da Cooperação.</p>



<p>Aquário é regido pelo elemento ar, o que lhe imprime movimento, revolução e velocidade. O ar rege a mente, os pensamentos, o intelecto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Influências da Era de Aquário</h2>



<figure class="wp-block-image alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="866" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/constellations-5929926_1280-1024x866.png" alt="Sideral Era de Aquário" class="wp-image-1446" style="width:500px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/constellations-5929926_1280-1024x866.png 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/constellations-5929926_1280-300x254.png 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/constellations-5929926_1280-768x650.png 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2021/02/constellations-5929926_1280.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Quantas mudanças ocorreram em nossa cultura e em nossa sociedade desde a década de 50, 60? Em todos os aspectos: tecnológico, científico, na maneira de pensar, sentir e agir do ser humano?</p>



<p>Em nosso sistema solar, Aquário é a casa de Urano, planeta que rege as glândulas sexuais. Unindo a revolução do elemento ar com as forças uranianas, pudemos experienciar uma verdadeira “revolução sexual” a partir dos anos 60.</p>



<p>Hoje vemos mais pessoas em busca da “Verdade”. Os antigos dogmas estão caindo ante o veredicto solene da consciência pública. Estamos entendendo cada vez mais a necessidade da união e da cooperação.</p>



<p>O fato é que o Planeta já está sob a influência inovadora de Aquário. Mas infelizmente a maior parte da humanidade ainda conserva a antiquada e egoísta forma pisciana de pensar, sentir e atuar.</p>



<p>Alguns se abriram ao novo e puderam captar as vibrações de Aquário. Mas infelizmente as canalizaram de forma negativa, por meio da degeneração sexual e intelectual.</p>



<p>É necessário que aprendamos a canalizar de forma positiva e edificante as forças Aquarianas, despertando nossa consciência em relação ao novo, à compreensão, à cooperação, à intuição. Saber amar, dando assim um sublime caminho às influências de Urano em nós. Voltar ao seio da Natureza e reconhecer nela nossa Bendita Mãe, carregando-nos com sua harmonia, que nos permitirá novamente reconquistar a paz e a felicidade que tanto almejamos.</p>
<div class="pvc_clear"></div><p id="pvc_stats_1442" class="pvc_stats total_only  " data-element-id="1442" style=""><i class="pvc-stats-icon small" aria-hidden="true"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" version="1.0" viewBox="0 0 502 315" preserveAspectRatio="xMidYMid meet"><g transform="translate(0,332) scale(0.1,-0.1)" fill="" stroke="none"><path d="M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z"/><path d="M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z"/><path d="M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z"/><path d="M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z"/><path d="M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z"/><path d="M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z"/><path d="M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z"/><path d="M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z"/><path d="M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z"/></g></svg></i> <img loading="lazy" decoding="async" width="16" height="16" alt="Loading" src="https://ageacac.org.br/wp-content/plugins/page-views-count/ajax-loader-2x.gif" border=0 /></p><div class="pvc_clear"></div><p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2024/01/02/o-ano-sideral-e-as-12-eras/">O Ano Sideral e as 12 Eras</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
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		<title>Sonhos Lúcidos</title>
		<link>https://ageacac.org.br/2023/11/25/sonhos-lucidos-ageacac/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Nov 2023 21:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Metafísica]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem Astral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Real para nós é que podemos ver, tocar, sentir, porém já paramos para pensar se existem outras realidades, outras dimensões? Os pensamentos, sentimentos, desejos e sonjos podem ser tocados ou apalpados? Não podemos comprová-los tridimensionalmente, mas será que por isso eles deixam de ser uma realidade? É inquestionável que existem e que têm realidade para todo ser Humano.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2023/11/25/sonhos-lucidos-ageacac/">Sonhos Lúcidos</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right">Veja também <a href="https://ageacac.org.br/simbolismo-dos-sonhos/">O Simbolismo dos Sonhos</a></p>



<p class="has-drop-cap">O homem percebe o mundo ao seu redor por meio da visão, audição, tato, paladar e olfato.</p>



<figure class="wp-block-image alignright size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/beautiful-3223194_1280-300x200.jpg" alt="Sonhos Lúcidos" class="wp-image-330" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/beautiful-3223194_1280-300x200.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/beautiful-3223194_1280-1024x683.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/beautiful-3223194_1280-768x512.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/beautiful-3223194_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>



<p>Os cinco sentidos físicos nos permitem captar imagens, sons, cheiros, sentem as coisas, etc. Todas estas impressões constituem a realidade física, tridimensional.</p>



<p>Real para nós é que podemos ver, tocar, sentir, porém já paramos para pensar se existem outras realidades, outras dimensões? Os pensamentos, sentimentos, desejos e sonhos podem ser tocados ou apalpados? Não podemos comprová-los tridimensionalmente, mas será que por isso eles deixam de ser uma realidade? É inquestionável que existem e que têm realidade para todo ser Humano.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="426" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640.jpg" alt="" class="wp-image-203" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640.jpg 640w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/people-2591874_640-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure>



<p>Samael Aun Weor expressa em suas obras que são sete as dimensões fundamentais e para cada uma delas o Homem possui um corpo ou veículo de expressão.</p>



<p>O corpo físico possui cinco sentidos já citados e com eles pode-se perceber a Terceira Dimensão. Todavia existem sentidos que permitem perceber as outras realidades e dimensões existentes.</p>



<p>Neste artigo vamos apenas abordar a quinta dimensão da Natureza que é o Plano Astral ou dos Desejos e é a região onde se processam os sonhos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/dream-catcher-4065288_1280-1-1024x683.jpg" alt="Samael Aun Weor Simbolismo dos Sonhos" class="wp-image-337" style="width:768px;height:512px" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/dream-catcher-4065288_1280-1-1024x683.jpg 1024w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/dream-catcher-4065288_1280-1-300x200.jpg 300w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/dream-catcher-4065288_1280-1-768x512.jpg 768w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2020/05/dream-catcher-4065288_1280-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">O que acontece quando dormimos? </h2>



<p>O corpo Astral se desdobra, sai do corpo físico e este é revitalizado pelo corpo vital. A este processo dá-se o nome de Desdobramento Astral, onde têm-se experiências inconscientes, abstratas, ou conscientes, reais e vívidas.</p>



<p>Existem diversas classes de sonhos. Pode-se definir sonhos como experiências involuntárias na quinta Dimensão da Natureza ou Plano Astral. São estas de tipo mecânico, emocional, intelectual, instintivo e sexual.</p>



<p>Existe ainda um tipo muito especial de sonho, que é o que se relaciona com a consciência humana. Estes são os mais interessantes e importantes, pois nos permitem acessar nossa verdadeira realidade e receber mensagens dos centros superiores do Ser as quais devemos aprender a captar e interpretar. Sonhos conscientes, lúcidos, são sonhos coerentes, claros, coloridos e tão reais que nem parece que se está sonhando. São sonhos que não esquecemos, pois impactam a consciência e deixam aquela sensação que algo importante e maravilhoso aconteceu.</p>



<p>Os Sonhos Lúcidos são raros, pois a maioria dos sonhos são ecos do que se faz, pensa e sente durante o dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Linguagem dos Sonhos</h2>



<p>Os sonhos não podem ser interpretados de forma literal já que a linguagem dos sonhos é simbólica.</p>



<p>A <a href="https://ageacac.org.br/simbolismo-dos-sonhos/" class="rank-math-link">linguagem dos sonhos</a> é comparável à linguagem das parábolas. A ciência da interpretação dos sonhos se fundamenta na lei das analogias filosóficas e na lei das correspondências e na numerologia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Lei das Analogias dos Contrários</h3>



<p>Se sonhamos que estamos comendo, pode indicar infortúnios e sofrimentos. Se sonhamos que estamos comendo frutas ácidas e amargas pode indicar situações agradáveis e prazerosas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Lei das Analogias Filosóficas</h3>



<p>Os locais e paisagens que sonhamos dizem respeito ao nosso mundo interior.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Lei das Correspondências</h3>



<p>Símbolos e arquétipos que descendem do Mundo do Espírito puro. Necessita-se conhecer o significado arquetípico dos Elementos que compõe a Natureza.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Numerologia</h3>



<p>Necessita-se conhecer o <a href="https://ageacac.org.br/2020/06/09/tarot-kabala-e-numerologia/" class="rank-math-link">significado Kabalístico</a> dos <a href="https://ageacac.org.br/kabala-e-numerologia-gnosis/" class="rank-math-link">Números</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Despertar</h2>



<p>O objetivo é deixar de sonhar e passar a ter experiências reais nas Dimensões Superiores da Natureza.</p>





<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.&#8221;</p>
<cite>Carl Jung</cite></blockquote>



<p>Deve-se começar por conhecer os sonhos e utilizá-los para o descobrimento de si mesmo. Todo sonho tem importância para o autodescobrimento, pois os sonhos permitem ver quem realmente se é!</p>



<p>Platão disse com justa razão que o Homem se conhece por seus sonhos. Os sonhos nos mostram o que desejamos, o que anelamos, o que gostamos, o que odiamos, o que somos e o que podemos ser.</p>



<p>Ao tornar lúcido o processo do sonho, pode-se:</p>



<p>1. Tomar consciência dos sonhos, ou seja, o inconsciente é convertido em consciente.</p>



<p>2. Deixa-se de sonhar e se torna desperto, aqui no físico e nas Dimensões Superiores da Natureza.</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter is-style-stripes"><table><tbody><tr><td><strong>Corpo</strong></td><td><strong>Dimensão</strong></td><td><strong>Relação</strong></td></tr><tr><td>Físico</td><td>Terceira</td><td>5 Sentidos</td></tr><tr><td>Vital</td><td>Quarta</td><td>Vida</td></tr><tr><td>Astral</td><td>Quinta</td><td>Sentimentos e desejos</td></tr><tr><td>Mental</td><td>Quinta</td><td>Pensamentos</td></tr><tr><td>Causal </td><td>Sexta</td><td>Força de vontade</td></tr><tr><td>Búdico</td><td>Sétima</td><td>Consciência</td></tr><tr><td>Átmico</td><td>Sétima</td><td>Espírito</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption">Relação entre os corpos e as dimensões da natureza</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-right"><em>Publicado no site em 14/05/2020</em></p>
<div class="pvc_clear"></div><p id="pvc_stats_264" class="pvc_stats total_only  " data-element-id="264" style=""><i class="pvc-stats-icon small" aria-hidden="true"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" version="1.0" viewBox="0 0 502 315" preserveAspectRatio="xMidYMid meet"><g transform="translate(0,332) scale(0.1,-0.1)" fill="" stroke="none"><path d="M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z"/><path d="M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z"/><path d="M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z"/><path d="M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z"/><path d="M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z"/><path d="M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z"/><path d="M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z"/><path d="M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z"/><path d="M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z"/></g></svg></i> <img loading="lazy" decoding="async" width="16" height="16" alt="Loading" src="https://ageacac.org.br/wp-content/plugins/page-views-count/ajax-loader-2x.gif" border=0 /></p><div class="pvc_clear"></div><p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2023/11/25/sonhos-lucidos-ageacac/">Sonhos Lúcidos</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
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		<title>O Fascínio como Causa de Desarmonia do Casal</title>
		<link>https://ageacac.org.br/2023/10/15/fascinio-causa-desarmonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 23:08:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Lar]]></category>
		<category><![CDATA[Matrimônio Perfeito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É de sensível atenção como problemas modernos encontram eco nas mais tradicionais escolas do conhecimento presentes na história de nossa civilização. Floresceu entre os séculos V e VI a.C. a mais elevada filosofia, verbalizada nos diálogos da obra platônica A República. Foi por intermédio dela e em diálogos de singular beleza e profundidade que Sócrates [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://ageacac.org.br/2023/10/15/fascinio-causa-desarmonia/">O Fascínio como Causa de Desarmonia do Casal</a> aparece primeiro em <a href="https://ageacac.org.br">AGEACAC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É de sensível atenção como problemas modernos encontram eco nas mais tradicionais escolas do conhecimento presentes na história de nossa civilização.</p>
<p>Floresceu entre os séculos V e VI a.C. a mais elevada filosofia, verbalizada nos diálogos da obra platônica <a href="https://ageacac.org.br/2023/02/08/o-governo-da-virtude/">A República</a>. Foi por intermédio dela e em diálogos de singular beleza e profundidade que Sócrates falou para a humanidade.</p>
<h2>Coisas belas e o fascínio</h2>
<p>Numa de suas histórias, caminha pelo Mercado de Atenas, reconhecido comércio daqueles tempos idos, no qual teve o cuidado de observar a quantidade de itens disponíveis para o cidadão ateniense. Naquele ambiente – como não poderia ser diferente – ninguém saía sem algo em suas mãos, ainda que meramente decorativo.</p>
<p>O filósofo, contudo, caminhava entre as bancas e propagandas, refletindo em cada item sedutor ao alcance de sua vista, sempre mantendo-se em reflexão: “qual a real utilidade desta ou daquela coisa em minha vida?”</p>
<p>Finalizou o caminho sem adquirir nada. Esta singela passagem deixou como legado uma das mais belas frases socráticas, aquela que diz: “tantas coisas belas das quais não necessito.”</p>
<h2>A vida moderna,</h2>
<p>com seus compromissos e rotinas, tem nos mantido em profundo estado de identificação com o mundo da matéria. Identificar-se é um processo silencioso de esquecimento de si, origem de muitas desarmonias. No lar, este processo culmina em problemas de toda ordem, desconstruindo relacionamentos, temperamentos, famílias.</p>
<p>Neste cenário inóspito, retomar a capacidade de discernir é ferramenta das mais elevadas. Isso passa por chaves preciosas, como a temperança e moderação. Em seus sentidos mais amplos, anunciam a capacidade de autoconhecer-se, promovendo o equilíbrio de suas próprias vontades. É o triunfo de Sócrates frente as paixões do mercado ateniense.</p>
<p>Quantas coisas aderem-se a nós sem a real necessidade? Quantos problemas poderiam ser evitados se tivéssemos desenvolvida a capacidade de dar-nos conta do que temos, do que sobra, daquilo que falta. Em palavras breves, auto-observação psicológica, adentrando num universo inteiro de conhecimentos que repousam em nosso interior.</p>
<h2>Viver é um processo extraordinário no qual se encontra a convivência</h2>
<p>A arte de conviver tem como ginásio mais exigente o Matrimônio, que transcorre no interior de um núcleo chamado lar. Há muitos caminhos para se encontrar a harmonia neste ambiente, sendo a capacidade de se comunicar um dos principais. A palavra, quando em acorde com nosso centro emocional superior, cria estados adequados de consciência.</p>
<p>Os sistemas contemporâneos têm colocado o Homem e a Mulher com seus próprios interesses, transformando o lar num abrigo de competidores. O elo comum da harmonia, qual seja o amor, tem se desfeito pela necessidade do mais, ausência de tempo, desalento.</p>
<h2>O Matrimônio Perfeito</h2>
<p>O casal é um corpo só, uma só nota, não são coisas distintas, equidistantes. O Matrimônio é a real consubstanciação de um Ser que ama mais, outro que ama melhor, conforme melhor definição do filósofo e antropólogo Samael Aun Weor, autor da obra O Matrimônio Perfeito.</p>
<p>Ao evitamos, por exemplo, a comunicação meramente reativa, quando desenvolvemos a capacidade de ouvir e ponderamos palavras ásperas, dissonantes, quando por intermédio de superesforços somos capazes de esperarmos os estados emocionais mais adequados para estabelecer canais de diálogo, damos um passo importante no triunfo dos mais distintos ambientes de convivência, sendo o Lar o principal deles.</p>
<h2>Chave SOL</h2>
<p>Em qualquer cenário, frente às circunstâncias mais exigentes, quando a consciência dorme e somos manejados por nossos sentimentos como marionetes, façamos perguntas breves e profundas a si mesmo, em estado reflexivo: quem sou? O que estou fazendo? Em que lugar estou?</p>
<p>Conhecida como Chave SOL, esta prática simples promove um choque de consciência, uma leitura e elevação de nosso estado de ânimo. Passamos a perceber, se aplicada corretamente, aquilo não estávamos vendo. É uma prática que conduz ao despertar da consciência, pois estar adormecido nos torna pessoas perigosas.</p>
<h2>O consumo</h2>
<p>Fizemos um caminho singelo até aqui, a fim de compreendermos que o fascínio com a vida material anula em nós a capacidade de discernir, fazendo com que acumulemos mais do que precisamos.</p>
<p>O consumo tem sido uma fuga de nós mesmos, quase que um comprimido alucinógeno para nossa alma, criando problemas que potencializam o distanciamento do casal, dificultam a convivência, obstaculizam a temperança, rompem as linhas de comunicação.</p>
<p>A partir daí, são inúmeros os problemas criados, sendo o econômico um dos principais, impedindo que a harmonia permaneça naquele relacionamento ou mesmo no lar.</p>
<h2>Do que realmente necessitamos?</h2>
<p>Quais são os elementos ou momentos que realmente preenchem e acariciam nosso espírito?</p>
<p>Ter, adquirir, consumir não são sinônimos de liberdade. Ao contrário, sinalizam uma prisão para a mente, para nossos sentimentos e até para o corpo físico.</p>
<p>Entramos mesmo numa prisão voluntariamente, como num quarto escuro, perdemos as chaves e as chances de compreendermos o que realmente tem valor nesta efêmera vida que levamos. Por não sabermos mais o que importa, entregamos coisas preciosas – essas, sim, os verdadeiros tesouros! – como a harmonia, o contentar-se com o que se tem, a felicidade de um dia simples a dois, o sorriso e o crescimento de nossos filhos, o jantar numa mesa em família etc.</p>
<p>E aquele pássaro que sobrevoava florestas, campos e planícies, quase que dono do sol e do vento, entendeu que na gaiola havia comida e água fresca. E por acreditar que não mais precisava voar para buscar seu alimento, viu na gaiola seu sustento, encontrou na prisão uma imagem de liberdade. Fez da falsa segurança seu melhor cárcere. A portinhola fechou, a comida até continuou … mas a vida nunca mais seria a mesma num espaço tão pequeno e limitado. Seu canto terminou.</p>
<p>Acreditamos que um dia, não num desses como tantos outros, mas num dia especial, possa o pássaro dar-se conta de que entrou por sua própria vontade e só por intermédio dela, a vontade, poderá sair e conhecer de novo o Sol, o Vento, a Liberdade.</p>
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		<title>As Vestais: Interpretações do Feminino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Aug 2023 18:39:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antigas Civilizações]]></category>
		<category><![CDATA[Eterno Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O objetivo desse breve estudo sobre as vestais é entender a importância da representação feminina nas antigas culturas, especialmente na cultura greco-romana. As mulheres naquele contexto ocupavam um papel determinante na organização do lar, bem como na religião, educação e organização social daqueles povos. Abordaremos especificamente a função das Vestais na antiga Roma, resgatando sua [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image alignright size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="294" height="300" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image-294x300.png" alt="" class="wp-image-3373" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image-294x300.png 294w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/08/image.png 505w" sizes="auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px" /></figure>



<p>O objetivo desse breve estudo sobre as vestais é entender a importância da representação feminina nas antigas culturas, especialmente na cultura greco-romana. As mulheres naquele contexto ocupavam um papel determinante na organização do lar, bem como na religião, educação e organização social daqueles povos.</p>



<p>Abordaremos especificamente a função das Vestais na antiga Roma, resgatando sua importância para que, de alguma forma, possamos nos inspirar nessas antigas culturas promovendo reflexões sobre o papel da mulher atualmente, contudo sem perder de vista a essência da natureza do Feminino.</p>



<p>Todas as <a href="https://ageacac.org.br/category/antigas-civilizacoes/">grandes civilizações</a> preservaram a imagem do feminino, pois a base de uma sociedade está na educação que se destina às mulheres por natureza.</p>



<p>O aspecto feminino aparece sob várias manifestações: a grande Mãe, a Mãe natureza que doa e mantêm a vida: Ram-IO, Deméter, Maia, Hathor, Nut; a mulher como guerreira: Athena; &nbsp;e finalmente, o objetivo de nosso estudo é falar sobre o aspecto da mulher como sacerdotisa: Héstia, Vesta, Ísis, Maria Madalena.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vestais Sacerdotisas</h2>



<figure class="wp-block-image alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1.png" alt="vestais, damas gnósticas" class="wp-image-1821" style="object-fit:contain;width:341px;height:341px" width="341" height="341"/></figure>



<p>As Vestais da antiga Roma serviam a Deusa Vesta uma deusa que personifica o fogo sagrado, representado pela&nbsp;<em>pira</em>&nbsp;doméstica e também pela cidade. Corresponde a Deusa Héstia dos gregos, embora também fosse associada a Agni dos Hindus.</p>



<p>As mulheres&nbsp;Vestais que serviam a Deusa seguiam uma conduta rígida, deviam permanecer Virgens imaculadas; lembrando que, essa virgindade assume um caráter de castidade, mulheres que sabiam manejar sua energia, e serviam a Deusa orientando os iniciados nos Mistérios do Fogo daquela época.</p>



<p>É evidente que, a simbologia da manutenção do fogo é o ponto central, esse fogo que simboliza a energia sexual, a capacidade criadora que reside no ser humano e que naturalmente a mulher deve guardar e zelar.</p>



<p>Como citado em todas as religiões que tinham sua raiz na revolução da consciência souberam instruir suas sacerdotisas para o manejo do fogo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Simbologia</h2>



<figure class="wp-block-image alignright is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-2.png" alt="" class="wp-image-1822" style="object-fit:cover;width:447px;height:335px" width="447" height="335"/></figure>



<p>A &nbsp;simbologia é ampla: desde as coisas mais simples como tradições passadas de mãe para a filha. Por exemplo, na Grécia toda casa que se preze tinha uma lareira ao centro esta que era manejada apenas pela mulher, quando a filha saía de casa para formar um novo lar a mãe acendia uma tocha proveniente daquela chama da lareira e entregava a sua filha para que acendesse sua própria lareira. Isso demonstra como as tradições antigas valorizavam e significavam esse culto ao fogo doméstico.</p>



<p>Nesse sentido, as Vestais eram responsáveis por algo basilar que é a própria referência ao lar – lareira, esse fogo doméstico, que justamente se localiza no centro que é de onde emana todas as coisas: o centro luminoso, vertical, transmutador. Os romanos compreendiam a necessidade de ter&nbsp; um centro que emana, uma base fundamental que pudesse conservar esse espírito em torno do qual tudo se constrói. É de suma importância não perder o contato com o centro que nos dá a sustentação.</p>



<p>A mulher é a provedora do amor e da luz, o eixo fundamental de onde todas as outras coisas emanam, o reflexo vivo de emoções e condutas. Aquela que guarda a memória do porquê, a educadora, a que vela o sagrado; o elemento terreno e fixador, o próprio umbigo. A lembrança da nossa vida uterina, da nossa gestação, da nossa origem.</p>



<figure class="wp-block-image alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-3.png" alt="" class="wp-image-1823" style="width:336px;height:273px" width="336" height="273"/></figure>



<p>Dentre outros símbolos associados a essa deusa, podemos citar a colheita da primavera,&nbsp; onde os Romanos ofereciam os primeiros grãos e frutos&nbsp;à&nbsp;<em>Vesta</em>; essa oferta deu origem a um festival tradicional conhecido como&nbsp;<em>Vestália</em>. Havia a associação à fertilidade e a capacidade criadora de fecundação que ela simbolizava.</p>



<p>Além disso, o animal associado a deusa era o asno que representa nesse contexto as debilidades, fragilidades humanas e a ignorância. Por isso, nesse festival as Vestais adornavam esses animais com guirlandas de flores, simbolizando as virtudes possíveis no desenvolvimento do homem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Valor do Eterno Feminino</h2>



<p>Interpretar os símbolos relacionados ao sagrado feminino nos relembra a função natural e divina que a mulher cumpre, dentro de si, dentro do lar e dentro da sociedade. Portanto, conservar o espírito em torno do qual tudo se constrói é preservar as raízes dos ensinamentos milenares, ou seja, preservar a mulher é manter a memória de um povo sempre pulsando, trazendo consciência, luz e entendimento.</p>



<p>Perder o contato com a mulher ou banalizar sua relevância é jogar fora os ensinamentos mais preciosos, é mecanizar as ações perdendo, portanto, sua consciência de ação.</p>



<figure class="wp-block-image alignright"><img decoding="async" src="https://damasgnosticas.moria.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-4.png" alt="" class="wp-image-1824"/></figure>
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		<title>Davi e Golias, de Caravaggio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 17:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[caravaggio]]></category>
		<category><![CDATA[davi e golias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente o embate épico de Davi e Golias ainda inspira metáforas para a façanha do êxito do menor ou aparentemente mais fraco sobre o maior e por isso tido como mais poderoso, porém no passado foi motivo de uma das mais notáveis obras do pintor barroco Michelangelo Mersi (1571-1610), mais conhecido como Caravaggio, sendo o [&#8230;]</p>
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<p>Atualmente o embate épico de Davi e Golias ainda inspira metáforas para a façanha do êxito do menor ou aparentemente mais fraco sobre o maior e por isso tido como mais poderoso, porém no passado foi motivo de uma das mais notáveis obras do pintor barroco Michelangelo Mersi (1571-1610), mais conhecido como Caravaggio, sendo o objeto de estudo do presente artigo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Davi e Golias, a História</h2>



<p>A história de Davi e Golias contida na Bíblia Hebraica narra a decisão do impasse entre os exércitos dos filisteus e dos israelitas com um único duelo entre seus representantes. De um lado Golias de Gate, um gigante de proporções e força descomunal devidamente trajado e armado, de outro o pequeno pastor Davi que escolhe como armas seu cajado, uma funda e 5 pedregulhos de riacho. Golias, certo de sua vitória, desafia a todos e zomba arrogantemente de Davi , no entanto, o jovem franzino surpreende lançando uma pedra com sua funda e atingindo Golias na testa, região vulnerável onde o elmo de bronze não o protegia, logo corre até o guerreiro caído em terra e o decapita usando a espada que até então pertencia ao próprio gigante. Foi justamente esse ápice o momento captado por Caravaggio em “Davi com a cabeça de Golias”.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Davi, a mais comum das pessoas. Golias, o retrato do mim mesmo.</h2>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image.png" alt="Davi e Golias, Caravaggio" class="wp-image-3363" width="399" height="450" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image.png 532w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-266x300.png 266w" sizes="auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px" /></figure>



<p>No quadro, o pintor utilizou as características de seu estilo, o jogo de contrastes claro-escuro e a iluminação não uniforme que conferem à cena uma maior dramaticidade e realismo, o qual também é observado nas feições comuns de Davi, que não é representado em uma forma etérea ou divina e sim como se fosse um menino das ruas italianas. Sua expressão pungente não é exatamente a de júbilo de quem acaba de obter uma grande vitória, mas de resignação pelo dever cumprido. Em meio à escuridão, a luz que emana de parte de seu corpo ou que é projetada sobre ele revela na mão direita a reluzente espada, onde se pode ler: <em>“Humilitas occedit superbiam”</em> (A Humildade supera o orgulho), e na mão esquerda a cabeça do gigante com a ferida provocada pela pedra em sua testa, um semblante de dor e a impressão de que ainda tenta arfar. No entanto, o que mais impressiona é que a fisionomia de Golias é em realidade a do próprio Caravaggio acrescida de traços de monstruosidade.&nbsp;</p>



<p>Diversos críticos de arte tem interpretado essa imagem baseados no próprio drama vivido pelo artista, que atormentado e, literalmente, perseguido por suas contravenções, pinta obras de caráter mais introspectivo e sóbrio durante o período em que se encontra exilado. Como Roma oferecia uma recompensa por sua cabeça, Caravaggio decide entregá-la ele mesmo em troca do perdão papal, porém da forma que melhor sabia fazer, através da pintura.&nbsp;</p>



<p>Essa não é a única obra em que o artista inseriu a si mesmo, podemos visualizá-lo também em “Os músicos”, “Baco”, fugindo em “O Martírio de Mateus”, e ainda retratando-se com rosto feminino em “A cabeça de Medusa”, que assim como em “Davi com a cabeça de Golias” é o autor que personifica a maldade, o que convida a refletir sobre a própria imperfeição tomando a si mesmo como modelo, onde o corajoso, devoto e inspirado Davi-Caravaggio derrota o Golias-Caravaggio criminoso e pecador, através da humildade que supera o orgulho como bem enfatiza a inscrição na espada.&nbsp;</p>



<p>Sobre essa obra, o renomado professor de história da arte Simon Schama, disse: “O poder de sua arte é o poder da verdade, não apenas sobre nós mesmo, pois se tivermos uma possibilidade de redenção, ela deve começar pelo reconhecimento de que em nós o Golias compete contra o Davi”, sugerindo que esse mito reflete valores universais como arquétipos da luta do homem por vencer sua natureza inferior, uma batalha de forças travada no universo interior de cada indivíduo entre o oprimido e o opressor, entre a virtude e o vício.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">A heroica façanha íntima, diferentes roupagens de uma Sabedoria Universal</h2>



<p>Representar uma gama de defeitos ou erros em uma criatura de aparência monstruosa e de difícil eliminação é algo recorrente nas distintas mitologias antigas. Outras culturas, em diferentes épocas também alegorizaram essa heroica façanha íntima, dentre tantas podemos citar o gigante Balor e seu neto Lugh na cultura celta irlandesa, onde em algumas versões a vitória se dá como em Davi e Golias, com a ajuda de uma espécie de estilingue e uma lança ou espada. Já na mitologia grega podemos encontrar o herói Hércules combatendo a Hidra de Lerna e Perseu derrotando a Medusa, cuja cabeça degolada também foi ilustrada por Caravaggio no exato momento em que a Górgona se vê refletida no escudo do herói e sofre a decapitação em um realismo quase fotográfico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">“&#8230;esse processo de morte de algo para que advenha o novo não se dá de forma amena, isto é, sem dor ou padecimento&#8230;”</h2>



<figure class="wp-block-image alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1.png" alt="Davi e Golias, Caravaggio" class="wp-image-3364" width="356" height="450" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1.png 474w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1-237x300.png 237w" sizes="auto, (max-width: 356px) 100vw, 356px" /></figure>



<p>No próprio Antigo Testamento hebraico, encontra-se outro conto que se assemelha ao do pastor e do gigante, trata-se do drama da viúva Judite que após um longo jejum decide de forma astuta produzir o momento oportuno para degolar o general Holofernes e assim libertar seu povo das investidas do exército assírio. Esse livro inspirou o compositor Antônio Vivaldi a produzir o oratório de música sacra “Juditha Triumphans” e Caravaggio a pintar o quadro “Judite decapitando Holofernes”, interessante observar nesse trabalho que a expressão pungente da mulher judia coincide com a feição desolada de Davi, o que poderia indicar que esse processo de morte de algo para que advenha o novo não se dá de forma amena, isto é, sem dor ou padecimento, algo que se poderia intuir ao ler o Supremo Sacrifício de João Batista, outra decapitação bíblica pintada por Caravaggio ou o sacrifício dos inocentes que Nicolas Flamel deixou gravado nas portas do cemitério de Paris, alegorizando em ambos os casos heróis dispostos a travar esse duro combate. <a href="https://ageacac.org.br/frases-samael-aun-weor/">Samael Aun Weor</a> aclara que o sangue que emana da decapitação é o Fogo que limpa e purifica, e que não deve ser levado ao pé da letra, pois é profundamente simbólico. ( o que explicaria o banho de Siegfried no sangue do dragão Fafner e Hércules ter lavado suas flechas no sangue da Hidra).</p>



<p>Desta maneira, as mortes retratadas são de tipo psicológico e não físico, sendo que a violência, que pode ser mal interpretada, trata-se na verdade de veemência, a qual demonstra a atitude séria e forte desses misteriosos personagens que através de trabalhos heroicos, lograram extrair de si esse Golias que incita cada pessoa a agir negativamente, obtendo assim o triunfo de Davi sobre essa força que o mantém submergido na ignorância e na incapacidade de decisão.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">A arte superior, uma linguagem para onde as palavras não alcançam</h2>



<p>Davi e Golias pode ser contado em parábolas, mitos, canções, esculturas, porém a forma escolhida por Caravaggio foi a síntese através da arte da pintura, o que possivelmente reflete um momento de sua curta vida, mas que para cada um pode ser expandido para seu universo interior e convertido em reflexão, já que o objetivo da maioria dos mitos, assim como na arte superior, é ensinar através de símbolos, alegorias, analogias filosóficas e imutáveis, converter o imaterial em material, e exprimir uma sabedoria universal encerrada dentro do próprio homem, acessível através da grande realidade do autoconhecimento.</p>
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		<title>A Monalisa de Leonardo da Vinci</title>
		<link>https://ageacac.org.br/2023/04/13/a-monalisa-de-leonardo-da-vinci/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Apr 2023 00:20:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Eterno Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo da Vinci]]></category>
		<category><![CDATA[Monalisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nascido em 15 de abril de 1452, o renascentista italiano Leonardo da Vinci, foi considerado por muitos como o maior gênio da história. Da Vinci possuía, sem dúvida, uma inteligência formidável que o colocava muito a frente do seu tempo. Sigmund Freud se referindo a ele disse: “Ele foi um homem que acordou cedo demais [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Design-sem-nome.jpg" alt="A Monalisa de Da Vinci" class="wp-image-3359" width="450" height="675" srcset="https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Design-sem-nome.jpg 600w, https://ageacac.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Design-sem-nome-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></figure>



<p>Nascido em 15 de abril de 1452, o renascentista italiano Leonardo da Vinci, foi considerado por muitos como o maior gênio da história. Da Vinci possuía, sem dúvida, uma inteligência formidável que o colocava muito a frente do seu tempo. Sigmund Freud se referindo a ele disse: <em>“Ele foi um homem que acordou cedo demais na escuridão, enquanto os outros continuavam a dormir”</em>.</p>



<p>Este ilustre gênio da humanidade possuía uma multiplicidade de talentos e capacidades, incompreensíveis para a mente humana. Ele se desenvolveu como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, escultor, músico, pintor, arquiteto, poeta, botânico, filósofo, etc. Suas criações, em todas estas áreas, estão dotadas de uma sabedoria quase insondável, de uma inspiração infinita e de um véu de mistérios inquietantes.</p>



<p>Algumas obras artísticas deste grande mestre, que sobreviveram ao tempo, estão hoje dentre as mais importantes do mundo. Dentre estas sobre-humanas criações, destaca-se A MONALISA ou A GIOCONDA, como também é conhecida: o quadro mais famoso não somente no âmbito artístico, mas também o mais valioso do mundo. A MONALISA esconde por detrás do seu discreto sorriso e olhar penetrante um conhecimento, um tipo de mistério que muitos estudiosos quiseram adentrar e compreender em sua totalidade, mas que realmente apenas estando em um estado contemplativo e pleno de inspiração podemos chegar a apreender em nossa natureza íntima algo do real significado desta obra, que mais parece não estar ao alcance do pincel de um ser humano, e sim dos dotes que Deus concede a seus anjos.</p>



<p>Nesta magistral e quase sobrenatural obra verificamos a expressão de um dos, senão o maior dos mistérios da criação, o ETERNO FEMININO.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Eterno Feminino</h2>



<p>Está claro a todas as luzes que Giaconda possui traços imensamente semelhantes aos do seu autor. Isso porque ela vem a ser a expressão feminina contida na intimidade do mencionado gênio. Porém mais além de uma expressão individual, esta obra nos relata a existência de um aspecto feminino gerador em cada expressão de vida. Jamais poderíamos conceber a existência que qualquer forma criada, sem que tenha sido antes gerada. A mera lógica racional nos mostra que a gestação somente pode ocorrer no ambiente do útero feminino. Portanto, a Mãe é uma expressão universal, que está presente desde o aparentemente insignificante até o imensamente grande.&nbsp;</p>



<p>Os antigos povos das culturas milenares da humanidade rendiam cultos e veneração à figura da Deusa Mãe do Mundo com diferentes nomes e formas: Pacha Mama, Ísis, Réa, Diana, Maia e tantos outros nomes mais. Compreendiam os antigos povos que esta Mãe Divina é o grande ventre universal onde se gestam todas as formas de vida e todas as possibilidades da criação estão contidas nela.</p>



<p>A cada dia, novos mundos surgem para adornar o espaço sideral. Estes corpos colossais necessitam, como todas as demais expressões de vida material, de um ventre que os possa gestar: o infinito e incompreensível espaço sideral vem a ser precisamente um útero gerador ou em outras palavras a Mãe Espaço.</p>



<p>A perfumada terra, que consegue através de seus mágicos prodígios transformar uma quase insignificante semente em uma planta totalmente constituída, é a Pacha Mama dos Maias, ou seja, a Mãe Terra, uma expressão feminina que gesta a vida do reino vegetal.</p>



<p>Assim mesmo, temos que todas as fêmeas da natureza são as responsáveis por gestar a vida. Todas sem exceção representam um aspecto da Mãe Divina, que sendo uma luz imortal, se sacrifica condicionando-se na forma perecível para que o milagre da vida aconteça. O Eterno Feminino, como princípio divino, é o próprio Amor incondicional. Dante Alighieri se referindo a Divina Mãe diz: “Em teu ventre se inflamou o amor, cujo calor fez germinar esta flor na paz eterna”.</p>



<p>É dito nas mitologias e escrituras sagradas que antes da Mãe vem o Pai Universal, sendo esta um desdobramento dele. Em outras palavras, o aspecto feminino de Deus. Em sua obra “A Divina Comédia”, Dante inicia uma oração a ela dizendo “Virgem Mãe, filha de teu filho”, e traduz os sentimentos do criador ao dizer: “Tu és aquela que a natureza humana enobreceste de tal forma, que seu criador não desdenhou fazer-se sua criatura”. De modo que tantas são as virtudes e dons do Feminino, que realmente só resta aos humanos retratá-la, adorá-la e ter a ela como a mais elevada aspiração, já que além de gerar a vida física, ela tem escondido em si o poder de gerar a vida espiritual, cuja expansão não tem limites.</p>



<p>Leonardo Da Vinci, ao plasmar este formoso quadro da MONALISA, colocou diante dos olhos humanos um conjunto de mistérios relacionados ao Eterno Feminino. Que ao mesmo tempo em que estão expostos ante a nossa vista, estão velados para a nossa mente que de maneira alguma pode compreendê-los, uma vez que a verdadeira arte é de coração para coração e possui uma linguagem apropriada apenas para a consciência e não para o intelecto. A linguagem da arte é inteligível através da imaginação criadora, da intuição e da inspiração que faz inflamar nossos corações, abrindo nossa inteligência e capacidades ocultas.</p>



<p>Esta obra fala mais que milhares de palavras e, ainda que esteja limitada aos quatro lados, é infinita em sua profundidade. Fala de amor, fala de mistérios, fala do caminho que temos que empreender em nossas vidas em busca da perfeição, fala da luz, de Deus, da beleza majestosa e da Mulher. Tudo está contido nela e ela está contida em tudo. A mais humilde e a mais alta das criaturas. Ser que colore e embeleza a criação. Ela é a flor do mais extasiante perfume, e por fim a energia que redime e realiza o coração humano, dando a ele sua nota vibratória e o tom original. A Monalisa ou Mãe Divina é adorada pelo próprio criador, que após havê-la gerado viu nela a mais sublime fonte de inspiração, amor e vida.</p>
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		<title>Eros, Filos e Ágape: A força do Amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ageac_adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2023 10:10:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ágape]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<category><![CDATA[Eros e Psique]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Podemos observar ao longo da história da humanidade, em todas as formas de arte, a busca sempre constante por expressar, definir, exaltar e até mesmo compreender a este sentimento ou algo misterioso que se chama ‘Amor’. Os gregos utilizavam mais de uma terminologia para designar ao amor, sendo três muito importantes: Eros, Filos e Ágape. [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap">Podemos observar ao longo da história da humanidade, em todas as formas de arte, a busca sempre constante por expressar, definir, exaltar e até mesmo compreender a este sentimento ou algo misterioso que se chama ‘Amor’.</p>



<p>Os gregos utilizavam mais de uma terminologia para designar ao amor, sendo três muito importantes: Eros, Filos e Ágape.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Eros</strong></h2>



<p>Eros é o termo que se traduz em amor erótico ou sexual, é ao mesmo tempo um deus no panteão grego. Esta divindade do amor, foi mencionada na Teogonia de Hesíodo, e este lhe atribuiu o papel unificador e coordenador dos elementos da criação, sendo portanto definitivo no processo de passagem do Caos para o Cosmos. Eros, o mesmo cupido, une em matrimônio o homem e a mulher, para que estes dois possam completar-se um no outro, e consubstancializar o amor através da união sexual. Este sentimento de amor erótico, no sentido mais transcendental da palavra, só pode ser encontrado no leito nupcial dos esposos, por isso Eros une os casais&#8230;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Filos</strong></h2>



<p>Temos ainda o termo Filos que também significa amor, porém já se trata de uma distinta forma de amor, que seria o amor de amigos. Daí vem o termo <em>filosofia</em> que significa amor à sabedoria, ou amigo da sabedoria. Esta forma de amor deve estar também presente entre esposos, porque permite uma relação de confiança, respeito e companheirismo. Eros é o sentimento que nos leva a despir o corpo para o ser amado, enquanto Filos nos leva a despir a alma, para que haja uma verdadeira comunhão. Este amor de amigos, no coração puro, se estende a todos os seres da criação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ágape</strong></h2>



<p>Já Ágape é a expressão mais exaltada e sublime do amor. Foi sempre utilizado nos textos cristãos como significação do amor de Deus, o amor desinteressado, indistinto e incondicional. Esta forma de amor faz com que o ser humano vá muito além de sua natureza inferior e busque divinizar-se. Faz-nos ver além dos defeitos alheios, conectando-nos assim com a virtude de cada um. E ainda, nos move a querer abandonar os nossos próprios defeitos e imperfeições.&nbsp;</p>



<p>Como descreve em 1 Coríntios 13: <em>“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”</em>.</p>



<p>O amor sempre foi a maior busca da consciência humana, ainda que muitos nem o suspeitem. Todos dizem que buscam a felicidade, mas felicidade é apenas outra palavra para dizer amor. Alguns querem veementemente a sabedoria, Hermes Trismegisto dizia: <em>“Te dou amor, dentro do qual está contido todo o summum da sabedoria”</em>. Quando uma pessoa é religiosa, ela busca encontrar a Deus: nas Sagradas Escrituras Bíblicas está escrito que <em>“Deus é amor”&#8230;</em></p>



<p>No fundo íntimo, cada ser humano sofre em maior ou menor nível, porque dentro de si há muitos espaços vazios de amor, espaços onde o que reina é exatamente a antítese desta força.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Força do Amor</strong></h2>



<p>O amor não é simplesmente um sentimento ou uma virtude humana, ele é a força misteriosa que organiza a todo o universo, é o que faz tudo existir, e é até mesmo o que dá verdadeiro sentido a tudo. É, nas palavras de um sábio, “a força modeladora do universo”.</p>



<p>Esta força, ou energia divina, se expressa no gênero humano através das diferentes virtudes como caridade, humildade, pureza, honestidade, sinceridade, altruísmo, etc. O gnosticismo nos ensina que tais virtudes se encontram corrompidas, ou engarrafadas dentro do que em termos gnósticos chamamos ego, que são o oposto de cada uma destas virtudes, portanto atualmente estas virtudes praticamente inexistem dentro de cada um de nós. Necessitamos resgatá-las através de um árduo e heróico trabalho que a <a href="https://ageacac.org.br/curso-de-gnosis/">Gnosis</a>, como conhecimento dos mistérios da natureza humana, nos propõe. Tais defeitos tornam a nossa natureza psicológica egoísta, e portanto, incapaz de amar.&nbsp;</p>



<p>Esta força maravilhosa, em qualquer das formas de expressão mencionadas pelos antigos gregos, seja Eros, Filos ou Ágape, não pode ser abarcada em sua forma mais absoluta pelo ser humano em sua atual conjuntura psicológica, apenas podemos sentir lampejos disso que se chama amor. É necessária uma verdadeira regeneração e revalorização de nossa natureza para que possamos realmente encarnar o sentido de amar profundamente. Uma pequena chispa desprendida desta gigantesca fogueira, quando capturada por nós já nos faz sentir uma plenitude indescritível.&nbsp;</p>



<p>Quando alguém sente algo do verdadeiro amor, nada lhe falta, nada lhe sobra. O amor nos torna capazes de todos os sacrifícios e martírios, de todos os heroísmos e atos de nobreza. Ele converte o feio em belo, o velho em jovem, o triste em alegre, e ao perverso, ele definitivamente enobrece o coração.</p>



<p>O amor, com sua ciência e infinita magia, transforma todas as coisas dando-lhes sua verdadeira originalidade que é o divino. Ele brota através dos destroços mortais para nos dar o sentir da eternidade. Surge como a estrela da esperança na noite escura da humanidade para iluminar o nosso mundo escuro e triste. O amor transforma o deserto da vida humana em um campo verdejante, cheio de abundância, fertilidade e inspiração.Os mestres da humanidade nos exortam ao amor. É melhor amar, nos dizem eles, que acumular na cabeça muitas teorias que não nos conduzirão a lugar algum. O amor é o caminho para o Monte Olimpo, onde se consegue a imortalidade. Dizia Hermes Trismegisto: <em>“Os homens são Deuses mortais, e os Deuses, homens imortais”</em>.</p>
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		<title>O Governo da Virtude</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 17:03:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Virtude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo da Virtude. Vemos que a vida nos oferece vários eventos e oportunidades para que se possa ir aprendendo e desbravando nosso próprio interior. No entanto, vivemos apenas em uma parte de nós mesmos, limitados de acordo com nossa psicologia. Em sua obra “A República”, Platão apresenta uma cidade ou país ideal, onde os [&#8230;]</p>
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<p>O Governo da Virtude. Vemos que a vida nos oferece vários eventos e oportunidades para que se possa ir aprendendo e desbravando nosso próprio interior. No entanto, vivemos apenas em uma parte de nós mesmos, limitados de acordo com nossa psicologia.</p>



<p>Em sua obra “A República”, Platão apresenta uma cidade ou país ideal, onde os governantes trabalham com a virtude. Superam o egoísmo, paixões, desejos e ambições e são capazes de fazer da sabedoria a principal característica no exercício do poder.</p>



<p>Sobressai interessante nesta obra, que influenciou e influencia a política das Nações e formação dos Estados ao longo do tempo, observar que Platão sugere a necessidade do governante aprender a <a href="https://ageacac.org.br/tag/autoconhecimento/">governar previamente a si mesmo</a>.</p>



<p>Ampliando esta concepção para além da pessoa dos governantes, o governo de si mesmo garantiria a harmonia de todas as relações sociais. Isso à medida em que consideraria este governo na capacidade de dirigir sabiamente a própria psicologia, pensamentos, sentimentos e emoções.</p>



<p>A ideia de cidade da Obra de Platão nos faz lembrar, também, uma cidade ou país de tipo “psicológico”, como nos apresenta Samael Aun Weor. Percebemos que conhecemos apenas um pouco do local, da rua, do bairro, da cidade e do país em que vivemos. Certamente ocorre o mesmo com nosso mundo interior, com diversas áreas desconhecidas e obscuras dentro de nós mesmos.</p>



<p>Refletindo, podem-se encontrar pessoas com grandes especialidades em determinados assuntos e carentes de sabedoria prática. Esta é uma grande necessidade para todas as áreas da vida, como a convivência, os relacionamentos, entre outras.</p>



<p>Denota-se, dessa forma, que apenas uma formação intelectual não chega a ser suficiente para atingir uma sabedoria. Isso vai além de um bom intelecto, ou seja, é uma expressão da consciência que se manifesta no viver do aqui e agora.</p>



<p>Para tanto, é imprescindível uma constante observação de si, para encontrar e corrigir as imperfeições psicológicas tais como: a agressividade, impaciência, desordens, ciúmes e medos. Assim desenvolve-se como consequência de tais correções, virtudes como compreensão, humildade, caridade, paz, alegria e amor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um bom Governo interior</h2>



<p>Um bom governo interior nos leva a obter uma sabedoria prática, a ter atitudes por meio de um bom senso, a ter habilidades de ação. Certamente isso resulta também de uma maior percepção dos eventos para que se possam ter decisões apropriadas.</p>



<p>Portanto, num caminho de conquista de sabedoria, é indispensável buscar a verdade, não iludir-se, mas despertar, ser dono de sua vontade, ter a capacidade de discernimento para poder enxergar o que é mais adequado, sensato e equilibrado.</p>



<p>Ao alcançar tamanho conhecimento e sabedoria, já não se possui uma cidade ou país psicológico, pois quando se elimina toda babilônia interior, surge a livre expressão do Ser, de seus potenciais psicológicos e divinos.</p>
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